Neste Dia

Kirsten Gillibrand

Política e advogada norte-americana

Anúncio

Kirsten Elizabeth Rutnik Gillibrand ([ˈkɪərstən ˈdʒɪlᵻbrænd] KEER-stən-_-JIL-i-brand; Buffalo, Nova Iorque, 9 de Dezembro de 1966) é uma política e advogada dos Estados Unidos. É a senadora júnior de Nova Iorque. Ela é membro do Partido Democrata e foi nomeada para o Senado pelo governador de Nova Iorque, David Paterson, em 2009; foi duas vezes eleita para a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos pelo 20º distrito de Nova Iorque. Em dezembro de 2008, o então presidente eleito Barack Obama nomeou Hillary Clinton como Secretária de Estado, deixando um assento vazio na delegação de Nova Iorque no Senado. Depois de dois meses e muitos nomes potenciais considerados, o governador David Paterson nomeou Gillibrand para preencher a vaga. Gillibrand foi candidata à reeleição na eleição especial em 2010, quando foi reeleita com 63% dos votos.

Originalmente conhecida na Câmara por suas posições políticas moderadas e de centro-esquerda, desde a sua nomeação para o Senado, ela foi vista mais como uma progressista. Em ambos os casos, seus pontos de vista foram significativamente definidos pelo círculo eleitoral respectivo do momento (ou seja, um distrito conservador do Congresso, contra todo o estado de Nova Iorque, que é geralmente liberal). Gillibrand é também conhecida por defender com sucesso a revogação "Don't Ask, Don't Tell" e a adoção do James Zadroga 9/11 Health and Compensation Act.

Gillibrand nasceu em 9 de dezembro de 1966 e foi criada na região de Buffalo, sendo filha de Polly Edwina (nome de casada Noonan) e Douglas Paul Rutnik. Seus pais eram advogados, e seu pai também era um lobista, conhecido por seus laços estreitos com o Partido Republicano, embora ele é um democrata registrado. O casal abriu um escritório de advocacia e praticaram direito juntos até a data em que se divorciaram, quando Gillibrand tinha 22 anos. Gillibrand tem um irmão, Doug Rutnik, e uma irmã mais nova, Erin Rutnik Tschantret. Sua avó materna era Dorothea "Polly" Noonan, fundadora do Clube das Mulheres Democratas de Albany e uma figura importante durante a administração do prefeito de Albany Erastus Corning, cuja administração durou por mais de quarenta anos. Gillibrand tem ascendência austríaca, alemã e irlandesa.

Gillibrand era conhecida pelo apelido de Tina, um nome adotado por seu irmão por ele não conseguir chamá-la de "Kirsten". Em 1984 ela se formou na Emma Willard School, em Troy, Nova Iorque e passou a estudar no Dartmouth College. Como ela estudou sobre a ásia, ela tornou-se falante fluente de mandarim, estudou em Pequim e Taiwan e adotou um nome chinês, Lu Tian Na (陆天娜); e ela ainda fala bem o suficiente para conversar em mandarim. Ela se formou com um magna cum laude em Bachelor of Arts em 1988. Como estudante em Dartmouth, Gillibrand era um membro da fraternidade Kappa Kappa Gamma. Durante a faculdade, ela fez um estágio no escritório do senador dos Estados Unidos Al D'Amato em Albany. Após sair de Dartmouth, Gillibrand entrou para a UCLA School of Law e formou-se com um Juris Doctor em 1991; ela teve a permissão para praticar direito no mesmo ano.

Em 1991, Gillibrand entrou como associada no escritório de advocacia Davis Polk & Wardwell em Manhattan. Em 1992, Gillibrand tirou uma licença do Davis Polk para trabalhar como assistente judicial do juiz Roger Miner do Segundo Circuito Federal de Apelações, em Albany. Foi neste momento em que ela relembrou do apelido de infância Tina; o juiz Minner se recusou a chamá-la por um apelido, e passou a referir-se a ela como "Kirsten".

A atuação de Gillibrand na Davis Polk é mais conhecido por seu trabalho como advogada de defesa da empresa de tabaco Philip Morris durante as ações movidas por homicídio culposo, lesão e despesas médicas relacionadas ao fumo do cigarro. Durante o seu trabalho no caso Philip Morris, Gillibrand foi promovida a sócio sênior. Gillibrand diz que seu trabalho para a Philip Morris fez com que ela defendesse em vários casos o bem do povo e mulheres e seus filhos vítimas de violência doméstica, bem como inquilinos que procuram moradia segura depois ter condições inseguras em suas casas.

