Neste Dia

Juninho Pernambucano

Futebolista brasileiro

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Antônio Augusto Ribeiro Reis Júnior (Recife, 30 de janeiro de 1975), mais conhecido como Juninho Pernambucano, é um ex-futebolista brasileiro que atuava como meio-campista.

Um dos maiores ídolos da história do Vasco da Gama e maior ídolo da história do Lyon, fez parte de gerações vitoriosas de ambos os clubes. Jogador inteligente, destacava-se dentro de campo por ser um meia de técnica apurada, bom passe, ótima finalização, além de ser especialista em bola parada, com mais de 77 gols de falta oficiais. Em sua vitoriosa carreira, também vestiu as camisas do Sport (clube pelo qual iniciou profissionalmente), Al-Gharafa e New York Red Bulls. Juninho também defendeu a Seleção Brasileira, tendo marcado seis gols em 40 partidas. Pela Amarelinha, o meia disputou a Copa América de 2001, a Copa das Confederações de 2005 e a Copa do Mundo de 2006.

Juninho foi revelado nas categorias de base do Sport, onde chegou aos 16 anos. Apesar de ter sido aprovado no vestibular para o curso de administração de empresas, o jogador, depois de permanecer durante quase três temporadas nas categorias de base do clube, optou pelo futebol e realizou sua estreia na equipe principal em 11 de novembro de 1993, entrando no decorrer do segundo tempo do empate em 0–0 com o Fluminense. No time rubro-negro, fez parte da "geração de ouro" e passou a ser reverenciado pela torcida, sendo peça importante nas conquistas do Campeonato Pernambucano e da Copa do Nordeste, ambos em 1994. Foi também no Leão da Ilha que Juninho mostrou ser um excelente cobrador de faltas, algo que posteriormente viraria marca registrada em sua carreira.

Suas atuações com a camisa do Sport começaram a chamar a atenção dos grandes do futebol brasileiro. Não demorou muito e Juninho acabou recebendo uma proposta do carioca Vasco da Gama, que foi aceita. Com um início difícil, logo acabou se tornando um peça fundamental e estrela da equipe.

Foi contratado pelo Vasco da Gama em 1995, por indicação do zagueiro Ricardo Rocha a Eurico Miranda, então diretor de futebol. Eurico também foi responsável pela contratação do atacante Leonardo, que atuava ao lado de Juninho pelo Leão.

No dia 26 de agosto, em sua estreia em jogos oficiais, apresentou aos vascaínos o que seria marca registrada em sua carreira. Após a sobra de uma tentativa de corte do companheiro, acertou um belo chute com o pé direito de fora da área, marcando o seu primeiro gol com a camisa do Vasco, sendo o quarto gol da vitória vascaína sobre o Santos por 5–3, na Vila Belmiro, em partida válida pelo Campeonato Brasileiro. O que muitos talvez não podiam imaginar, é que ali surgia um dos maiores ídolos da história do clube.

Mesmo com o início promissor, Juninho teve um pouco de dificuldade para se firmar na equipe cruzmaltina. Após uma sequência de jogos como titular, o meia, que marcaria três gols naquele campeonato, frequentou o banco de reservas durante um tempo; todavia, sempre entrava nas partidas.

Em 1996, a situação mudou em definitivo. Juninho cravou a titularidade no meio-campo da equipe vascaína, disputando 57 partidas naquela temporada e marcando 13 gols — marca de gols que ele superaria no clube somente 16 anos depois. Foi nesse ano também que marcou o seu primeiro gol de falta com a camisa do Vasco: um belo arremate sem chances para o goleiro, fechando a vitória de 2–0 sobre o Fluminense, no Campeonato Carioca.

Em 1997, a era de ouro vascaína se iniciou e Juninho destacou-se ainda mais, registrando sua importância como jogador, sua marca e o seu nome na memória do torcedor vascaíno. Liderado pela estrela maior, o atacante Edmundo, o Vasco conquistou seu terceiro título nacional, repetindo as campanhas de 1974 e 1989, vencendo depois de muito tempo o Campeonato Brasileiro de 1997. Juninho foi um dos principais jogadores da competição, na qual fez gols importantes (alguns deles de falta) e contribuiu com assistências. Foi neste ano também, que pela primeira vez, ouviu das arquibancadas de São Januário, o grito que marcaria sua trajetória no clube: "Ei, ei, ei, o Juninho é o nosso rei". Ao fim do campeonato, foi premiado pela CBF como o melhor meia da competição.

