Juan Ignacio Larrea Holguín (Buenos Aires, 10 de agosto de 1927 – Quito, 27 de agosto de 2006) foi arcebispo de Guayaquil por dez anos e o primeiro membro da prelazia do Opus Dei no Equador. Foi advogado de prestígio reconhecido e frequentemente consultado sobre temas de Direito Civil equatoriano e autor de mais de 60 livros jurídicos.
Larrea era filho do embaixador equatoriano Manuel Larrea Rivadeneyra, historiador equatoriano notório. Nasceu em Buenos Aires enquanto seu pai desempenhava funções diplomáticas. Cursou seus estudos primários e secundários no Colégio La Sale, no Equador, Peru e Argentina. Sua carreira começou na Pontifícia Universidade Católica do Equador como aluno fundador. Em razão do trabalho do pai foi obrigado a mudar-se para Roma.
Enciclopédia Jurídica Ecuatoriana
Manual elemental de derecho civil del Ecuador (4 tomos)
Derecho Civil del Ecuador (15 tomos)
Manual de Derecho Internacional Privado Ecuatoriano
Derecho Eclesiástico Ecuatoriano
Novena a São Josemaría Escrivá
Novena a Monsenhor Álvaro del Portillo
Doutor Honoris Causa da Universidade Católica de Guayaquil
Prêmio "Tobar" da Municipalidade de Quito
Prêmio Nacional "Eugenio Espejo"
Em seus anos de estudante universitário na Itália, conheceu Josemaría Escrivá de Balaguer, e após esse encontro, em 1949, pediu a entrada no Opus Dei, sendo em 1952 o primeiro membro dessa instituição no Equador.
Ali obteve dois doutorados: um em Direito canónico pelo "Angelicum" (Pontifícia Universidade de São Tomás de Aquino) de Roma, e outro em Direito civil pela Universidade de Roma. Voltando ao Equador, obteve o doutorado em Jurisprudencia pela Universidade Católica do Equador e, mais tarde, o doutorado honoris causa da Universidade de Guayaquil.
Logo após exercer a profissão e a docência tornou-se sacerdote em 1962.
O Papa Paulo VI o nomeou bispo auxiliar de Quito em 1969 e em 1975 o moveu para Ibarra. Em 1983 o papa João Paulo II o nomeou primeiro bispo castrense do Equador e em 1988 o levou para Guayaquil, diocese da qual foi Arcebispo desde 1993. O próprio João Paulo II aceitou sua renúncia em 2003, meses depois de chegar aos 75 anos, que a Igreja Católica estabelece como limite para o desempenho de cargos episcopais. Desde então, uma vez aposentado das atividades religiosas, se dedicou a escrever livros e folhetos de temas religiosos e jurídicos. Faleceu após um longo processo cancerígeno. Actualmente, a Arquidiocese de Guayaquil está preparando o processo de canonização.
Desde o inicio de sua profissão exerceu numerosos cargos públicos. Foi Secretário da Comissão Nacional da UNESCO (1953-54); Procurador Fiscal da República (1955); Procurador Eleitoral (1957-61) e Vice-presidente do dito Tribunal (1960-61). Desde 1965 era membro da Junta Consultiva do Ministério de Relações Exteriores e em um certo período, Vice-presidente da mesma.
Também foi Assessor de múltiplas entidades: da Presidência da República, da Corte Suprema de Justiça, do Ministério de Relações, do Ministério de Agricultura para a preparação de leis do ramo. Como assessor da Comissão Legislativa Permanente preparou a reforma íntegral do Código Civil (1969-70), projeto que foi aprovado e reformou a quarta parte dos artigos do mesmo. Posteriormente realizou a nova modificação e e edição do Código. Também preparou outras edições importantes, como a do Código do Trabalho, Lei de Companhias, Lei do banco Nacional de Incentivo, a do Instituto de Colonização Amazênica, entre muitas outras.