Neste Dia

José Nery

Professor, geógrafo e político brasileiro

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José Nery Azevedo (Pedra Branca, 27 de março de 1959) é um professor e político brasileiro filiado ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL).

Nascido no Ceará é radicado desde 1985 no Pará, José Nery é graduado em Geografia pela Universidade Federal do Pará.

Foi eleito vereador de Abaetetuba em 1996 pelo Partido dos Trabalhadores, obtendo 645 votos, reeleito em 2000 pelo mesmo partido, com 921 votos.

Fundador da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Nery apoiou e assessorou atividades de formação sindical no Pará, em especial das entidades da região de Guajarina. De 1993 a 1995, foi diretor do Sindicato dos Empregados em Atividades Culturais Recreativas e de Assistência Social do Pará. Nery exerceu ainda três mandatos de vereador em Abaetetuba (de 1997 a 2005 pelo PT, e, até 2007, pelo PSOL).

É notória a sua posição política de oposição à Família Barbalho, a quem acusa de massacrar o povo do estado do Pará, de iludir a população pelo uso abusivo dos meios de comunicação e de estar constantemente envolvida em desvios de verbas e corrupção.

Em 2002 foi primeiro-suplente da senadora eleita Ana Júlia Carepa. Já havia concorrido como suplente de Carepa ao Senado nas eleições de 1998, não logrando êxito.

Em 2004 conquistou o terceiro mandato na Câmara Municipal de Abaetetuba, dessa vez com 1 407 votos.

Em 2005, junto ao grupo político do ex-prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues, Nery filia-se ao PSOL, por onde sai candidato nas eleições de 2006, para o cargo de deputado estadual, tendo conseguido 1 721 votos, sem ter sido eleito, nem ajudado seu partido a conquistar o quociente para eleger pelo menos um deputado. Azevedo afirma que o PT abandonou compromissos históricos ao chegar ao poder. Segundo ele, o PSOL vai manter a posição crítica se não houver mudanças na política do governo petista.

Nas mesmas eleições, sua titular, a senadora Ana Júlia Carepa é eleita governadora do Pará: José Nery e setores de seu partido prestam apoio à candidatura de Carepa no segundo turno. Assume a vaga no Senado Federal em 3 de janeiro de 2007, para cumprir o restante do mandato. Ao assumir, disse que faria oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O suplente de Ana Júlia destacou que o foco da atuação no Senado será “o povo”. “Nós do PSOL vamos trabalhar para o cidadão ter mais espaço no debate das políticas públicas. Queremos criar mecanismos para a participação popular nas decisões”, comentou.

Azevedo enfatizou que, em Brasília, “estará a serviço dos movimentos sociais”. “Vou fazer a defesa das políticas públicas para os ribeirinhos, para os quilombolas. Vou lutar pela reforma agrária, pelo apoio às populações urbanas que sobrevivem na periferia das grandes cidades.”

Além disso, ele promete cobrar do governo maior fiscalização às grandes empresas mineradoras da Amazônia. “Muitos projetos se instalam e criam problemas sociais e ambientais, mas não oferecem uma contribuição à melhoria da população nos entornos dos projetos”, afirmou.

Foi considerado um dos mais atuantes do Congresso Nacional. Concorreu a uma vaga de deputado estadual na Assembleia Legislativa do Pará, porém não logrou êxito. Após esse revés, engajou-se na Campanha vencedora de Marinor Brito, a quem lhe sucedeu no Senado Federal, graças à Lei da Ficha Limpa.

Na presidência da Subcomissão Temporária de Combate ao Trabalho Escravo, Nery foi um dos articuladores da criação da Frente Parlamentar Mista pela Erradicação do Trabalho Escravo, em 2010. O ex-senador foi ainda o autor do projeto que deu origem à Lei 12.064/09, que instituiu o dia 28 de janeiro como Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo e a Semana Nacional de Combate ao Trabalho Escravo.

Convicto de que investimentos em geração de energia elétrica não eram tão urgentes e não precisavam ser feitos para que o país não sofresse um apagão já em 2009, Nery travou um sério embate com a ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, o senador defendia o embargo a várias obras, preocupado com o desequilíbrio ecológico que poderiam causar. José Dirceu, então Ministro-chefe da Casa Civil, teve que criar uma equipe de mediadores para tentar resolver as disputas.

Na despedida do Senado, deixou claro que vai persistir no seu trabalho: “volto a minha querida Abaetetuba, para ali continuar o sonho e a luta de ajudar a construir um Brasil justo, honesto, onde todos tenham pão, justiça e liberdade. É essa a missão a que nos dedicamos”.

Durante todo o ano de 2009 o PSOL denunciou e fez forte pressão contra os escândalos de corrupção, em especial, do Congresso Nacional. O mais conhecido deles foi conhecido como "atos secretos". Na época, foi realizado um ato colhendo assinaturas para a instalação da CPI da “Máfia do Senado”, proposta pelo Senador José Nery do PSOL/PA. O principal alvo de denúncias era o próprio presidente da Casa. O PSOL chamou a atenção quanto a necessidade da pressão popular para o afastamento de José Sarney. Foram coletadas centenas de assinaturas a favor da CPI.

Várias entidades apoiaram a iniciativa do senador José Nery, de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar atos secretos praticados no Senado nos últimos 15 anos e também pelo afastamento imediato de José Sarney da presidência do Senado. O PSOL também defendeu a representação contra o senador Renan Calheiros no Conselho de Ética e a criação de uma CPI que aprofundasse as investigações contra ele.

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