Kirsten Caroline Dunst (Point Pleasant, 30 de abril de 1982) é uma atriz norte-americana. Ela fez sua estreia no cinema em Oedipus Wrecks, um curta-metragem dirigido por Woody Allen para a antologia de New York Stories (1989). Com 12 anos de idade, Dunst ganhou reconhecimento da critica no papel da vampira Claudia em Interview with the Vampire (1994), filme pelo qual ela foi nomeada para um Globo de Ouro de melhor atriz coadjuvante. Dunst seguiu a carreira tendo destaque em filmes populares como, Little Women (1994), Jumanji (1995), Wag the Dog (1997), Small Soldiers (1998), The Virgin Suicides (1999), Bring It On (2000), Mona Lisa Smile (2003), Eternal Sunshine of the Spotless Mind (2004) e Elizabethtown (2005).
Em 2002, alcançou fama internacional interpretando Mary Jane Watson, na trilogia Homem-Aranha (2002-2007). Em 2006, interpretou Marie Antoinette, no longa de Sofia Coppola. Ela ganhou o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cinema de Cannes, e o Prêmio Saturno por sua atuação em Melancolia (2011) de Lars von Trier. Em 2015, interpretou Peggy Blumquist na segunda temporada da série Fargo, ganhando uma indicação ao Primetime Emmy Award. Dunst também teve destaque nos filmes Hidden Figures (2016), e The Beguiled (2017). Em 2019, estrelou a série On Becoming a God in Central Florida, pela qual recebeu uma terceira indicação ao Globo de Ouro. Em agosto do mesmo ano, ela recebeu uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood. Em 2021, Dunst recebeu sua primeira indicação ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante, por sua atuação no drama psicológico The Power of the Dog. Em 2024, estrelou o filme Guerra Civil.
Dunst nasceu em Point Pleasant, Nova Jersey, filha de Klaus e Inez (nascida Rupprecht) Dunst. Tem um irmão mais novo, Christian, nascido em 1987. Seu pai trabalhou como executivo de serviços médicos, enquanto sua mãe era uma artista e também dona de uma galeria. Tem ascendência alemã por parte do pai, e sueca por parte da mãe.
Viveu em Nova Jersey até os seis anos, onde frequentou à escola Ranney School antes de se mudar com a sua mãe e irmão a Los Angeles, Califórnia em 1991. Em 1995, sua mãe pediu o divórcio. Após se graduar continuou a sua carreira como atriz, iniciada com oito anos de idade. De adolescente, teve dificuldade para afrontar a sua crescente fama, e por um tempo culpou a sua mãe por pressioná-la a atuar sendo uma criança. Contudo, depois expressou que sua mãe "...sempre teve as melhores intenções [para ela]".
Iniciou a sua carreira com três anos de idade como modelo em comerciais de televisão, chegando a assinar contratos com Ford Models e Elite Model Management. Em 1989, aos oito fez o sua estreia no cinema, um pequeno papel em New York Stories, dirigido por Woody Allen. Pouco depois fez um pequeno papel em A Fogueira das Vaidades (1990), como a filha de Tom Hanks. Em 1993, interpretou a Hedril em "Dark Page", na sétima temporada de Star Trek: The Next Generation.
O filme que catapultou a sua carreira foi Entrevista com o Vampiro em 1994, no qual ela interpreta a menina vampira Claudia, uma filha substituta dos personagens interpretados por Tom Cruise e Brad Pitt. O filme recebeu críticas ambivalentes em geral. Roger Ebert comentou que a interpretação da vampira Cláudia foi um dos aspectos mais "horripilantes" do filme; além disso, sublinhou a sua capacidade para transmitir a impressão de grande maturação dentro da sua juventude. O filme contém uma cena na qual deu o seu primeiro beijo, com Brad Pitt, dezoito anos mais velho que ela. Numa entrevista concedida à revista Interview, revelou, ao ser perguntada a respeito da cena do beijo: "foi asqueroso [Nesse momento] eu tinha dez anos". O papel lhe rendeu o prêmio MTV Movie Awards de "Melhor interpretação revelação", o Saturn Award de "Melhor atriz Jovem", e a sua primeira indicação ao Golden Globe Awards.
Depois apareceu na adaptação do drama Little Women (1994), interpretando Amy March. O filme recebeu críticas favoráveis. Janet Maslin, do The New York Times, escreveu que o filme era a melhor adaptação de Little Women feita, e ressaltou a atuação de Dunst. Em 1995, atuou ao lado de Robin Williams no filme de fantasia Jumanji. A história trata sobre um jogo de mesa sobrenatural que faz os animais e os riscos da selva tornarem-se reais ao lançar uns dados no tabuleiro. O filme foi um sucesso, e arrecadou um total de 100 milhões de dólares. Esse mesmo ano foi eleita como uma das 50 pessoas mais belas do mundo pela revista People, voltando a aparecer na lista de 2002.
