Neste Dia

João Sousa

Jogador de ténis português

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João Sousa (João Pedro Coelho Marinho de Sousa, Guimarães, 30 de Março de 1989) é um ex-tenista profissional português que competiu no ATP World Tour. Esteve no top 100 do ranking de singulares do ATP desde Julho de 2013, foi o 28º colocado a 16 de Maio de 2016 em singulares e 26º colocado a 13 de Maio de 2013 em duplas. Sousa é frequentemente considerado o melhor jogador português de sempre, e recebe por vezes a alcunha de Conquistador por partilhar o local de nascimento com Afonso I de Portugal. Atualmente exerce funções de Diretor na estrutura administrativa do ATP.

João Sousa nasceu em Guimarães. O seu pai, Armando Marinho de Sousa, é juiz e um tenista amador autodidata. A sua mãe, Adelaide, é bancária. Tem um irmão chamado Luís. Os seus ídolos enquanto crescia foram Juan Carlos Ferrero, Pete Sampras e Roger Federer. É adepto do clube de futebol Vitória de Guimarães, do qual é sócio. Sousa fala Português, Espanhol, Catalão, Inglês, Francês e Italiano.

Sousa começou a jogar ténis aos sete anos de idade com o seu pai num Clube local, o “Clube de Ténis de Guimarães”, onde começou a ter aulas com Luís Miguel Coutinho. Em 2001, ganhou Campeonato Nacional sub-12, batendo Gastão Elias, seu futuro parceiro na semifinal da Copa Davis. Sousa também jogou futebol em clubes locais como o Vitória Sport Clube e Os Sandinenses até aos 14 anos, quando ele decidiu deixar o futebol e a medicina para seguir uma carreira profissional de ténis. Mais tarde, foi incluído no Centro Nacional de Treino, na Maia. Com o encerramento do centro, veio a decisão de emigrar, e aos 15 anos de idade mudou-se para Barcelona, para a Federação Catalã de Ténis, em regime de internato.

Um ano depois, seguiu o treinador Álvaro Margets para a Academia BTT (Barcelona Total Tennis) de onde tinha boas referências, através de Rui Machado, antigo "inquilino" da Academia. O seu primeiro treinador havia Álvaro Margets, sob a supervisão de um de seus maiores mentores, Francisco Roig, proprietário da Academia e treinador suplente ocasional de Rafael Nadal durante as estações piso-rápido, e foi viver para casa de uma família espanhola. Mais tarde dividiu um apartamento na academia com Frederico Marques, seu futuro treinador.

Sousa começou a jogar ténis aos sete anos. Após conquistar títulos nacionais em categorias de formação, decidiu aos 15 anos desenvolver a sua carreira em Barcelona. Embora não tenha tido uma carreira júnior prolífica, Sousa tornou-se profissional em 2005 e conquistou o seu primeiro torneio Futures em 2009. Ele começou a jogar no ATP Challenger Tour em 2008 e conquistou o seu primeiro torneio na categoria em Junho de 2011. Sousa estreou-se na categoria World Tour em 2008 e obteve o primeiro sucesso no Open da Malásia de 2013, onde venceu o título e tornou-se o primeiro jogador português a conquistar um torneio de singulares na categoria.

Sousa é treinado pelo antigo jogador Frederico Marques e frequenta a Academia BTT em Barcelona. Ele é detentor de vários recordes do ténis masculino português. Em Outubro de 2013, a sua vitória no Open da Malásia levou-o ao 49º lugar no ranking mundial, tornando-se o primeiro jogador português a entrar no top 50 em singulares. Em Novembro de 2015, atingiu a posição de sempre para um português (33º) após conquistar o seu segundo título no ATP World Tour no Open de Valência. Em 2014, Sousa foi o primeiro português a jogar exclusivamente no ATP World Tour durante uma época, o primeiro a ser cabeça de série num torneio do Grand Slam (US Open de 2014) e o segundo a atingir os quartos de final num evento de Grand Slam (pares mistos no US Open de 2015). Ele foi o quarto português a entrar no top 100 do ranking de singulares e tornou-se o segundo a conseguir esse feito também em pares, depois de Nuno Marques. Sousa é igualmente o jogador de ténis português com o maior prize-money de carreira de sempre e o maior número de vitórias em encontros de singulares nos torneios de Grand Slam.

Em 2013, mais concretamente no mês de Janeiro, foi afastado do Open da Austrália, ao perder com o britânico Andy Murray, número 3 da hierarquia mundial, por três sets a zero.

Andy Murray eliminou o tenista português do Open da Austrália, na segunda ronda do primeiro Grand Slam do ano. O britânico bateu Sousa, então 100.º classificado e melhor português do ranking ATP, em três sets, pelos parciais de 6-2, 6-2 e 6-4, após 1h40m de jogo.

João Sousa, que se tornou no primeiro jogador português a defrontar o atual 'campeão olímpico' num torneio do Grand Slam, e o terceiro a atingir a 2.ª ronda do prestigiado torneio, depois de vencer na 1.ª ronda o australiano John-Patrick Smith nº 244º do ranking ATP.

Em Abril do mesmo ano, João Sousa informou nas redes sociais, que a organização do Portugal Open decidiu deixar o tenista luso de fora atribuindo assim o último 'wild card' disponível ao espanhol David Ferrer.

Uma decisão bastante polémica com muitas críticas nas redes sociais, em particular na página oficial do "Portugal Open" no Facebook.

João Sousa, então nº 1 do ténis nacional e nº 104 do ranking mundial ATP, já se encontrava totalmente recuperado de uma lesão, reunindo todas as condições para tentar uma ainda melhor prestação do que no ano de 2012 em que atingiu os nos "quartos-de-final" do ainda denominado Estoril Open.

Ainda assim João Lagos decidiu por não lhe atribuir o último wild card, sendo que já tinha atribuído esse mesmo a outros três portugueses classificados respectivamente nos nº 136, 233 e 282 do ATP World Tour.

Em Maio do mesmo ano, o tenista vimaranense foi afastado do Roland-Garros, ao perder com o espanhol Feliciano Lopez, nº 43 mundial, por três sets a um.

João Sousa, nº 119 foi afastado na 2ª ronda do prestigiado torneio, tendo perdido pelos parciais de 3-6, 6-3, 6-4 e 6-4, em 2 horas e 36 minutos.

Em França, João Sousa demonstrou ser o melhor tenista nacional da atualidade, onde na ronda inaugural do Grand Slam francês bateu o japonês Go Soeda, nº 124 do ranking ATP.

Em Julho do mesmo ano, João Sousa venceu o Guimarães Open. batendo na final o romeno Marius Copil, por 6-3 e 6-0, em 63 minutos, conquistou o quinto título challenger da carreira, o primeiro em piso de cimento, permanecendo no top-100 do ranking ATP.

Numa final de quase sentido único, destruiu as aspirações do romeno Marius Copil, com a conquista de 11 jogos consecutivos depois de ter estado a perder por 1-3, impondo-se pelos parciais de 6-3 e 6-0, em apenas 1h03m.

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