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José Alencar

Empresário e político brasileiro, 23° Vice-presidente do Brasil

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José Alencar Gomes da Silva GCMM • GCIH (Muriaé, 17 de outubro de 1931 — São Paulo, 29 de março de 2011) foi um político e empresário brasileiro, filiado ao Partido Republicano Brasileiro (PRB). Entre 1 de janeiro de 2003 e 1 de janeiro de 2011 atuou como o 23.° vice-presidente do Brasil.

Constituiu sua primeira empresa aos 18 anos, uma loja chamada a Queimadeira. Em 1967 fundou a Companhia de Tecidos Norte de Minas (Coteminas), empresa do ramo têxtil que teve grande êxito.

Foi senador pelo estado de Minas Gerais de 1999 a 2002. Em 2002 filiou-se ao PL e, no mesmo ano, elegeu-se Vice-presidente da República, compondo chapa com o candidato Luiz Inácio Lula da Silva, sendo a chapa reeleita em 2006, com José Alencar tendo migrado, em 2005, para o recém-criado PRB, tendo exercido a vice-presidência até 31 de dezembro de 2010.

Desde 1997 apresentou problemas graves de saúde. A sua determinação na luta contra o pior deles, um câncer, tornou-o inspiração. Faleceu decorridos três meses do término do exercício de seu mandato de vice-presidente.

Seus pais, Antônio Gomes da Silva, com 36 anos e descendente de portugueses, e Dolores Peres Gomes da Silva, com 18 anos e descendente de espanhóis, casaram em 22 de junho de 1912 no distrito de Vermelho da cidade de Muriaé. Nesta região, Antônio montou um armazém de secos e molhados na próspera época da produção de café no Brasil. O casal teve 15 filhos: Udezira (1913), Geraldo (1914), Mário (1915), Maria (Cotinha, 1917), Álvaro (Tatão, 1919), Lucílio (Lulu, 1921), Wilson (1923), Elza (1925), Célia (1927), Maria José (1929), José Alencar (Zezé, 1931), Wallace (1933), Antonio (Toninho, 1935), Maria Auxiliadora (Dorinha, 1937), e Dolores Maria (1942).

No final da década de 1920, com a quebra da Bolsa de Valores de Nova Iorque em 1929 e o declínio do café brasileiro — período chamado de Grande Depressão —, a família Gomes da Silva teve de se mudar para o distrito de Itamuri. Foi aí em 17 de outubro de 1931 que nasceu José Alencar Gomes da Silva. Os problemas da família acabaram por levá-los para outro distrito, o Rosário da Limeira, mas, ainda foram se alojar numa fazenda devido que lá teria o mínimo de despesas. Alencar entrou aos 6 anos na escola, ainda em Rosário da Limeira. Foi alfabetizado em casa, até que conseguiu ingressar numa recém-criada escola do interior, onde estudara dos 7 aos 10 anos. Começou a trabalhar aos sete anos de idade, ajudando o pai em sua loja. Aos 10 anos, a família saí do interior a fim de ir a Muriaé, e iriam viver em constante mudança de residência. Nesta cidade, estuda na Escola São Paulo. Em 1945, foram para a cidade de Miraí, e como lá não havia o suporte educacional necessário, Alencar frequentou apenas o primeiro ano do então ensino ginasial. Insatisfeito com a situação, aos 14 anos de idade, Alencar fez as malas e saiu de casa sozinho. Conseguiria um emprego de balconista numa loja de tecidos conhecida por "A Sedutora". O dinheiro inicial que conseguiu era suficiente apenas para se manter. Em maio de 1948, mudou-se para Caratinga, a fim de trabalhar na "Casa Bonfim". Notabilizou-se como grande vendedor, tanto neste último emprego, quanto no anterior. Fato interessante durante os primeiros anos da vida de Alencar, foi o seu ingresso no Escotismo, o que gostava muito de lembrar.

Nós anos 60, com sua pequena passagem por Ubá-Minas gerais fez grandes amizades, sendo a mais importante delas a que ele tinha com José Lomeu Pinto, antigo residente do Córrego Santo Anastácio juntamente com sua esposa Maria Cândida Pinto e seus filhos, sendo João Batista Pinto o que ele tinha mais proximidade, sendo cogitando até mesmo de ser padrinho do próprio, mas infelizmente a data do batismo não coube na agenda de José Alencar.

