Neste Dia

Joana de Aza

Mãe de São Domingos de Gusmão

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Joana Garcés de Aza (Haza, c. 1135 – Caleruega, 2 de agosto de 1205) é o nome que se desenvolveu gradualmente na tradição hagiográfica para a mãe de São Domingos e do beato Manés de Gusmão. Em 1828, seu culto foi confirmado pelo Papa Leão XII.

Na primeira biografia de São Domingos de Gusmão, o Beato Jordão da Saxônia, seu sucessor como Mestre-geral da Ordem dos Pregadores, não mencionou os pais de São Domingos, mas conta-se que, antes de seu nascimento, sua mãe sonhou que um cão saltou de seu ventre carregando uma tocha na boca e incendiou o mundo. Jordão acrescenta que Domingos foi criado por seus pais e um tio que era arcipreste. Uma fonte posterior, ainda do século XIII, diz que os pais de Domingos se chamavam Joana e Félix.

Quase um século após o nascimento de Domingos, um autor local afirmou que seu pai era "vir venerabilis et dives in populo suo" (um homem rico e honrado em seu país). Mais tarde, os hagiógrafos, ao estudarem o assunto, concluíram que seu pai era membro da família nobre local Guzmán e que sua mãe pertencia a outra família nobre, de nome Aza. O nome completo de sua mãe era Joana Garcés de Aza.

Nada se sabe sobre sua infância, mas provavelmente ela casou-se jovem, como era costume. Joana e seu marido Félix tiveram quatro filhos e uma filha. Quando os dois filhos mais velhos cresceram (o primeiro Antônio, o segundo Manés, que também foi religioso e proclamado beato em 1834), ela foi à igreja da Abadia de Silos para rezar pedindo outro filho. Diz-se que ela teve um sonho em que São Domingos de Silos lhe disse que teria um filho, que seria uma luz brilhante para a Igreja. Ela decidiu nomear o filho de "Domingos", provavelmente em homenagem ao santo cujo santuário próximo era um dos favoritos de sua mãe.

Segundo a tradição dominicana, sua mãe viu mais tarde a lua em sua testa, mas em seu batismo, sua madrinha a viu como uma estrela.

A hagiografia de Joana afirma que sinais milagrosos se manifestavam com sua presença, como a multiplicação das esmolas quando estas não eram suficientes para as necessidades dos pobres que ela auxiliava.

Certa tradição conta também que a bem-aventurada mulher, quando o seu esposo, o venerável Félix de Guzmán, estava na guerra, esvaziou todos os tonéis de vinho da adega da família para dar aos pobres. Quando ele voltou da guerra, ela suplicou a Deus e os tonéis apareceram cheios novamente. Joana de Aza morreu em Caleruega por volta de 1205.

O culto "ab immemorabili" de Joana de Aza foi formalmente confirmado pelo Papa Leão XII em 1 de outubro de 1828.

Suas relíquias estavam em Burgos, no convento de San Pedro de Gumiel de Izán, antes de serem transladadas para o convento de San Pablo, em Peñafiel. Ali, elas são são preservadas em uma urna de madeira, próximas dos restos mortais do Infante Dom Juan Manuel, fundador do convento de Peñafiel.

Em 18 de agosto de 1878, um incêndio devastador irrompeu em Caleruega, destruindo grande parte das casas e edifícios do centro da cidade. O fogo se alastrou descontroladamente até que um jovem, rezando para a Beata Joana de Aza, lançou uma imagem dela às chamas, pedindo-lhe que as extinguisse. Milagrosamente, o fogo parou. A partir desse momento, a cidade fez um voto, declarando o dia 18 de agosto feriado, razão pela qual sua festa ainda é celebrada nesta data. Além disso, por ter sido um jovem quem rezou, Joana é popularmente considerada a padroeira dos jovens de Caleruega que completam 18 anos neste ano.

Os pais de São Domingos de Gusmão são mencionados por Dante Alighieri no XII Canto do Paraíso:

«Dicionário Biográfico Espanhol». Real Academia da História (em castelhano)

«Beata Juana de Aza». www.mercaba.org (em castelhano)

«Bse Jeanne d'Aza, mère de St Dominiquel». l’Évangile au Quotidien (em francês)

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