Lígia Maria Camargo Silva Cortez (São Paulo, 31 de agosto de 1960) é uma atriz, diretora teatral, arte-educadora e pesquisadora brasileira.
É diretora geral do Célia Helena Centro de Artes e Educação, que reúne a Escola Superior de Artes Célia Helena (ESCH), instituição de ensino superior da área de Artes, e o Teatro-escola Célia Helena (TECH), que oferece formação técnica em Teatro. Dirige também Casa do Teatro, que oferece curso de teatro para crianças e jovens.
Descendente de espanhóis e portugueses, Lígia Cortez é filha dos atores Célia Helena e Raul Cortez. Iniciou suas atividades artísticas aos 16 anos no curso de orientação teatral do Teatro-escola Célia Helena, na época dirigido pela atriz Célia Helena.
Como atriz, trabalhou no teatro, cinema e na televisão, sob direção de artistas nacionais e internacionais como Antunes Filho, David Leddy, Fauzi Arap, Flávio Rangel, José Celso Martinez Corrêa, Ron Daniels, Flávio de Souza, Robert Wilson, Roberto Lage, Hamilton Vaz Pereira e Sérgio Bianchi.
De 1981 a 1984, participou do Grupo de Teatro Macunaíma, sob a direção de Antunes Filho, e representou o Brasil em festivais internacionais de países da América Latina e Europa, entre eles: XIV Festival Iberoamericano de Teatro de Bogotá (Colômbia), Festival of Perth. Perth, Adelaide e Melbourne (Austrália), Olympic Arts Festival (Los Angeles, Estados Unidos), Dublin Theatre Festival (Dublin, Irlanda), Festival Hebbel Theater (Berlim, Alemanha), Holland Festival (Amsterdam, Rotterdam, Haia, Holanda), Festival Cervantino (Cidade do México, Guanajuato, México), V Festival Internacional de Teatro (Caracas, Venezuela), II Festival Internacional de Madrid (Madri, Espanha).
Durante suas viagens, visitou instituições e escolas que mantinham cursos de teatro para a infância e juventude e, em 1983, funda a Casa do Teatro, com um curso de teatro para crianças e jovens da cidade de São Paulo.
De 1999 a 2010, foi coordenadora das atividades teatrais do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM), instituição com a qual o Célia Helena Centro de Artes e Educação mantém uma parceria de cooperação em iniciativas culturais em artes cênicas. Entre 1999 e 2013, Lígia Cortez foi professora convidada na área de Direção de Atores na Faculdade de Cinema/RTV, na Escola de Comunicação e Artes (ECA), da Universidade de São Paulo (USP).
Lígia Cortez desenvolve pesquisas na área de Artes e Educação e promove ações culturais de internacionalização do teatro brasileiro, valorização do teatro latino-americano e apoio a montagens de obras estrangeiras traduzidas no Brasil. É editora dos livros Conexões: Nova Dramaturgia para Jovens, publicação bilíngue anual do Projeto Conexões, em parceria com British Council, National Theatre London, Cultura Inglesa e Colégio São Luís. O projeto consiste na difusão de peças contemporâneas de dramaturgos brasileiros e ingleses, elaboradas especialmente para a faixa adolescente, e no desenvolvimento de grupos de atores jovens, de 13 a 19 anos, de escolas particulares e públicas que encenam as peças, participando de atividades orientadas pela equipe do Célia Helena Centro de Artes e Educação.
Em 2009, cria a Revista Olhares, da Escola Superior de Artes Célia Helena (ESCH), da qual é editora desde então. A revista expressa o desenvolvimento das pesquisas em Artes Cênicas com traduções de peças latino-americanas ao português e teve como desdobramento iniciativas de difusão cultural, como o “Simpósio de Dramaturgia Brasileira Contemporânea no México” na Cidade do México em 2010. O Simpósio foi idealizado por Lígia Cortez e organizado pela Escola Superior de Artes Célia Helena (ESCH) com o apoio do Ministério das Relações Exteriores do Brasil e da Embaixada do Brasil no México, da UNAM (Universidade Nacional Autónoma del México), da Escola Manuel Bauche Artes Escénicas e do Conselho de Coyoacán.
Lígia Cortez também dirigiu e organizou projetos educacionais em artes na cidade de São Paulo e no interior do Estado, como, por exemplo, participou da implantação e implementação da área de Teatro na Associação Arte Despertar nos projetos sociais: SOS Aldeia, Favela Paraisópolis e IOP, e do trabalho de Artes na Fundação Gol de Letra, dos jogadores de futebol Raí e Leonardo, no projeto Virando o Jogo.
Célia Helena – Centro de Artes e Educação