Aos dezoito anos, iniciou seu próprio negócio. Para isto contou com a ajuda do irmão Geraldo Gomes da Silva, que lhe emprestou quinze mil cruzeiros. Em 31 de março de 1950, abriu a sua primeira empresa, denominada "A Queimadeira", localizada na cidade de Caratinga. Manteve sua loja até 1953, quando decidiu vendê-la e mudar de ramo. Iniciou seu segundo negócio na área de cereais por atacado, ainda em Caratinga. Logo em seguida participou — em sociedade com José Carlos de Oliveira, Wantuil Teixeira de Paula e seu irmão Antônio Gomes da Silva Filho — de uma fábrica de macarrão, a "Fábrica de Macarrão Santa Cruz".

Em 1957, a mãe faleceu, assim como o pai no ano seguinte. No final de 1959, seu irmão Geraldo morreu de câncer. A esposa de Geraldo não tinha condições de assumir a empresa deixada pelo marido, uma casa comercial de tecidos chamada de "União dos Cometas". Coube a Alencar vender seus negócios em Caratinga e mudar-se para Ubá em 1960 a fim de prosseguir os negócios do irmão. Em 1963 constituiu a Companhia Industrial de Roupas União dos Cometas, que mais tarde passaria a se chamar Wembley Roupas S.A., cujo nome era para ser associado ao bairro londrino de Wimbledon, local onde ocorria um torneio no qual a brasileira Maria Esther Bueno se destacava, mas como já havia uma empresa com o nome, terminou-se por ser chamado por Wembley, que remete a um estádio.

Em 1967, em parceria com o empresário e deputado Luiz de Paula Ferreira, fundou, em Montes Claros, a Companhia de Tecidos Norte de Minas, Coteminas, que foi inaugurada em 31 de março de 1975. O local onde foi construída a fábrica de tecidos estava na área abrangida pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e possuía vantagem estratégica por estar próximo às rodovias BR-135, BR-365 e BR-251 que unem várias regiões do país. A Sudene ajudou a financiar a Coteminas. Em 1984, através do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social iniciou-se a recuperação da empresa Seridó que estava indo a falência. Sob o domínio do grupo da Coteminas, a Seridó teve seu nome mudado para Coteminas do Nordeste (Cotene). Durante o governo Collor foram confiscadas as poupanças com valores superiores a 50 mil cruzeiros novos, inclusive todo o dinheiro da Coteminas que estava aplicado, fato que prejudicou um pouco a empresa, mas que teve continuidade. Com o tempo criou-se e adquiriram-se várias empresas, inclusive internacionalmente na Argentina, no México e nos Estados Unidos. Todas as empresas acabaram por serem fundidas na Coteminas. José Alencar só iria se afastar totalmente das funções empresariais na Coteminas em 30 de dezembro de 2002, antes de assumir a Vice-Presidência da República, assumindo o controle da companhia o filho Josué.

Em 1980, disputou a presidência da ACMinas, um entidade empresarial. Na eleição indireta para a administração da entidade, perdeu por 15 votos a 50. Desanimado com a ACMinas, se concentrou na Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), onde se tornou presidente. Durante sua gestão na FIEMG, ampliou o número de sindicatos iniciando um diálogo mais aberto entre a entidade e estes, valorizou as pequenas e médias empresas, construiu os Centros de Apoio aos Trabalhadores da Indústria que davam lazer e assistência social, e ampliou a participação da entidade no estado. A participação de Alencar na presidência da FIEMG foi fundamental para a carreira política, tanto que o governador de Minas Gerais Newton Cardoso, insistiu para que ele assumisse a Secretaria da Indústria do Estado, algo que ele recusou. Também se tornou vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Alencar teve em suas primeiras participações à campanhas políticas, grande admiração a Juscelino Kubitschek e simpatia ao Partido Social Democrático (PSD).

Em 1964 havia grande tensão política no Brasil. De um lado, os militares e os comerciantes e do outros forças de esquerda e sindicais que pregavam a legalidade a favor de Jango e das reformas, liderados por Brizola.[parcial?] José Alencar declarou publicamente ser a favor do golpe. Alencar esperava que após o golpe, fosse realizado em 1965 uma nova eleição presidencial, na qual Juscelino Kubitschek poderia voltar a Presidência, porém ele se desiludiu ao ver que não era aquilo que esperava. Após 19 anos, apoiaria as Diretas Já.

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