Neste Dia

Kate Moss

Supermodelo britânica

Anúncio

Katherine Ann Moss (Londres, 16 de janeiro de 1974), é uma supermodelo e empresária britânica. Foi capa da Vogue mais de 30 vezes ao longo de 25 anos de carreira. Segundo a revista Forbes Kate Moss foi, em 2006, a segunda modelo mais bem paga do mundo, com ganhos estimados em 9 milhões de dólares, ficando atrás apenas da Gisele Bündchen. Em 2007, 2008 e 2009 foi a terceira mais bem paga, com ganhos a rondar os 7,5, 8,5 e 9 milhões, respectivamente.

Os prêmios que Kate Moss recebeu por sua carreira de modelo incluem o British Fashion Awards de 2013, que reconheceu sua contribuição para a moda ao longo de 25 anos, enquanto a revista Time a nomeou uma das 100 pessoas mais influentes do mundo em 2007.

Kate Moss nasceu em Croydon, na Grande Londres. Ela estudou na escola Ridgeway Primary School. Nunca se destacou pelo seu desempenho acadêmico, embora fosse boa praticando esportes. De acordo com o livro Addicted to Love: Kate Moss, Moss tinha notas baixas nas demais matérias escolares. Sua mãe trabalhou como barmaid (garçonete) e seu pai era empregado de companhia aérea (airline employee), profissões que faziam parte de sua vida familiar antes de ela se tornar uma modelo internacional. Os dois se divorciaram quando Moss tinha cerca de 13 anos.

Durante a adolescência, já no início de sua carreira como modelo, Kate Moss relatou ter passado por situações que a deixaram desconfortável e emocionalmente abalada. Em entrevistas posteriores, ela contou que participou de uma sessão de fotos para a revista The Face quando ainda era muito jovem, na qual foi orientada a posar de topless. Moss também mencionou um episódio envolvendo a conduta inadequada de uma fotógrafa quando tinha cerca de 15 anos.

Kate Moss foi descoberta aos 14 anos por Sarah Doukas, em 1988, no Aeroporto Internacional John F. Kennedy, na cidade de Nova Iorque, depois de uma viagem às Bahamas. Sua carreira começou quando Corinne Day tirou fotos suas em preto e branco para a revista britânica The Face quando tinha 15 anos, e as fotos foram intituladas como “O Terceiro Verão de Amor”. Moss transformou-se numa antimodelo dos anos 90, comparada às supermodelos de sucesso da época, como Cindy Crawford, Claudia Schiffer e Naomi Campbell, que eram conhecidas por serem altas e terem corpos curvilíneos.

Moss ganhou notoriedade internacional após suas primeiras campanhas para a Calvin Klein, em 1992, incluindo a icônica campanha de roupas íntimas ao lado de Mark Wahlberg, que contribuiu para a popularização de uma estética de moda mais minimalista e alternativa, posteriormente associada ao termo heroin chic. No ano seguinte, ela fez a campanha do perfume Obsession. Fotografada por Mario Sorrenti, então seu namorado, a campanha apresentava imagens intimistas e sensuais da modelo, sendo considerada um marco tanto em sua carreira quanto na publicidade de moda da década. Em 1994, Moss participou de campanhas associadas à expansão da marca, incluindo o lançamento da fragrância unissex CK One.

Ao longo de sua longa carreira, ela trabalhou com algumas das maiores grifes do mundo e apareceu em centenas de capas de revistas de moda, sendo frequentemente citada como uma das modelos mais influentes de sua geração.