Em 1996, teve um papel na terceira temporada do drama médico, ER, de uma jovem prostituta viciada, Charlie Chiemingo, que é assistida pelo Dr. Doug Ross, interpretado por George Clooney. Em 1997, gravou a voz da pequena Anastásia, na animação de mesmo nome. No mesmo ano, apareceu na sátira política Wag the Dog, junto a Robert De Niro e Dustin Hoffman. Na época, Dust foi convidada para interpretar Angela no filme American Beauty, mas decidiu recusar devido as cenas sexuais, e também porque beijaria Kevin Spacey.
Em 1999, teve destaque no filme de Sofia Coppola, As Virgens Suicidas, onde interpretou uma adolescente problemática chamada Lux Lisbon. O longa obteve boas críticas em geral. Nesse mesmo ano, apareceu ao lado de Michelle Williams na comédia Todas as Garotas do Presidente, uma paródia dos eventos ocorridos no caso Watergate, que conduziu à renúncia do Presidente dos Estados Unidos Richard Nixon.
Em 2000, interpretou Torrance Shipman, a capitã de uma equipa de animadoras em Bring It On. Apesar das criticas negativas, o filme foi um sucesso de público, e se tornou um dos filmes adolescentes mais lembrados dessa década. No ano seguinte, protagonizou a comédia Get Over It. Ela explicou que uma das razões para aceitar este papel era ter a oportunidade de cantar. Também em 2001, representou a desaparecida atriz norte-americana Marion Davies em The Cat's Meow. O filme, dirigido por Peter Bogdanovich, foi descrito por Derek Elley da Variety, como "alegre e elegante", destacando que era a melhor atuação de Dunst até a data: "Crível, tanto como uma ingénua consentida, quanto uma amante de dois homens muito diferentes. Dunst oferece uma personagem com uma simpatia e caráter encomiáveis".
Homem-Aranha e outras atuações notáveis
Em 2002, estrelou a primeira adaptação cinematográfica do super-herói, Homem-Aranha, como Mary Jane Watson, a melhor amiga e interesse romântico do personagem principal, interpretado por Tobey Maguire. Na resenha de Los Angeles Times, o crítico Kenneth Turam notou que Dunst e Maguire tiveram uma verdadeira conexão na tela, concluindo que a sua relação envolve a audiência num nível raramente visto nos filmes. Spider-Man foi um sucesso comercial e crítico. O filme arrecadou 114 milhões de dólares durante o seu primeiro fim de semana na América do Norte, e arrecadou 822 milhões mundialmente.
Em 2003, estrelou o longa Mona Lisa Smile, ao lado de Julia Roberts, Maggie Gyllenhaal e Julia Stiles. Depois estrelou como Mary Svevo em Eternal Sunshine of the Spotless Mind, ao lado de Jim Carrey e Kate Winslet. Ela foi aclamada pela crítica; A Entertainment Weekly descreveu à sua atuação como "engenhosa e inteligente".
Em 2004, Dunst retomou na sequência Spider-Man 2. O filme manteve-se estável quanto às críticas, e foi um grande sucesso financeiro, arrecadando 783 milhões de dólares em todo o mundo, sendo o segundo filme de maior bilheteria de 2004. Ainda neste ano, apareceu na comédia romântica Wimbledon, como uma jogadora de tênis do Torneio de Wimbledon. Em 2005, apareceu como a aeromoça Claire Colburn, em Elizabethtown, um filme escrito e dirigido por Cameron Crowe. A atriz revelou que trabalhar com Crowe exigiu mais do que ela tinha esperado. O filme recebeu críticas mistas.
Seu próximo papel em 2006, foi a da personagem principal do filme Marie Antoinette, sendo mais uma vez dirigida por Sofia Coppola. O longa estreou no Festival de Cannes de 2006, recebendo críticas favoráveis.
Em 2007, voltou a interpretar Mary Jane, pela última vez, em Spider-Man 3. O longa teve uma recepção mista por parte dos críticos. Porém, arrecadou um total de 891 milhões de dólares, sendo o mais assistido da trilogia. Em 2008, estrelou How to Lose Friends and Alienate People, ao lado de Simon Pegg. O filme é uma adaptação da autobiografia do mesmo nome do ex editor e colaborador da revista Vanity Fair Toby Young.