José Leandro de Souza Ferreira (Cabo Frio, 17 de março de 1959), mais conhecido apenas como Leandro, é um ex-futebolista brasileiro que atuava como lateral-direito.
Ambidestro, é considerado por alguns autores um dos maiores laterais brasileiros de todos os tempos. Em 1982, foi eleito Bola de Prata da revista Placar. Em 1985, por conta das inúmeras contusões no joelho, foi deslocado para o miolo da zaga do Flamengo, mas sem comprometer a eficiência de sempre. Tanto que, jogando nesta posição, ganhou pela segunda vez o prêmio Bola de Prata.
Enquanto lateral, utilizava a camisa 2 do clube. Quando virou zagueiro, passou a utilizar a camisa 3. Foi expulso apenas uma única vez (em 23 de novembro de 1983, quando se desentendeu com o ponteiro Ado, do Bangu, no Campeonato Carioca daquele ano).
Em uma enquete realizada pelo jornal O Globo em parceria com o Jornal Extra em 2020, Leandro foi considerado o 3º maior ídolo da história do Flamengo, atrás apenas de Zico e Júnior. É, ao lado de Carlinhos "Violino", um dos dois únicos jogadores que defenderam somente a camisa do Flamengo em toda a sua carreira.
Em abril de 2010, foi eleito pela revista Placar o 28º melhor jogador brasileiro dos últimos 40 anos.
Leandro dedicou toda a sua carreira ao Flamengo, desde as categorias de base, entre 1976 e 1978, até os últimos dias dela em 1990.
Rubro-negro de coração, foi um lateral-direito muito técnico, que apoiava bastante o ataque, mas que também marcava atrás com eficiência. Participou da era gloriosa do Flamengo, que sob o comando de Zico, conquistou no início dos anos 80 três Campeonatos Brasileiros, a Copa União, a Copa Libertadores da América de 1981 e a Copa Intercontinental de 1981.
Em 1985, em virtude de um série de contusões nos joelhos, Leandro passou a jogar como zagueiro e, nesta nova posição, fez parte do time rubro-negro campeão do Módulo Verde (Copa União) em 1987.
Encerrou sua carreira precocemente em 1990, aos 31 anos, contabilizando 414 jogos, 239 vitórias, 98 empates e 77 derrotas. O jogador marcou 14 gols com a camisa rubro-negra. Durante seus onze anos como atleta profissional, Leandro atuou em todas as funções no time do Flamengo, exceto a de goleiro. Na final da Libertadores de 1981, por exemplo, ele jogou como ponta-direita no lugar de Lico, que havia se machucado.
Considerado por muitos jogadores, treinadores e críticos esportivos como o maior lateral-direito que o Brasil já produziu, Leandro também integrou a Seleção Brasileira que disputou a Copa do Mundo FIFA de 1982.
Leandro também participou da Copa América de 1983, onde o Brasil ficou em segundo lugar.
Mesmo jogando como zagueiro, Leandro foi convocado por Telê Santana para a Copa do Mundo FIFA de 1986. Entretanto, durante os preparativos para a competição, Leandro e Renato Gaúcho escaparam da concentração da Seleção para curtir a noite belo-horizontina (a Seleção estava hospedada na Toca da Raposa I). No retorno, Leandro não conseguiu escalar o muro e, em solidariedade ao companheiro, Renato também permaneceu do lado de fora. Em seguida, Telê cortou Renato do grupo, mas manteve o nome de Leandro. Retribuindo o gesto de solidariedade, Leandro recusou-se a participar daquela Copa.
Leandro encerrou sua carreira precocemente, aos 31 anos, vítima de problemas crônicos nos joelhos – artrose no direito e tendinite no esquerdo. O problema crônico era conhecido como "Mal de cowboy", que segundo especialistas, só teria curado se o jogador tivesse usado gesso com aparelho ortopédico entre os dois e cinco anos, além de ser submetido a uma cirurgia até os dez.
Após sua aposentadoria da carreira como futebolista, Leandro passou a dedicar-se ao ramo empresarial, fundando a Pousada do Leandro em sua cidade natal, Cabo Frio.
Ele chegou a trabalhar no Flamengo com Júnior em 1997, e dois anos depois foi coordenador da Cabofriense, que tinha Sócrates como treinador.
Atualizadas até 10 de setembro de 1990
Leandro defendeu as cores de apenas um clube em sua carreira, a do Flamengo. De acordo com o livro "Almanaque do Flamengo", de Roberto Assaf e Clóvis Martins, ele disputou 411 jogos (236 vitórias, 98 empates e 77 derrotas), e marcou 14 gols.
b. ^ Jogos da Copa Libertadores da América e Supercopa Sul-Americana