Em 1997, o então presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, comentou publicamente sobre a tendência estética heroin chic, associada à imagem da supermodelo. Durante uma declaração na Casa Branca, Clinton criticou a forma como a indústria da moda estaria glamorizando a aparência extremamente magra e associada ao uso de drogas, condenando a estética que se tornara popular em campanhas e editoriais da época. A fala ocorreu após a morte por overdose do fotógrafo Davide Sorrenti e marcou um dos raros momentos em que um presidente norte-americano comentou diretamente tendências da moda e sua influência cultural:

"Nos últimos dias, vimos na imprensa reportagens que mostram muitos dos nossos líderes da moda admitindo — e eu os admiro por isso — que as imagens projetadas em fotos de moda nos últimos anos fizeram o vício em heroína parecer glamoroso, sexy e descolado. E agora que algumas dessas pessoas nessas imagens começaram a morrer, ficou óbvio que isso não é verdade […] a glorificação da heroína não é criativa, é destrutiva… não é bonita, é feia.”

Moss é amplamente reconhecida na indústria da moda como um ícone de estilo, sobretudo pela influência duradoura que seu visual e suas escolhas estéticas exerceram sobre tendências e comportamentos de moda ao longo de várias décadas.

Durante a década de 1990, Kate Moss fez parte do grupo das “Big Six”, termo informal usado para descrever seis modelos que dominaram campanhas publicitárias, capas de revistas e passarelas internacionais. Além de Kate, o grupo inclui Naomi Campbell, Cindy Crawford, Linda Evangelista, Christy Turlington e Claudia Schiffer. Inicialmente, a mídia de moda referia-se a cinco dessas modelos como as “Big Five”, mas a inclusão de Moss, cuja ascensão na primeira metade dos anos 1990 redefiniu os padrões estéticos da indústria, levou à popularização da expressão “Big Six”.

A top model protagonizou um dos momentos mais comentados da moda dos anos 90 em um desfile da estilista Vivienne Westwood. Durante a apresentação, a modelo apareceu seminua usando uma microsaia extremamente curta, visual que refletia a estética provocativa característica das coleções de Westwood e que ganhou grande atenção da imprensa de moda da época.

Em 2006, The Widows of Culloden foi apresentado na Paris Fashion Week no desfile de outono/inverno do estilista britânico Alexander McQueen. No final do desfile, as luzes se apagaram e uma pirâmide de vidro iluminada apareceu no centro da passarela. Dentro dela surgiu lentamente a imagem de Moss vestindo um longo vestido branco de chiffon, girando no ar como uma aparição etérea antes de desaparecer.

Apesar de ser frequentemente chamado de “holograma”, o efeito não era um holograma verdadeiro. Ele foi criado usando a técnica teatral chamada Pepper's ghost, inventada no século XIX, que usa reflexos em vidro para projetar uma imagem previamente filmada.

Além do impacto visual, o momento tinha significado pessoal: McQueen criou a cena como um gesto de apoio a Moss durante um escândalo midiático envolvendo drogas que estava afetando sua carreira na época. Hoje, essa cena é considerada uma das finais de desfile mais icônicas da história da moda.

Moss apareceu caracterizada como Bowie na capa da Vogue Paris (2011) e anteriormente na Vogue Britânica (2003) com a maquiagem do álbum Aladdin Sane. Depois da morte de David Bowie em 2016, Kate Moss participou de diversos tributos e homenagens visuais ao artista.

Kate esteve presente entre os convidados na plateia durante a gravação do MTV Unplugged in New York, realizada em 18 de novembro de 1993 no Sony Music Studios, em Nova Iorque. O vocalista Kurt Cobain pediu que o público fosse composto por um grupo pequeno de amigos, jornalistas e convidados da indústria cultural, o que incluía algumas figuras do mundo da moda. A presença de Moss tornou-se uma curiosidade frequentemente mencionada em relatos e retrospectivas sobre a gravação do concerto, que mais tarde seria considerado um dos registros ao vivo mais importantes do rock alternativo.

A supermodelo teve um dos seus visuais mais icônicos quando tingiu o cabelo de rosa fluorescente no final dos anos 1990. O visual ficou especialmente associado ao desfile da Versace primavera/verão de 1999, no qual ela apareceu com o cabelo tingido.

Anúncio

Em breve no aplicativo World in Stories

Áudio, download offline, sem anúncios e muito mais.

Conhecer Premium