Enquanto trabalhava para a Davis Polk, Gillibrand se envolveu em -e mais tarde foi líder do- Fórum de Liderança da Mulher, um programa do Comitê Nacional Democrata. Gillibrand afirma que em um discurso para o grupo, a então primeira-dama Hillary Clinton deixou uma marca impressionável sobre ela: "[Clinton] estava tentando encorajar-nos a tornar-se mais ativo na política e ela disse, 'Se você deixar que todas as decisões forem tomas por outros, você pode não gostar do que é feito, e você não terá ninguém para culpar além de si mesmo'. "Foi um desafio para as mulheres na sala, isso realmente me atingiu... Ela está falando para mim".

Na Davis Polk Gillibrand trabalhou como Conselheira Especial do Secretário de Habitação e Desenvolvimento Urbano (HUD), na época Andrew Cuomo durante o último ano da administração de Bill Clinton. Gillibrand trabalhou na iniciativa da HUD Novos Mercados, bem como sobre na iniciativa Jovens Líderes e no fortalecimento da aplicação da lei Davis-Bacon.

Em 1999, Gillibrand começou a trabalhar para a campanha de Hillary Clinton para o Senado dos Estados Unidos; lá, ela se concentrou na campanha para mulheres jovens a incentivá-las a aderir à campanha. Muitas dessas mulheres acabaram trabalhando em campanhas futuras de Gillibrand. Gillibrand e Clinton tornaram-se próximas durante a eleição, com Clinton se tornando uma espécie de mentor para a jovem advogada. Gillibrand doou mais de 12 000 dólares para as campanhas de Clinton para o senado.

Em 2001, Gillibrand tornou-se sócia do escritório Boies, Schiller & Flexner de Manhattan, onde um de seus clientes foi o Grupo Altria, "pai" da empresa Philip Morris. Em 2002, ela informou à Boies sobre o interesse em concorrer para a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos e foi autorizada a transferir-se para o escritório da empresa em Albany. Ela deixou a Boies em 2005 para iniciar sua campanha de 2006 para o Congresso.

Câmara dos Representantes dos Estados Unidos

A primeira eleição de Gillibrand para a câmara dos representantes dos Estados Unidos foi em 2006, quando concorreu para o 20º distrito de Nova Iorque no Congresso contra o representante republicano John Sweeney. Tradicionalmente conservador, o distrito e os seus antecessores tinham estado na maior parte do tempo em mãos republicanas até 1913; o então congressista Sweeney disse "os republicanos não podem perder" o distrito. Em novembro de 2006, o Partido Republicano tinha uma vantagem de 82 737 eleitores sobre os democratas em relação ao número de eleitores inscritos: 197 473 contra 114 736. Como as leis eleitorais de Nova Iorque permitem coligações, Gillibrand concorreu como democrata e pelo Partido das Famílias Trabalhadoras (Working Families), e além de ter a nomeação republicana, Sweeney foi candidato pelos partidos Conservador e Independência.

Durante a campanha, Gillibrand era uma candidata popular entre os democratas. Mike McNulty, congressista democrata do distrito vizinhoo, o 21º distrito congressional, fez campanha para ela, juntamente com Hillary e Bill Clinton, o ex-presidente apareceu duas vezes em eventos de campanha. Ambos os partidos investiram milhões de dólares em suas respectivas campanhas. Gillibrand foi visto como moderada por muitos conservadores. O jornal The American Conservative descreveu sua vitória eventual dizendo, "Gillibrand pode ganhar o seu distrito ao norte de Nova Iorque por está concorrendo como uma candidata da direita: ela fez campanha contra a anistia para imigrantes ilegais, prometeu restaurar a responsabilidade fiscal a Washington, e se comprometeu em proteger os direitos de armas."

O provável ponto da viragem na eleição foi em 1 de novembro, durante o lançamento de um relatório da polícia com dados de dezembro de 2005 de uma chamada feita para o número 911 pela esposa de Sweeney, na qual ela afirmou que foi agredida pelo marido. A campanha de Sweeney alegou que era uma mentira e prometeu que iria divulgar o relatório oficial da polícia do estado, mas isso nunca aconteceu. Em resposta, a campanha de Sweeney lançou um anúncio em que a esposa de Sweeney descrevia a campanha de Gillibrand como "uma desgraça".

Anúncio

Em breve no aplicativo World in Stories

Áudio, download offline, sem anúncios e muito mais.

Conhecer Premium
Kirsten Gillibrand | World in Stories