Neste Dia

João Emanuel Carneiro

Roteirista, escritor, diretor e autor de telenovelas brasileiro

Anúncio

João Emanuel Carneiro Silva (Rio de Janeiro, 17 de fevereiro de 1970) é um roteirista, escritor, diretor de cinema e autor de telenovelas brasileiro. É meio-irmão da atriz Cláudia Ohana e filho da escritora, antropóloga e crítica de arte Lélia Coelho Frota.

Filho da escritora e crítica de arte Lélia Coelho Frota e do artista plástico Arthur José Carneiro Silva, João Emanuel Carneiro nasceu na cidade do Rio de Janeiro, em 17 de fevereiro de 1970. JEC, como é conhecido, descobriu cedo sua vocação profissional. Aos quinze anos, fã de histórias em quadrinhos, colaborou com o cartunista Ziraldo escrevendo roteiros para as aventuras do Menino Maluquinho e do Pererê. É irmão da atriz Cláudia Ohana por parte de pai.

Formou-se em Letras na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.

Começou a colaborar aos quatorze anos com o cartunista Ziraldo roteirizando histórias em quadrinhos.

Aos vinte e dois, ele foi premiado como roteirista do curta-metragem Zero a Zero e optou definitivamente por esta profissão. Além deste, ele também colaborou nos roteiros de filmes como Central do Brasil, O Primeiro Dia, Cronicamente Inviável, Orfeu, Deus é brasileiro e Castelo Rá-Tim-Bum. Na TV, foi colaborador de Maria Adelaide Amaral nas minisséries A Muralha (2000) e Os Maias (2001) e de Euclydes Marinho na novela Desejos de Mulher (2002).

A primeira novela como autor titular foi Da Cor do Pecado (2004), na qual contou com supervisão de texto do renomado novelista Sílvio de Abreu. Da Cor do Pecado foi um grande sucesso, a maior audiência entre as novelas das sete desde A Viagem, de Ivani Ribeiro, em (1994). O sucesso rendeu 43 pontos de média geral para a novela, audiência digna de novela das 21h.

Em 2006 escreveu Cobras & Lagartos, levada ao ar em substituição à fracassada Bang Bang, de Mário Prata. Teve a missão, bem-sucedida, de recuperar a audiência perdida para a concorrente TV Record, que ganhava com o sucesso Prova de Amor, de Tiago Santiago, ex-colaborador em textos de novelas globais. E conseguiu, a novela fechou com 39 pontos de média geral, sendo assim a segunda maior audiência do 19 horas deste século, perdendo apenas para Da Cor do Pecado, a novela que também é de sua autoria.

Em 2009 supervisionou sua primeira novela, Cama de Gato, de Duca Rachid e Thelma Guedes no horário das 18 horas.

Em 2008, escreveu a novela A Favorita, sua primeira novela das 21h, entrando no lugar de Benedito Ruy Barbosa. A Favorita teve 197 capítulos, acabando em 16 de janeiro de 2009, onde João Emanuel Carneiro conseguiu cativar o público com o sofrimento de Donatela (protagonista da novela, vivida por Cláudia Raia), e as maldades de Flora, antagonista vivida por Patrícia Pillar. Foi comparada com filme em uma das cenas, onde Flora mata Gonçalo, personagem de Mauro Mendonça. A novela terminou com 40 pontos de média, sendo mais um sucesso do autor.

Em 2012, escreveu Avenida Brasil, um sucesso que monopolizou o país com a implacável saga de Nina (Débora Falabella), uma jovem que arquiteta um plano de vingança contra sua ex-madrasta, Carmen Lúcia, a Carminha (Adriana Esteves), responsável pela morte de seu pai e por tê-la abandonado no lixão. Eleito no mesmo ano pela Revista Época um dos 100 brasileiros mais influentes do ano.

