Neste Dia

José Jerí

Político peruano; presidente do Peru (2025-2026)

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José Enrique Jerí Oré (Lima, 13 de novembro de 1986) é um advogado e político peruano que atuou como Presidente Interino do Peru de 10 de outubro de 2025 a 17 de fevereiro de 2026, quando foi destituído por meio de uma moção de censura. Servindo anteriormente como presidente do Congresso Peruano, ele assumiu o cargo após a destituição da presidente Dina Boluarte sob a alegação de "incapacidade moral".

Jerí nasceu em Lima em 13 de novembro de 1986. Formou-se na Universidade Nacional Federico Villarreal em 2014 e mais tarde obteve seu diploma de direito em 2015.

Escândalo da celebração da COVID-19

Em fevereiro de 2022, durante a terceira onda da pandemia de COVID-19 no Peru, José Enrique Jerí Oré foi fotografado entrando no bar Elephant, no distrito de Miraflores, com uma jovem chamada Stephany Vega Morón, que trabalhava como assistente em seu gabinete parlamentar, para celebrar o aniversário de Claudia Llanos Vidal, funcionária da prefeitura de La Molina. Segundo reportagens, Jerí foi visto bebendo com convidados e desrespeitando as regras de distanciamento social, apesar de um decreto da Presidência do Conselho de Ministros que impunha restrições devido à pandemia.

Em janeiro de 2025, Jerí foi formalmente acusado de abuso sexual após uma festa de Réveillon em Canta. O suposto incidente ocorreu no Santa Rosa Casa Club, em Quives, em 29 de dezembro de 2024, onde Jerí se encontrava com um grupo de amigos. Entre os convidados estava Marco Antonio Cardoza Hurtado, amigo de Jerí, que havia chegado com uma mulher de 31 anos (a denunciante) e outra pessoa. De acordo com a denunciante, ela perdeu a consciência naquela tarde e acordou mais tarde com dores nas partes íntimas. A denúncia identificou Jerí e Cardoza como suspeitos.

O Juizado Civil de Canta admitiu a denúncia, emitiu medidas de proteção à suposta vítima e ordenou que Jerí fosse submetido a tratamento psicológico por impulsividade e comportamento sexual patológico. Apesar de ter sido temporariamente suspenso por seu partido, ele não teria cumprido a ordem judicial por mais de cinco meses. Como resultado, a Fiscal-Geral do Peru Delia Espinoza apresentou uma denúncia separada por desobediência à autoridade, citando o artigo 368 do Código Penal do Peru.

Em 12 de agosto de 2025, o Ministério Público, agora liderado por Tomás Gálvez, arquivou o caso contra Jerí por falta de provas suficientes para prosseguir. Também foi relatado que Cardoza Hurtado, o outro suspeito, havia deixado o Peru rumo à França em 4 de fevereiro sem notificar os promotores, e não compareceu para a coleta de amostras biológicas a fim de verificar se correspondiam às encontradas na vítima.

Suposto enriquecimento ilícito

O programa de televisão Milagros Leiva, entrevista relatou um suposto caso de enriquecimento ilícito envolvendo Jerí, destacando um aumento significativo em seu patrimônio declarado. Em 2021 ele declarou possuir dois veículos avaliados em S/ 97 mil sóis, mas em 2024 já possuía propriedades avaliadas em mais de um milhão de sóis.

O programa investigativo de televisão Panorama alegou que Jerí teria recebido um suborno de S/ 150 mil sóis de uma empresária chamada Blanca Ríos, por fatos ocorridos em novembro de 2023, quando Jerí presidia a Comissão de Orçamento do Congresso. O caso estaria relacionado à aprovação de projetos de obras vinculados à carteira do Ministério da Economia. Segundo o depoimento da empresária, o valor teria sido destinado a um projeto de irrigação na região de Cajamarca. Também foram vinculados ao caso a congressista Ana Zegarra, porta-voz do partido Somos Perú, e Nahum Hidalgo, assessor da bancada de Somos Perú. Jerí negou a acusação, afirmando que não tinha vínculo com a pessoa envolvida e declarou que cooperaria com todas as investigações.==Referências==

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