Joaquim da Cunha Freire, primeiro e único Barão de Ibiapaba (Caucaia, 18 de outubro de 1827 — Rio de Janeiro, 13 de outubro de 1907), foi um político brasileiro. Dedicando-se à carreira comercial, soube acumular uma grande fortuna, tendo colaborado com o melhoramento da economia de Fortaleza.
Filho do português Felisberto Correia da Cunha e de Custódia Ribeiro da Cunha, irmão de Severiano Ribeiro da Cunha, visconde do Cauípe.
Foi presidente da província do Ceará por sete vezes, de 24 de abril a 26 de julho de 1869, de 13 de dezembro de 1870 a 20 de janeiro de 1871, de 26 de abril a 29 de junho de 1871, de 9 a 12 de janeiro de 1872, em 30 de outubro de 1872, de 11 de setembro a 13 de novembro de 1873, e de 21 de março a 23 de outubro de 1874.
Foi coronel da Guarda Nacional e comendador da Imperial Ordem da Rosa.
Em maio de 1889, foi o candidato mais votado para a lista tríplice ao Senado do Império pelo Partido Conservador. No entanto, o Imperador optou por um nome do Partido Liberal em razão da crise no Governo, sendo escolhido Antônio Pinto Nogueira Accioly.
«Relatorio com que o Excellentissimo Senhor Commendador Joaquim da Cunha Freire, 1.º Vice-Presidente da Provincia do Ceará, passou a administração da mesma, no dia 13 de novembro de 1873, ao Excellentissimo Senhor Presidente Dr. Francisco Teixeira de Sá. Fortaleza, Typographia Constitucional, 1873.» Disponibilizado pelo Center for Research Libraries.
«Jornal "A Constituição", de 18 de outubro de 1874, com atos oficias assinados pelo Barão da Ibiapaba como presidente provincial, em exercício do Ceará.» (PDF) Disponibilizado pelo Biblioteca Nacional.