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Joanne Woodward

Atriz estadunidense (nascida em 1930)

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Joanne Gignilliat Trimmier Woodward (Thomasville, 27 de fevereiro de 1930) é uma atriz estadunidense. Ela recebeu vários prêmios ao longo de sua carreira, incluindo um Oscar, três prêmios Emmy e três Globos de Ouro.

Woodward talvez seja mais conhecida por sua atuação em As Três Faces de Eva, que lhe rendeu um Oscar de melhor atriz e um Globo de Ouro de melhor atriz em filme dramático. Após a morte de Olivia de Havilland em julho de 2020, ela se tornou a mais velha vencedora do Oscar de melhor atriz. Em uma carreira de mais de seis décadas, ela estrelou ou co-estrelou muitos filmes, recebendo quatro indicações ao Oscar (ganhando um), dez indicações ao Globo de Ouro (ganhando três), quatro indicações ao BAFTA Film Award (ganhando um) e nove nomeações ao Prêmio Emmy (ganhando três). Ela é a viúva do ator Paul Newman.

Joanne Gignilliat Trimmier Woodward nasceu em 27 de fevereiro de 1930 em Thomasville, Geórgia, filha de Elinor Trimmier e de Wade Woodward Jr. O seu pai era vice-presidente da editora Charles Scribner's Sons. Os nomes do meio de Joanne, "Gignilliat Trimmier", são de origem huguenote. A paixão que a mãe de Joanne tinha por filmes influenciou a sua vontade de se tornar atriz e ela recebeu o seu nome em homenagem a Joan Crawford. Joanne tem um irmão mais velho, Wade Jr.

Joanne esteve na estreia do filme Gone With the Wind em Atlanta quando tinha nove anos de idade. Durante o evento, ela correu na direção do desfile com os atores do filme e sentou-se no colo de Laurence Olivier, o companheiro de Vivien Leigh. Joanne acabaria por trabalhar com Olivier em 1977 no telefilme Come Back, Little Sheba.

Joanne viveu com a família em Thomasville antes de se mudarem para Marietta, também na Geórgia. Aí, ela frequentou o liceu Marietta High School. A atriz continua a apoiar a escola e o teatro Strand da cidade.

A família voltou a mudar-se, desta vez para Greenville na Carolina do Sul, quando Joanne estava no 11.º ano, após o divórcio dos seus pais. Ela frequentou e terminou o liceu no Greenville High School e participou em peças no Little Theater de Greenville.

Joanne frequentou a Universidade do Estado da Luisiana, onde estudou Teatro e fez parte da república Chi Omega. Depois de terminar o curso, mudou-se para Nova Iorque, onde começou a fazer teatro estudou no Actor's Studio e com Sanford Meisner na Neighborhood Playhouse School of the Theatre.

Em 1952, Joanne estreou-se na televisão no episódio "Penny" do programa Robert Montgomery Presents. Ela também trabalhava no teatro e conseguiu o papel de substituta da atriz principal na peça Picnic de William Inge. Foi durante esta peça que conheceu o seu futuro marido, Paul Newman, que era o substituto do ator principal. Os dois começaram a namorar quando Paul ainda estava casado com a sua primeira mulher, Jacqueline Witte.

A jovem atriz foi primeiro para a televisão onde participou de várias séries a partir de 1952 até estrear no cinema em 1955 com o western Count Three and Pray. No ano seguinte, Joanne foi contratada a longo termo pelo estúdio 20th Century Fox e, alguns meses depois, fez parte do elenco do filme de mistério A Kiss Before Dying.

Joanne e Paul Newman voltariam a se encontrar em 1957 nas filmagens de The Long, Hot Summer do diretor Martin Ritt. Esta seria o primeiro de muitos trabalhos que Joanne e Martin fizeram juntos. Eles voltaram a trabalhar nos filmes No Down Payment e The Sound and the Fury quando Joanne já era uma atriz de sucesso, no entanto ambos os filmes tiveram pouco sucesso nas bilheteiras.

Ainda em 1957, estreou o filme que fez de Joanne uma estrela. Em The Three Faces of Eve, a atriz interpreta o papel de uma dona-de-casa portadora do transtorno de personalidade múltipla, com três personalidades diferentes. O seu desempenho foi bastante elogiado pela crítica e Joanne venceu o Óscar de Melhor Atriz no ano seguinte.

