Joaquim Egídio de Souza Aranha, primeiro e único barão, visconde, conde e Marquês de Três Rios (Campinas, 19 de março de 1821 — São Paulo, 19 de maio de 1893), foi um proprietário rural, cafeicultor, banqueiro e político brasileiro.
Membro do Partido Liberal, o qual chefiou, foi eleito vereador na Câmara Municipal de Campinas, nos triênios iniciados em 1849, 1857, e 1873, presidindo a edilidade nesta última legislatura.
Eleito por diversas vezes deputado provincial por São Paulo, ocupou a presidência da Província de São Paulo por três períodos, de 7 de dezembro de 1878 a 12 de fevereiro de 1879, de 4 de março a 7 de abril de 1881, e de 5 de novembro de 1881 a 7 de janeiro de 1882.
Foi um dos primeiros acionistas da Companhia Paulista de Vias Férreas e Fluviais, construtora da Estrada de Ferro Jundiaí Campinas.
Também foi um dos fundadores do Banco Comércio e Indústria de São Paulo.
Foi proprietário urbano e rural, dono da Fazenda Sertão, antiga sesmaria adquirida em 1885, no município de Campinas e também da Fazenda Vista Alegre, Fazenda Pinheiros, e Fazenda Santa Gertrudes em Rio Claro.
O solar do Marquês de Três Rios, na cidade de São Paulo, foi onde recebeu a família imperial. Construído entre os anos de 1850 e 1860, foi adaptado posteriormente como sede da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, em 1894. O prédio foi demolido em 1928, bastante danificado pelos bombardeios durante a Revolução de 1924. Em Campinas, no solar do Largo da Catedral, também foram recebidos, a princesa Isabel, seu marido e os filhos do casal, em 1884. Teve ainda residência em São Paulo, na Rua do Carmo, nº 18, esquina com a Rua Santa Theresa.
Em 1876, passou a residir em São Paulo. Foi Provedor da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Fez generosos donativos às instituições de caridade.
Faleceu em 19 de maio de 1893, em São Paulo, de uma hemorragia pulmonar. Foi sepultado no Cemitério do Sacramento. Sua mulher também faleceu na capital e foi sepultada no Cemitério da Ordem Terceira do Carmo de São Paulo, sem filhos.
Deixou uma das maiores fortunas de São Paulo ao seus netos herdeiros.
Era filho de Francisco Egídio de Souza Aranha e da viscondessa de Campinas Maria Luzia de Souza Aranha, proprietários por herança de Joaquim Aranha Barreto de Camargo do Engenho e Fazenda Mato Dentro, antiga sesmaria em Campinas.
Era irmão gêmeo do tenente-coronel José Egídio de Sousa Aranha, que foi casado em primeiras núpcias com Maria Luísa Pereira de Queirós, e em segundas, com Antonia Flora Pereira de Queirós.
Era também irmão de Ana Teresa de Souza Aranha, que foi casada com seu primo o barão de Anhumas Manuel Carlos Aranha.
Também foi sua irmã Libânia de Souza Aranha, que foi casada com seu primo barão de Itapura Joaquim Policarpo Aranha.
Casou-se em primeiras núpcias em 30 de novembro de 1842 com Ana Francisca de Pontes (Campinas, 1822 - Campinas, 16 de agosto de 1875), viúva do capitão Antônio José da Silva, sendo filha de José Pereira de Pontes e Cecília Barbosa de Almeida. Tiveram três filhos:
Carlos Egídio de Souza Aranha (Campinas, 1843 - Campinas, 18 de outubro de 1885) que se casou com Maria Angela de Moraes Bueno (1851-1921), tendo por filhos:
Joaquim Egídio de Souza Aranha (Campinas, 1867 - Campinas, 22 de setembro de 1925 ), que se casou com Annalia Ferreira de Camargo, com descendência.
Carlos Egídio de Souza Aranha (1868-1903)