Após o fenômeno de Avenida Brasil, a volta de João Emanuel Carneiro ao horário nobre foi aguardada com muita ansiedade pelo público. Na época, corriam boatos de que sua nova obra se chamaria Favela Chique, protagonizada por Murílio Benício e Giovanna Antonelli. Tempos depois, o título da novela mudou para A Regra do Jogo e Alexandre Nero acabou ocupando o posto de Benício. Cercada de expectativas, a trama que contava a história de redenção do anti-herói Romero Rômulo (Nero) acabou decepcionando e tendo um nível muito aquém se comparado à Avenida Brasil.

Em maio de 2018, estreou Segundo Sol, cuja história da mocinha Luzia (Giovanna Antonelli) se cruzava com a de Beto Falcão (Emílio Dantas) e com a das vilãs Karola (Deborah Secco) e Laureta (Adriana Esteves). Apesar de ter se saído melhor na audiência e em recepção do público do que a trama anterior do autor, Segundo Sol foi irregular, inconstante e mal estruturada. Vendida a princípio como uma história sobre um cantor decadente (Emílio Dantas) que reencontrava a fama após ser dado como morto, a novela decepcionou ao apostar suas fichas no dramalhão da marisqueira Luzia (Antonelli). Papeis de coadjuvantes como Rosa (Letícia Colin) e Ícaro (Chay Suede) acabaram chamando muito mais atenção. Além, é claro, das vilanias da personagem de Adriana Esteves, que mais uma vez caiu nas graças do público com um papel mau e cômico.

Olho Por Olho / Todas as Flores

Em 2019 teve a sinopse de Olho por Olho aprovada pela direção de dramaturgia da Globo e o elenco começou a ser escalado contando com os nomes de Tony Ramos, Glória Pires, Miguel Falabella, Vera Fischer, Eliane Giardini e etc. Contudo, por conta da pandemia de COVID-19 que assolou o mundo em 2020, a pré-produção da novela foi pausada.

Em março de 2022, foi anunciado que a novela seria remanejada para o Globoplay, serviço de streaming da Rede Globo e que sua história passaria por alguns reajustes, como cortes de personagens e núcleos. Seu nome também foi trocado, deixando de ser chamada de Olho por Olho para Todas as Flores.

Muitos dos nomes originalmente pensados também foram substituídos. Tony Ramos, Eliane Giardini e Glória Pires deram lugar à Fábio Assunção, Mariana Nunes e Regina Casé, o que ocasionou numa mudança na sinopse da novela para readequar as idades dos personagens aos novos perfis escolhidos. Casé também interpretaria a primeira vilã de sua carreira ao dar vida à Zoé, uma mulher amoral e sem escrúpulos que não mede esforços para alcançar seus objetivos. Ela compartilharia as vilanias da trama com Vanessa (Letícia Colin), sua filha mimada e igualmente ruim, que perseguiria a irmã Maíra (Sophie Charlotte), uma mocinha deficiente visual que se envolveria com Rafael (Humberto Carrão), o atual namorado de Vanessa.

Ligado ao plot central de Maíra, Zoé e Vanessa, Todas as Flores contou com a história de Diego (Nicolas Prattes), um garçom que é vítima das armações Luís Felipe (Cássio Gabus Mendes) e, depois de sair da cadeia, se envolve com a esposa (Naruna Costa) e a filha (Yara Charry) daquele homem para se vingar. Na prisão, Diego se alia ao criminoso Samsa (Ângelo Antônio), que vivia um relacionamento ardente com Débora (Bárbara Reis), uma femme fatale perigosa e sedutora.

Com uma história intrigante, Todas as Flores chamou imediatamente a atenção do público e se tornou um sucesso na plataforma. No entanto, a segunda parte da novela recebeu muitas críticas por suas incoerências. No saldo geral, foi mais uma trama do autor que pecou por falta de um desenvolvimento mais coeso e completo.

Anúncio

Em breve no aplicativo World in Stories

Áudio, download offline, sem anúncios e muito mais.

Conhecer Premium
João Emanuel Carneiro | World in Stories