Kléber Giacomazzi de Souza Freitas (Osasco, 12 de agosto de 1983), mais conhecido como Kléber Gladiador ou simplesmente Kléber, é um ex-futebolista brasileiro que atuava como atacante.
Kléber nasceu na cidade de Osasco, em São Paulo. Filho de Marlene Giacomazzi de Freitas e José Bonifácio de Souza, sempre se simpatizou com o futebol, tendo o sonho de se tornar um jogador profissional. Aos 6 anos já mostrava uma seriedade com o assunto, sendo levado para jogar na escolinha de futebol do bairro onde morava, o Seno. Suas características não eram diferentes: era um garoto com fome de gol e muito habilidoso, chamando a atenção de seu professor Ari, o homem que descobriu Kléber. Em uma entrevista ao Palmeiras, Kléber se disse feliz de ter conhecido Ari, falecido no começo da década.
No ano de 1994, aos 11 anos de idade, Kléber, ainda no Seno, foi convocado pelo treinador para fazer um jogo contra a categoria infantil do São Paulo. O treinador do tricolor paulista era Paulo Nani, que acabou se impressionando com a capacidade de Kléber. Ao fim do jogo, foi convidado para uma sessão de testes no Morumbi e seu sonho de ser jogador profissional se desenhava. Destacou-se nas categorias de base da equipe, fazendo uma participação na conquista da Copa São Paulo de Futebol Junior de 2000, vencida após uma vitória de 2 a 1 sobre o Juventus. Além de Kléber, nesse time também havia outros futuros craques do futebol, como Kaká, Júlio Baptista e Fábio Simplício.
Se profissionalizou no ano de 2003, quando subiu das categorias de base aos 20 anos de idade e se destacou no Campeonato Brasileiro de 2003, no qual o São Paulo terminou em terceiro lugar, além de se tornar o artilheiro da equipe na Copa Sul-Americana de 2003 com cinco gols marcados. A boa fase do Gladiador já chamava a atenção de outras equipes, a maioria delas, do exterior. Ainda nesse ano, em dezembro, conquistou o Campeonato Mundial Sub-20 de 2003 com a Seleção Brasileira ao lado de Nilmar e Dagoberto. No final do ano, acertou sua ida para o Dínamo de Kiev.
A proposta apresentada pelos ucranianos foi de 2,2 milhões de dólares (6 milhões de reais) ao São Paulo, sendo aceita; assim, o atacante foi apresentado no dia 14 de janeiro de 2004. Por lá, ganhou experiência e passou a ter raça nos jogos decisivos. Além também da força, coragem e determinação, que o rendeu o apelido de Gladiador. No país gelado, conquistou títulos e a torcida do Dínamo. Seus principais títulos no país foram o campeonato nacional, conquistado nos anos de 2004 e 2007, e o tri campeonato da Copa da Ucrânia em 2005, 2006 e 2007. Também foi fundamental em algumas partidas da Liga dos Campeões da UEFA, aparecendo em jogos contra o Bayer Leverkusen, Real Madrid e Roma.
Em 2008, se mostrou disponível de voltar ao Brasil e logo de primeira, acertou-se rapidamente com o Palmeiras por empréstimo até o fim da temporada. Encerrou seu ciclo no Dínamo como um dos grandes jogadores da equipe na década, marcando 28 gols em 77 partidas oficiais com a equipe.
Em 2008, Kléber voltou ao Brasil para atuar no Palmeiras por empréstimo de um ano. Em pouco tempo, Kléber se tornou titular e conquistou o apoio da torcida, principalmente pelo modo guerreiro de jogar, marcando gols importantes contra Ponte Preta na grande final e obtendo destaque no Campeonato Paulista de 2008, competição a qual sua equipe saiu campeã. No final do torneio, foi eleito um dos melhores jogadores ao lado de seus companheiros Alex Mineiro, Diego Souza e Jorge Valdivia.
Por causa de uma cotovelada caracterizada como "ato hostil" pelo TJD paulista no zagueiro são-paulino André Dias durante a goleada por 4 a 1 contra o ex-time no Paulista de 2008, Kléber foi condenado a uma suspensão de três partidas. Apesar disso, pôde disputar a fase final do campeonato, tendo inclusive marcado um gol na primeira partida da final do campeonato. Assinou um contrato com a empresa de material esportivo Penalty, que o patrocinou até o início de 2010. No início do campeonato brasileiro, ficou conhecido por seu comportamento agressivo, principalmente por obter nove cartões amarelos e três vermelhos ainda no primeiro turno do Campeonato Brasileiro. Terminou a competição com oito gols marcados em 30 partidas. Encerrou o ano com 12 gols em 47 partidas. Ao fim de 2008, quando seu empréstimo se encerrava, acertou-se com o Cruzeiro em uma troca que envolveu Guilherme indo ao Dínamo e cedendo assim o atacante ao clube mineiro.
