Neste Dia

Jorge Palma

Compositor, cantor e pianista português

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Jorge Manuel de Abreu Palma ComIH (Lisboa, 4 de junho de 1950) é um músico, cantor e compositor português.

Aos seis anos - ao mesmo tempo que aprendia a ler e a escrever - Jorge Palma foi inscrito pela sua mãe na Academia Musical dos Amigos das Crianças, onde iniciou os estudos de piano.

Aos oito anos realizou a sua primeira audição, no Auditório do Conservatório Nacional, numa altura em que tinha como professora Maria Fernanda Chichorro. Aos 12, em Palma de Maiorca, foi premiado com um segundo lugar, com atribuição de uma menção honrosa do júri, no Festival das Juventudes Musicais.

No seu percurso escolar passou pelo Liceu Camões, em Lisboa, o Colégio Infante de Sagres, em Mouriscas, Abrantes, e o Colégio Académico, de novo em Lisboa.

Durante a adolescência e a par da formação erudita, começa a interessar-se pelo rock’n’roll, e, de um modo geral, pela música popular americana e inglesa. É por esta altura que descobre a guitarra. Bob Dylan, Led Zeppelin e Lou Reed tornam-se as suas maiores influências.

Em 1967, no Algarve, Jorge Palma integra o grupo Black Boys, tocando não guitarra, mas órgão.

Esta primeira experiência, na companhia de músicos de Santarém, durou cerca de seis meses e foi interrompida por uma aparição “oportuna” do seu pai, num dos bares em que o grupo tocava, quando o grupo já se estava a esgotar.

Foi então que o pai o trouxe para Lisboa e Palma regressou aos estudos secundários.

De 1969 a 1971, enquanto estuda Engenharia na Faculdade de Ciências de Lisboa (numa altura em que “o geral podia-se fazer ou no Técnico ou na Faculdade de Ciências”), passa a integrar o grupo pop-rock Sindicato, como teclista e cantor.

Do grupo faziam parte Rão Kyao, Vítor Mamede, Edmundo Falé, Júlio Gomes, João Maló, Rui Cardoso e Ricardo Levi. Para além dos covers de bandas de rock americanas e inglesas (Led Zeppelin, Stephen Stills, Chicago, Blood Sweat and Tears, entre outros), compuseram alguns originais, em língua inglesa. A entrada de uma secção de metais encaminha-os para uma estética de fusão entre o Jazz e o Rock. Em 1971 gravam o single "Smile", que tinha no lado B "SINDIblues Swede CATO'S Shoes", uma versão do standard de rock’n’roll "Blue Suede Shoes", de Carl Perkins.

No mesmo ano, os Sindicato deram o seu último concerto na primeira edição do Festival Vilar de Mouros.

A estreia a solo de Jorge Palma acontece com o single The Nine Billion Names of God (1972), título de um conto de Arthur C. Clarke e inspirado também no livro "O Despertar dos Mágicos", de Louis Pauwels e Jacques Bergier.

Por esta altura, inicia uma colaboração com José Carlos Ary dos Santos, que o ajuda a aperfeiçoar a escrita poética, e com quem estabelece uma relação de aprendiz e mestre. “O ano de 1972, 1973, até ao Verão, até setembro, esse ano e meio foi de convívio intenso com o Ary, sobretudo. Quase todas as noites estávamos juntos”. Através de Ary conhece igualmente outros homens de letras e politiza-se.

Do contacto com Ary resulta o EP A Última Canção (1973), com quatro composições de Jorge Palma, duas delas sobre letras de Ary dos Santos e outras duas com letra sua.

Ainda em 1972, resolve abandonar os estudos de Engenharia, e realiza uma viagem transcontinental, passando pelos Estados Unidos, Canadá e Caraíbas.

Em setembro de 1973, recusando cumprir o serviço militar obrigatório, e, consequentemente, ser mobilizado para a Guerra do Ultramar, parte para a Dinamarca, com Gisela Branco, sua primeira mulher, onde lhe foi concedido asilo político.

Como afirma na entrevista a Cristiano Pereira do Jornal de Notícias de 22 de setembro de 2002: Com licença, meus amigos, mas para a guerra não vou.

Para se sustentar na Dinamarca, trabalhou como empregado num hotel.

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