Marie Joseph Gabriel Antoine Jogand Pagès (Marselha, 21 de março de 1854 – Sceaux, 31 de março de 1907) também nomeado Léo Taxil, mas usou vários pseudônimos de Paul de Régis, Adolphe Ricoux, Samuel Paul Rosen e Dr. Bataille. Os nomes Léo Taxil e Doutor Charles Hacks, foram na verdade pseudónimos coletivos. Taxil foi um escritor e jornalista francês, conhecido por ter enganado parte das hierarquias eclesiásticas com uma falsa confissão sobre a Maçonaria.
Marie Joseph Gabriel Antoine Jogand-Pagès nasceu em Marselha e, aos cinco anos, foi colocado em um seminário jesuíta. Após passar a infância no seminário, ele passou a rejeitar a fé católica. Ele também escreveu alguns romances sob o pseudônimo Prosper Manin.
Taxil ficou conhecido pela primeira vez por escrever livros anticlericais ou anticatólicos, notadamente La Bible amusante (A Bíblia Divertida) e La Vie de Jesus (A Vida de Jesus). Em seus outros livros Les Débauches d'un confesseur (A Devassidão de um Confessor, com Karl Milo), Les Pornographes sacrés: la confession et les confesseurs (Pornógrafos Sagrados: confissão e confessores) e Les Maîtresses du Pape (As Amantes do Papa), Taxil retrata líderes da Igreja Católica como criaturas hedonistas explorando seus fetiches à maneira do Marquês de Sade. Em 1879, foi julgado nas Assizes do Sena por escrever um panfleto A Bas la Calotte ("Abaixo o Pano"), acusado de insultar uma religião reconhecida pelo Estado, mas foi absolvido.
Em 1885, professou sua conversão ao catolicismo, foi solenemente recebido na igreja e renunciou às suas obras anteriores. Na década de 1890, ele escreveu uma série de panfletos e livros denunciando a Maçonaria, acusando suas lojas de adorar o diabo e alegando que Diana Vaughan havia escrito para ele suas confissões sobre o culto satânico "Palladist". O livro teve grandes vendas entre os católicos, embora Diana Vaughan nunca tenha aparecido em público. Em 1892, Taxil também começou a publicar um jornal, La France chrétienne anti-maçonnique (França cristã antimaçônica), com seu firme amigo editor anti-maçônico, Abel Clarin de la Rive. Em 1887, teve uma audiência com o Papa Leão XIII, que repreendeu o bispo de Charleston por denunciar as confissões anti-maçônicas como fraude e, em 1896, enviou sua bênção a um Congresso de Trento anti-maçônico.
As dúvidas sobre a veracidade de Vaughan e até mesmo sobre sua existência começaram a crescer, e finalmente, Taxil prometeu apresentá-la em uma palestra que seria ministrada por ele em 19 de abril de 1897. Para surpresa da plateia (que incluía vários padres), ele declarou que tanto suas revelações sobre os maçons quanto sua conversão ao catolicismo eram farsas.
Les Soutanes grotesques (1879)
Calotte et calotins (1880-1882), História ilustrada do clero e congregações.
Les Pornographes sacrés : la confession et les confesseurs (1882)
L'Empoisonneur Léon XIII et les cinq millions du chanoine (1883)
La Prostitution contemporaine (1883)
Pie IX devant l'Histoire (1883)
Les Amours de Pie IX (1884), livro publicado com o nome de A. Volpi, mas não reconhecido por Taxil.
La Vie de Veuillot immaculé (1884)
L’Antéchrist ou l’origine de la franc-maçonnerie
La Franc-maçonnerie dévoilée (1887)
Les Mystères de la franc-maçonnerie (1886)
Le Vatican et les francs-maçons (1886)
Confession d'un ex-libre penseur (1887)