Joaquim Benedito Barbosa Gomes GOMM (Paracatu, 7 de outubro de 1954) é um jurista, advogado, professor e ex-magistrado brasileiro. Foi ministro do Supremo Tribunal Federal de 2003 até 2014, e presidiu a Corte entre 2012 e 2014.É fluente em francês, inglês e alemão, além de ter sólida formação acadêmica internacional.
Formado em Direito pela Universidade de Brasília é mestre e doutor em Direito Público pela Universidade de Paris-II (Panthéon-Assas). Foi professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro .
Foi membro do Ministério Público Federal (MPF) de 1984 até 2003, quando foi indicado para o Supremo Tribunal Federal.
Em 2013, foi eleito pela Revista Time como uma das cem pessoas mais influentes do mundo e incluído pela BBC Brasil em uma lista de 10 brasileiros que foram notícia no mundo naquele ano.
Foi filiado ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) entre 2018 e 2022 e atualmente é filiado do Democracia Cristã (DC). É pré-candidato à presidência do Brasil para a eleição de 2026.
Joaquim Barbosa nasceu em Paracatu, estado de Minas Gerais. É o primogênito de oito filhos. Pai pedreiro e mãe dona de casa, passou a ser arrimo de família quando estes se separaram. Aos 16 anos foi sozinho para Brasília, arranjou emprego na gráfica do Correio Braziliense e terminou o segundo grau, sempre estudando em colégio público. Obteve seu bacharelado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Brasília em 1979, onde também obteve especialização em Direito do Estado em 1982.
Foi Oficial de Chancelaria do Ministério das Relações Exteriores de 1976 a 1979, tendo servido na Embaixada do Brasil em Helsinki, Finlândia. Foi advogado do Serpro de 1979 a 1984.
Prestou concurso público para o cargo de Procurador da República e foi aprovado, em 1984. Chefe da consultoria jurídica do Ministério da Saúde de 1985 a 1988. Licenciou-se do cargo em 1988 e foi estudar na França, por quatro anos, onde obteve seu mestrado em Direito Público em 1990 e, em 1993, o doutorado na mesma área, pela Universidade de Paris-II (Panthéon-Assas), após defender a tese ‘O Supremo Tribunal Federal no sistema político brasileiro’ (‘La cour suprême dans le système politique brésilien’).
Retornou ao cargo de procurador no Rio de Janeiro.
Foi professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) de 1993 a 1995. Em 1997, por meio de concurso público, tornou-se professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), licenciando-se em 2006 e pedindo exoneração em 2015. Foi visiting scholar no Human Rights Institute da faculdade de direito da Universidade Columbia em Nova York (1999 a 2000) e na Universidade da Califórnia Los Angeles School of Law (2002 a 2003). Fez estudos complementares de idiomas estrangeiros no Brasil, na Inglaterra, nos Estados Unidos, na Áustria e na Alemanha, sendo fluente em francês, inglês, alemão e espanhol.
Foi indicado ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2003 e ocupou o cargo até aposentar-se voluntariamente em 2014. Em 2004, foi admitido pelo presidente Lula ao grau de Grande-Oficial especial da Ordem do Mérito Militar.
Em 6 de abril de 2018, filiou-se ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), com intenção de concorrer a eleição presidencial de 2018, porém, em 8 de maio de 2018, declarou em rede social que não seria candidato a presidência por motivos estritamente pessoais. Como apurado pela jornalista Daniela Pinheiro, no UOL, no início de 2022, Barbosa decidiu pela desfiliação do partido.
É contra o poder do Ministério Público de arquivar inquéritos administrativamente. Defende que se transfira a competência para julgar processos sobre trabalho escravo para a Justiça federal.
Defende a tese de que despachar com advogados deva ser uma exceção, e nunca uma rotina, para os ministros do Supremo. Restringe ao máximo seu atendimento a advogados de partes, por entender que essa liberalidade do juiz não pode favorecer a desigualdade. A posição do ministro, todavia, é criticada por advogados e pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), sob o fundamento de que despachar com os magistrados é um direito dos advogados, conferido pela Lei 8.906/94, cujo art. 7, inciso VIII preceitua ser direito dos advogados: "dirigir-se diretamente aos magistrados nas salas e gabinetes de trabalho, independentemente de horário previamente marcado ou outra condição, observando-se a ordem de chegada".
O ministro Barbosa diz ser, também, contra a suposta prestação preferencial de jurisdição às partes de maior poder aquisitivo ("furar fila"). A postura do ministro também tem sido criticada pela OAB, sob o fundamento de que, por vezes, situações de urgência realmente justificariam a inversão da ordem dos julgamentos.
Em 27 de outubro de 2018, véspera do segundo turno da eleição presidencial, declarou seu voto no candidato do PT, Fernando Haddad, contra o candidato Jair Bolsonaro (PSL). Barbosa afirmou que "pela primeira vez em 32 anos de exercício do direito de voto", um candidato lhe inspirava medo e por isso votaria em Haddad.
Tomou posse como vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral no dia 6 de maio de 2008 no qual ele ja era Ministro desde 12 de janeiro do mesmo ano, sendo o presidente o Ministro Carlos Ayres Britto.
No mais polêmico julgamento desde que tomou posse no tribunal, Joaquim Barbosa votou a favor da tese de que políticos condenados em primeira instância poderiam ter sua candidatura anulada, sendo porém voto vencido nesta questão.