No ano seguinte, alcançou a maior glória com a camisa do clube, registrando para sempre seu nome na história e tornando-se um dos maiores ídolos da torcida. O ano do centenário vascaíno começou com a conquista do Campeonato Carioca de Futebol de 1998, em partida contra o Bangu, vencida por 1–0 com assistência de Juninho para gol de Mauro Galvão. Contudo, a glória maior veio logo após, com a inédita conquista da Copa Libertadores da América. Como momento áureo da campanha, destaca-se a segunda partida das semifinais, no dia 22 de julho, diante do River Plate, no Monumental de Núñez. Aos 37 minutos do segundo tempo, Juninho marcou, numa linda cobrança de falta, o gol do empate que garantiu a presença do Vasco na final da Libertadores. Anos após sua saída do clube, o belo gol rendeu uma canção, cantada pela torcida mencionando o feito: "Vou torcer para o Vasco ser campeão, São Januário meu caldeirão. Vasco, tua glória é tua história, é relembrar o expresso da vitória. Contra o River Plate, sensacional (gol de quem?), gol do Juninho, monumental". Em votação realizada na internet em 2020, o gol foi eleito o mais importante da história do Vasco. Na final diante do Barcelona de Guayaquil, Juninho daria duas assistências para os gols do título na segunda partida, vencida por 2–1. Com a conquista continental e a participação no Mundial de Clubes de 1998 asseguradas, o Vasco desprezou o Campeonato Brasileiro daquele ano. Assim, no dia 1 de dezembro, o Cruzmaltino enfrentou o Real Madrid no Estádio Olímpico de Tóquio pela decisão do Mundial de Clubes. A equipe carioca jogou melhor e Juninho marcou um belo gol na partida; contudo, mesmo com a excelente atuação, os espanhóis venceram por 2–1 e ficaram com a taça. Em 2019, a atuação do Vasco naquela partida foi eleita por internautas como a melhor de um time brasileiro contra um europeu em final de Mundiais.

Em 1999, Juninho mais uma vez foi um dos grandes nomes de uma conquista do Vasco, sendo campeão do Torneio Rio-São Paulo. Nas semifinais diante do São Paulo, marcou de pênalti e deu uma assistência na derrota por 3–2 no Maracanã. O Vasco venceu a volta por 3–1, realizada no Morumbi, e carimbou a decisão. Nas finais diante do Santos, o jogador deu uma assistência e marcou um belo gol de falta na partida de ida, vencida por 3–1, no Maracanã. Na partida de volta, Juninho fez o gol do título na vitória por 2–1 no Morumbi. O meia também viveu um momento especial em sua carreira naquele ano, quando tornou-se o primeiro jogador na história a disputar duas partidas em países diferentes no mesmo dia. Isso aconteceu em 7 de setembro, quando pela segunda vez foi convocado para a Seleção Brasileira, pelo técnico Vanderlei Luxemburgo (a primeira se deu em 27 de março daquele ano, na derrota por 1–0 diante da Coréia do Sul). Após entrar no segundo tempo da vitória sobre a Argentina (4–2), disputada em Porto Alegre, embarcou para Montevidéu e, após um voo problemático, conseguiu chegar ao Uruguai a tempo de entrar no segundo tempo da partida contra o Nacional, pela Copa Mercosul. Apesar de todo o esforço de Juninho, o Vasco acabou perdendo por 3–0.

Em 2000, continuou primordial para a equipe. Após as derrotas nas finais do Mundial, Torneio-Rio São Paulo e Estadual, forma no segundo semestre um quarteto infernal ao lado de Juninho Paulista, Euller e Romário, chegando inclusive a formarem o quarteto ofensivo da Seleção Brasileira. Na Copa Mercosul de 2000, Juninho esteve presente numa das mais épicas conquistas do futebol brasileiro. Na semifinal diante do River Plate, deu assistência para o primeiro e fez a jogada do segundo gol na vitória por 4–1 no Monumental. O Vasco venceu a volta em São Januário por 1–0 e garantiu a final. Na decisão, o Vasco venceu a primeira partida sobre o Palmeiras por 2–0, com Juninho marcando um gol de falta. Na segunda partida, o Palmeiras venceu por 1–0. Por isso, houve uma terceira partida para decidir o campeão da competição. Na noite do dia 20 dezembro, no Parque Antártica, após sair perdendo por 3–0 no primeiro tempo, a equipe cruzmaltina conseguiu virar a partida, que terminou 4–3. Eleita a maior virada de todos os tempos no futebol, foi mais um título na carreira do já vitorioso e ídolo Juninho, que logo após a partida, comentou:

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Juninho Pernambucano | World in Stories