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João Henrique Caldas

Advogado e político brasileiro, ex-deputado estadual e federal por Alagoas e prefeito de Maceió por dois mandatos.

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João Henrique Holanda Caldas (Maceió, 22 de julho de 1987), mais conhecido como JHC, é um advogado e político brasileiro, filiado ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Foi prefeito de Maceió de 1º de janeiro de 2021 até 4 de abril de 2026. Nas eleições municipais de 2024, JHC teve o maior percentual de votos do Nordeste e o segundo do Brasil em capitais, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na eleição municipal de 2020, JHC foi eleito com 58,64% dos votos válidos no 2° turno, sendo reeleito em 2024 no 1º turno com 83,25% dos votos. Renunciou ao cargo em abril de 2026 para disputar o Governo de Alagoas nas eleições de outubro do mesmo ano.

Foi o candidato a deputado federal mais votado do estado nas eleições de 2014. Exerceu a função de Terceiro-Secretário da Mesa da Câmara dos Deputados do Brasil, no biênio 2017-2019. Nas eleições gerais de 2018, foi candidato à reeleição, sendo o candidato a deputado federal mais bem votado do Brasil proporcionalmente.

João Henrique é filho de João Caldas da Silva e Eudócia Maria Holanda de Araújo. Seu pai também é político, tendo atuado também na Câmara dos Deputados. JHC é evangélico, membro da Igreja Internacional da Graça de Deus.

Estudou no colégio INEI. Cursou Direito no UniCEUB, vindo a se formar posteriormente no CESMAC. Fez intercâmbio em Sydney, Austrália, para estudar inglês e negócios na Australian Pacific College.

Em Harvard, realizou o Curso de Liderança Executiva em Desenvolvimento da Primeira Infância, programa voltado a formação de líderes capazes de executar políticas voltadas aos cidadãos do futuro.

Em 2018 foi aprovado no Exame de Ordem da Ordem dos Advogados do Brasil.

Em 2019, a convite do Banco Mundial, representou o Brasil em uma Conferência Parlamentar Global, em que se debateu, com representantes políticos de vários países, os desafios do futuro que envolvem governança, conectividade, tecnologias disruptivas, considerando o impacto no mercado de trabalho, sociedade e economia.

Também em 2019 foi convidado a participar do 14º IGF, o maior evento mundial sobre a governança e internet, que abordou, junto com técnicos, especialistas, parlamentares e membros da sociedade civil os protocolos e padrões para criar, em cada país, uma infraestrutura legal adequada à transformação digital.

É advogado, especialista em Direito Digital e compliance, e mestrando em Gestão Pública, pelo Instituto Brasiliense de Direito Público, IDP.

Em 2009, anunciou sua filiação ao PTN (atual Podemos), visando as eleições do ano seguinte; nesse ano, foi eleito deputado estadual. Ingressou na Assembleia Legislativa de Alagoas com 23 anos. Entre as ações desempenhadas, destacam-se a criação da Comissão de Ciência e Tecnologia, Parlamento Jovem, Comissão de Defesa do Consumidor e Contribuinte, Comissão Especial das Enchentes e denúncias de irregularidades que mais tarde culminariam com o afastamento da Mesa Diretora, então presidida pelo deputado Fernando Toledo (PSDB).

Em junho de 2010, a região conhecida como Vale do Paraíba, em Alagoas, foi acometida em uma enchentes de grandes proporções, deixando por volta de 27 mil desabrigados. A reação do Governo Estadual foi titubeante, levando JHC a propor a criação de uma Comissão Especial das Enchentes (CENC), com o objetivo de “acompanhar, fiscalizar e auxiliar” o Programa de Reconstrução. Em decorrência dos trabalhos da CENC, como ficou conhecida a Comissão, o programa da Reconstrução evoluiu, retirando os desabrigado de barracos que chegavam a 60 (graus), em seu interior. Por ser uma Comissão atípica, sua atuação se estendeu por toda a legislatura.

Em junho de 2013, João Henrique apresentou documentos que indicavam possíveis irregularidades na movimentação bancária da Assembleia Legislativa. Segundo o deputado, R$ 4,7 milhões teriam sido sacados sem justificativa no ano de 2011. O deputado explicou que havia requerido, naquele ano, os dados das movimentações financeiras do legislativo à Mesa Diretora e, posteriormente, para a Caixa Econômica Federal, mas não obteve retorno. Seus pedidos feitos ao banco só foram atendidos após decisões favoráveis do juiz Marcelo Gonçalves, da 6ª Vara Federal, e do procurador do Ministério Público Federal Marcelo Toledo Silva. Caldas apresentou também números pagos em 2011 pela Gratificação por Dedicação Excepcional (GDE). De acordo com ele, a Assembleia pagou R$ 17,5 milhões só em 2011, um aumento de 600% nos vencimentos de alguns servidores, e que o dinheiro é pago sem critério aparente. Além disso, esse dinheiro consta em extratos bancários, mas não nos contracheques destes funcionários.

Analisando a documentação conseguida nos autos do processo, verificou-se que alguns servidores chegavam a receber mais de R$ 80.000,00 mensais, e, em um episódio conhecido como “vassouras de ouro”, servidoras humildes, responsáveis pela limpeza do Gabinete do Presidente, receberam valores milionários. Além de um sobrinho do presidente, que recebia salários mesmo morando na Austrália. O caso ganhou repercussão nacional, merecendo destaque no Fantástico, da TV Globo. Em decorrência da grande repercussão que o caso teve, o Ministério Público Estadual manejou diversas ações por improbidade administrativa, culminando no afastamento da Mesa Diretora.

Em dezembro de 2014, JHC denunciou, em sessão especial na Assembleia Legislativa, a existência de contratos milionários no Programa da Reconstrução, criado pelo governo estadual para construir novas moradias aos desabrigados da enchente registrada em dezenas de municípios alagoanos em 2010. Segundo o Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM), cerca de três mil famílias ainda não teriam recebido novas moradias.

Deixou o PTN em 2013, quando ingressou no recém-criado Solidariedade (SD), partido que presidiu no estado. Nas eleições de 2014, foi eleito deputado federal, para a 55.ª legislatura (2015–2019), quando se elegeu nas eleições daquele ano como deputado federal mais votado de Alagoas, conseguindo mais de 68 mil votos apenas na capital, Maceió. Ao assumir o mandato, JHC recusou o recebimento do chamado “auxílio-paleto” e destinou o dinheiro à Universidade Estadual de Alagoas.

Como deputado federal, foi um dos fundadores da chamada Frente Parlamentar pela Internet Livre e Sem Limites, quem tem por objetivo criar um espaço de discussão com os dirigentes das operadoras de telefonia, sindicatos, agências reguladoras, órgãos de proteção ao consumidor, Conselho Administrativo de Defesa Econômica e conselho federal da Ordem dos Advogados do Brasil, com relação a telefonia fixa e móvel e o uso e funcionamento da Internet no Brasil.

Pela Câmara dos Deputados, JHC foi um dos demais deputados que votaram a favor do processo de impeachment de Dilma Rousseff.

Candidatura a prefeito de Maceió em 2016

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