No dia 1 de fevereiro de 2009, Kléber foi anunciado como reforço do Cruzeiro em uma negociação com o Dínamo de Kiev, da Ucrânia, onde os direitos federativos do atacante foram repassados ao time mineiro em troca do jogador Guilherme, além dos 5 milhões de euros (aproximadamente 14 milhões de reais) relacionados na negociação. Ele marcou dois gols e foi expulso na sua estreia pela Raposa, permanecendo apenas 14 minutos em campo. Foi o vice artilheiro do Campeonato Mineiro, competição na qual sua equipe sagrou-se campeã ao superar o arquirrival Atlético Mineiro na final. Kléber terminou a competição com 13 gols marcados e foi eleito um dos melhores jogadores daquele estadual.
Já pela Copa Libertadores da América, o atacante foi um dos principais destaques da equipe que chegou até a final. No caminho, o Cruzeiro passou por equipes de peso do continente. Foi vice artilheiro do Cruzeiro na Copa Libertadores.
Em setembro, criou uma enorme polêmica ao participar de um evento da torcida organizada do Palmeiras, Mancha Alviverde, dias antes de enfrentar tal equipe pelo Brasileirão. O jogador foi muito criticado e se desculpou pelo acontecido.
Depois de passar por uma cirurgia no púbis, ainda em setembro, Kléber foi vetado durante sua recuperação, que durou quase todo o fim da temporada. Porém, no último jogo do Brasileirão, contra o Santos, o atacante foi liberado e, entrando no segundo tempo da partida, marcou o gol que garantiu a vaga do clube celeste e que tirou o Palmeiras da Copa Libertadores de 2010.
Em abril de 2010, foi eleito pela CONMEBOL o melhor jogador da 9ª semana da Libertadores.
No dia 2 de junho de 2010, o presidente do Cruzeiro, Zezé Perrella, anunciou que Kléber não era mais jogador do Cruzeiro. Segundo ele, o Palmeiras pagaria 3 milhões de euros por 50% dos direitos econômicos do jogador, que tinha mais quatro anos de contrato. De acordo com Perrella, o jogador manifestou o desejo de voltar à cidade de São Paulo, onde vive a sua família e as duas filhas. No dia 9 de junho, Kléber foi apresentado oficialmente como jogador do Palmeiras. Em cerimônia realizada no Estádio Palestra Itália, o jogador foi recebido por cerca 5 mil torcedores palmeirenses, que doaram um quilo de alimento não perecível para reencontrarem o atacante.
Em julho de 2011, Kléber foi pivô de uma polêmica entre Palmeiras e Flamengo, clube que ofereceu uma proposta salarial melhor do que os ganhos do atacante, que tinha contrato com o clube alviverde até 2015. Depois de chegar até a abandonar a concentração do Palmeiras na véspera de um clássico, alegando uma contusão não confirmada pelo departamento médico, Kléber acabou ficando no clube alviverde depois de uma desistência por parte do clube carioca. Em outubro do mesmo ano, foi afastado do elenco do Palmeiras por Luiz Felipe Scolari, depois de um desentendimento com o técnico da equipe.
Em novembro de 2011, em entrevista à imprensa, o executivo de futebol do Grêmio, Paulo Pelaipe, anunciou que Kléber assinou contrato com a equipe gaúcha. Segundo Pelaipe, a documentação do atacante estava nas mãos do Grêmio, mas departamento o jogador tem vínculo com o Palmeiras até o dia 31 de dezembro de 2011 e é necessária uma autorização do clube paulista para a apresentação do atleta em Porto Alegre. Sua apresentação ao tricolor gaúcho foi motivo de comemoração ao torcedor do Grêmio, que levou 200 torcedores ao bairro Humaitá, onde estava sendo construída a Arena do Grêmio, para sua apresentação oficial. Em entrevista, Kléber ganhou camisas do presidente Paulo Odone e revelou estar emocionado, querendo estrear o mais rápido possível. No dia 13 de janeiro, em um amistoso contra o São Paulo, clube amador da cidade de Bento Gonçalves, Kléber marcou dois dos quatro na vitória por 4 a 1, sendo muito aplaudido ao fim do jogo. Já no segundo amistoso da pré-temporada, Kléber marcou mais um, no 2 a 1 sobre o Flamengo de São Valentim. Em meados de 2012 sofreu uma grave lesão, ficando alguns meses sem jogar. Teve sua volta num jogo em novembro válido pela Copa Sul-Americana, contra o Millonarios, mas voltou a se machucar e ficou quatro meses parado. Enfim Kléber voltou a jogar em março de 2013, no jogo valido pelo Campeonato Gaúcho contra o Lajeadense. No Brasileirão sob o comando do técnico Renato Gaúcho, Kléber foi titular em boa parte da competição formando o ataque com Hernán Barcos e por vezes formando trio ofensivo com Barcos e Eduardo Vargas. Kléber teve algumas boas atuações durante o primeiro turno do campeonato nacional, mas caiu muito de produção e foi para o banco de reservas na segunda parte do nacional, chegando a fechar o returno inteiro sem marcar sequer um gol, sendo seu último gol na vitória sobre a Portuguesa por 3 a 2 em Porto Alegre. Kléber também participou da eliminação gremista na Copa do Brasil para o Atlético-PR que acabou decepcionando a torcida tricolor.