Joanne voltou a trabalhar com Paul Newman em 1960 no filme From the Terrace, o seu primeiro sucesso desde que tinha conquistado o Óscar. A atriz disse mais tarde que tinha um grande afeto pelo filme "porque eu estava muito parecida com a Lana Turner". O casal voltou a reunir-se no ecrã e com o realizador Martin Ritt no filme Paris Blues em 1961. Em 1963, Joanne protagonizou o filme The Stripper e teve aulas com a artista de burlesco, Gypsy Rose Lee, para aperfeiçoar a sua técnica.Em 1966, a atriz interpretou o papel de Mary em A Big Hand for the Little Lady e contracenou com Sean Connery no filme A Fine Madness. Em Rachel, Rachel (1968), um filme realizado e produzido por Paul Newman, Joanne interpretou o papel de uma professora em busca do amor. O filme valeu-lhe a sua segunda nomeação para os Óscares na categoria de Melhor Atriz.

Em 1972, Joanne protagonizou o filme The Effect of Gamma Rays on Man-in-the-Moon Marigolds. O seu desempenho como uma mãe afastada das suas filhas (sendo uma delas interpretada por uma das suas filhas na vida real, Neil) valeu-lhe o Prémio de Interpretação Feminina no Festival de Cinema de Cannes. No ano seguinte, protagonizou o filme Summer Wishes, Winter Dreams, um drama sobre uma mulher com uma crise de meia-idade. O seu desempenho valeu-lhe a sua terceira nomeação para o Óscar de Melhor Atriz.

Joanne contracenou com Burt Reynolds no filme The End em 1978, mas à medida que a década progredia, a atriz começou a trabalhar mais em televisão. Em 1977, trabalhou com Laurence Olivier em Come Back, Little Sheba e, no ano seguinte, ganhou o seu primeiro Emmy pelo seu desempenho no telefilme See How She Runs. Em 1979, foi a protagonista do telefilme A Christmas to Remember e terminou a década com outro telefilme: The Streets of L.A. Ainda em 1979, estreou-se na realização com um episódio da série Family.

Ao longo dos anos 80, Joanne dividiu-se entre o cinema, a televisão e o teatro. Começou a década como protagonista do telefilme The Shadow Box, realizado por Paul Newman e, em 1981, protagonizou o telefilme Crisis at Central High. Alguns dos seus telefilmes mais conhecidos desta década incluem Harry & Son (1984), realizado por Paul Newman; Passions (1984) e Do You Remember Love (1985). Joanne também se dedicou à escrita de argumentos e à realização, tendo escrito e realizado a peça mais tarde transmitida na TV, Come Along With Me de 1982.

A carreira de Joanne teve uma longevidade excecional. Em 1990, ela voltou a contracenar com Paul Newman em Mr. and Mrs. Bridge, realizado por James Ivory. Joanne tinha lido os livros de Evan S. Connell nos quais o filme é baseado quando tinham sido publicados nos anos 50 e quis adaptá-los durante muitos anos. Originalmente, ela não tinha intenções de interpretar o papel de Mrs. Bridge por ser demasiado nova, mas quando finalmente conseguiu adaptá-los, já não era o caso. Este foi um dos seus desempenhos mais elogiados e valeu-lhe a sua quarta nomeação para os Óscares e ainda o prémio de Melhor Atriz da Associação de Críticos de Nova Iorque.

Em 1993, Joanne participou no filme Philadelphia com Tom Hanks e, no mesmo ano, narrou The Age of Innocence de Martin Scorsese. Ainda nesse ano, participou em dois telefilmes: Foreign Affairs e Blind Spot, tendo também produzido este último. Blind Spot é um drama sobre toxicodependência e valeu-lhe uma nomeação para os Emmy. Em 1995, Joanne foi uma das protagonistas do telefilme Breathing Lessons e encenou as peças Golden Boy e Waiting for Lefty com a companhia de teatro Blue Light Theater Company em Nova Iorque.

Nos anos seguintes, Joanne dedicou-se mais à produção e realização. Foi diretora artística da Westport Country Playhouse entre 2001 e 2005 e produtora executiva da transmissão televisiva da peça Our Town, com Paul Newman. Joanne e Paul voltaram a trabalhar juntos na minissérie Empire Falls da HBO em 2005. Depois desta minissérie, os trabalhos da atriz focaram-se maioritariamente na dobragem e narração, sendo o seu último trabalho a voz de Doris no filme Lucky Them em 2013.

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