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Léo Gandelman

Leonardo Gandelman, mais conhecido como Leo Gandelman, (Rio de Janeiro, 10 de agosto de 1956) é um saxofonista, flautist

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Leonardo Gandelman, mais conhecido como Leo Gandelman, (Rio de Janeiro, 10 de agosto de 1956) é um saxofonista, flautista, compositor, arranjador e produtor musical brasileiro.

Filho de uma pianista clássica e de um maestro, Leo Gandelman começou os estudos musicais com seis anos de idade. Aos 15 anos apresentou-se como solista da Orquestra Sinfônica Brasileira nos “Concertos da Juventude”.

Trafegando livremente entre o clássico e o popular, Leo desenvolveu uma carreira tanto na música popular brasileira quanto na música de concerto. Já interpretou peças como Fantasia para Sax Soprano e Orquestra de Villa-Lobos, Concertino para Sax Alto e Orquestra de Radamés Gnattali, Rapshodia para Orquestra e Sax Alto de Debussy e Concertino para Sax Alto de Jacques Ibert, entre outras.

Já participou do trabalho de inúmeros artistas da MPB e é compositor e intérprete de trilhas marcantes para TV e cinema. Seus discos venderam um total de mais de 500 mil cópias, sendo Solar o de maior sucesso.

Leo Gandelman nasceu em uma família de músicos. Filho de Henrique Gandelman (violonista, maestro, diretor artístico da gravadora CBS - atual Sony - e advogado da área de direitos autorais) e de Saloméa Gandelman (professora de piano e fundadora da Escola de Música Pró-Arte-RJ, Coordenadora de pós graduação na Unirio, além de autora de livros sobre técnicas musicais). Suas irmãs também não escaparam do mundo da música, Lia Gandelman foi oboísta da Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal durante 15 anos e Marisa Gandelman, pianista e educadora musical, é hoje diretora da UBC.

Iniciou seus estudos musicais (piano, flauta doce e musicalização) aos seis anos de idade. Aos 15, se apresentou como solista da Orquestra Sinfônica Brasileira nos “Concertos da Juventude”. Estudou também viola de gamba e participou junto com suas irmãs, Jaques Morelembaum, Myrna Herzog, Helder Parente e outros do grupo “Pro Arte Antiqua”, pelo qual fez suas primeiras apresentações em público.

Leo se afastou da música, mas retornou alguns anos mais tarde graças do saxofone. Em 1977, ingressou na Berklee College of Music (Boston, EUA) onde estudou saxofone, composição e arranjo.

Em 1979 voltou ao Brasil iniciando sua vida profissional na noite e, logo em seguida, se viu como um dos músicos de gravação mais solicitados do país - Leo chegou a participar da gravação de mais de 800 álbuns diferentes em um período de apenas 10 anos.

Seu primeiro grupo se chamou "Avenida Brasil", formado por Leo, Serginho Trombone, Bidinho e Zé Carlos Bigorna. Em 1984, escreveu a trilha sonora do longa-metragem "Rádio Pirata", de Lael Rodrigues.

Leo Gandelman iniciou sua carreira artística solo em 1987, inspirando-se principalmente na música brasileira e no Jazz, com um estilo sempre versátil e claro. Estas são marcas registradas que fizeram com que fosse eleito durante 15 anos consecutivos o “Melhor Instrumentista Brasileiro” pelo concurso “Diretas na Música” do Jornal do Brasil. Nesse mesmo ano, Leo participou ainda do Free Jazz Festival.

Seu primeiro álbum solo levou o seu nome. Leo Gandelman (1987) alcançou o sucesso com A Ilha (com William Magalhães). Western World, versão americana de seu segundo álbum, Ocidente (1989), foi considerado o melhor álbum de música progressiva nos EUA.

Ainda na década de 1980, assinou a produção musical dos discos Virgem, de Marina Lima, e Plural, de Gal Costa, entre outros.

De 1989 a 1991, atuou como apresentador do programa semanal Free Jazz in Concert (Rede Manchete).

Em 1990, lançou seu terceiro disco, Solar, indicado no ano seguinte para cinco categorias do Prêmio Sharp (Disco, Música, Arranjo, Instrumentista e Produtor). Solar foi seu álbum de maior sucesso e chegou a vender mais de 100 mil cópias, volume extraordinário para uma obra instrumental no Brasil.

Em 1991, foi contemplado com os prêmios da União Brasileira dos Compositores e da Associação Paulista de Críticos de Arte, além de ter recebido o Disco de Ouro como produtor do CD Virgem, de Marina Lima, e o Troféu Brahma. Foi também nesse ano que Leo lançou o disco Visões.

Em 1992, participou do Hollywood Rock, ao lado do grupo Living Colour.

Em 1993, lançou o CD Made in Brazil e voltou a apresentar-se no Free Jazz Festival, dividindo a noite com Chick Corea e Michael Brecker.

Dois anos depois, atuou, como convidado especial de Rita Lee, no Hollywood Rock Festival, participando do show de abertura para a apresentação dos Rolling Stones.

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