José Cid, nome artístico de José Albano Cid de Ferreira Tavares ComIH (Chamusca, 4 de fevereiro de 1942), é um cantor, compositor, músico instrumentista e produtor musical português.
Terceiro e último filho e único filho varão de Francisco Albano Coutinho Ferreira Tavares (neto paterno do 1.º Barão do Cruzeiro e sobrinho-neto paterno do 1.º Visconde dos Lagos e em Monarquia Representante de ambos os Títulos), lavrador proprietário, e de sua mulher Fernanda Salter Cid Freire Gameiro, mudou-se com os pais e com as irmãs mais velhas para Mogofores, perto de Anadia, aos 11 anos.
Aos oito anos vai para o Colégio Jesuíta Nun'Álvares, em Santo Tirso, Santo Tirso; na adolescência, por volta dos 14, quando frequenta os Salesianos de Mogofores, inicia a sua carreira musical com Os Babies, agrupamento musical criado em 1955, que se dedicava à interpretação de versões, e que durou até 1958. Com 17 anos, já em Coimbra, José Cid compôs a sua primeira canção, Andorinha, um tema com influências jazzísticas.
Em 1960, já em Coimbra, terminado o secundário no Colégio Portugal, inicia os seus estudos na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Nos anos subsequentes integra o Conjunto Orfeão, com José Niza, Daniel Proença de Carvalho e Rui Ressurreição e o Trio Los Dos, com Proença de Carvalho. Ainda nos anos 1960 passa pela banda de rock n'roll e surf rock Os Claves, que também se dedicavam à interpretação de versões.
Em 1965 abandona Coimbra, sem terminar o primeiro ano de Direito e ingressa no Instituto Nacional de Educação Física, onde tem como colega um irmão de Michel, membro do Conjunto Mistério. Após uma audição é convidado a entrar para o grupo, que daria origem ao Quarteto 1111.
A um ano de terminar o curso de Educação Física, é chamado para o serviço militar. Desde finais de 1968 até 1972 permaneceu como oficial miliciano da Força Aérea Portuguesa, no Centro de Formação Militar e Técnica, situado na Ota. Dava aulas de ginástica de manhã, saía à tarde para ensaiar na garagem e atuava com os 1111 aos fins-de-semana.
É em finais dos anos 1960 que Cid se destaca no panorama musical, ao integrar, como teclista e vocalista, o Quarteto 1111, um dos mais inovadores projetos musicais portugueses de que há memória. O grupo tem grande êxito com a A lenda de El-Rei D. Sebastião, editada em 1967. O álbum homónimo dos 1111 seria editado em 1970 e foi quase integralmente alvo de censura na época.
Em maio de 1971, ainda alferes na Ota, Cid edita o seu primeiro álbum a solo, ao qual dá o seu nome, José Cid. O disco inclui temas como "Dom Fulano", "Lisboa Ano 3000" e "Não Convém". Lança subsequentemente o EP "Lisboa Perto e Longe" (com os temas "Lisboa Perto e Longe", "Dida", "Dona Feia, Velha e Louca" e "Zé Ninguém"). A poetisa Natália Correia é um dos nomes que colabora com José Cid nesta fase. Em Agosto desse ano toca num célebre concerto em Vilar de Mouros com o Quarteto 1111. Em novembro participa, com "Ficou Para Tia", no World Popular Song Festival de Tóquio. É editado um novo EP com os temas "História Verdadeira De Natal", "Todas As Aves do Mundo", "Ficou Para Tia" e "Levaram Tudo O Que Eu Tinha".
Em maio de 1972 lança um EP com os temas "Camarada", "Retrospectiva", "Viagem" e "Corpo Abolido". Tonicha participa na edição de estreia do Festival da OTI, realizado em Madrid, com a canção "Glória, Glória, Aleluia", da sua própria autoria. Em Novembro de 1972 regressa ao Festival de Tóquio, desta vez como autor de "Desde Que Me Ames Um Pouco" interpretado por Vittorio Santos.
Participa na formação dos Green Windows em 1972, para se apresentar no Festival dos Dois Mundos desse mesmo ano. Eram o Quarteto 1111 numa vertente mais comercial e com algumas participações femininas, asseguradas pelas namoradas e mulheres dos elementos da banda.
Em 1973 é lançado um dos maiores êxitos de sempre da carreira de José Cid, Vinte Anos, que viria a vender mais de 100 mil cópias.
É editado "Onde Quando Como Porquê, Cantamos Pessoas Vivas - Obra Ensaio de José Cid" o último trabalho do Quarteto 1111 antes de acabarem.
Os singles "Portugal É!..." e "A Festa do Zé" são editados em 1975. É editado nesse ano o último single dos Green Windows com José Cid, intitulado "Quadras Populares".
Em 1975 Ontem, hoje e amanhã seria premiada no Festival Yamaha de Tóquio.
Em 1977 fundou o grupo Cid, Scarpa, Carrapa & Nabo, com Guilherme Inês, José Moz Carrapa e Zé Nabo, com o qual gravou o tema Mosca super-star e o EP Vida Vida (Sons do Quotidiano), em 1977.
Em 1978, lançou o álbum 10.000 anos depois entre Vénus e Marte, um marco na história do rock progressivo, que viria a obter mais tarde reconhecimento a nível internacional, sendo incluído numa lista de 100 melhores álbuns de rock progressivo do mundo, organizada pela revista americana Billboard.
Em 1979 grava o disco "José Cid canta Coisas Suas", um disco orientado para o grande público, que inclui temas que se mantêm populares, como "Na Cabana Junto à Praia", "A Pouco a Pouco", "Olinda a Cigana" e "Verdes Trigais Em Flor". Participa nesse mesmo ano no Festival OTI da Canção com a canção "Na Cabana Junto à Praia", de 1979, classificando-se em terceiro lugar.
Após várias participações, em 1980 vence o Festival RTP da Canção com a música Um grande, grande amor, com 93 pontos. No Festival Europeu da Canção, conquistou um honroso sétimo lugar, com 80 pontos, entre 19 concorrentes. Grava o disco em inglês "My Music" que é apresentado em Cannes, no MIDEM. Em Los Angeles grava, para a editora Family, o tema "Springtime Of My Life", com produção de Mike Gold que conheceu no Midem e que trabalhara com Frank Sinatra.