Neste Dia

Lília Cabral

Atriz brasileira

Anúncio

Lilia Cabral Bertolli Figueiredo (São Paulo, 13 de julho de 1957) é uma atriz brasileira.

Conhecida pela versatilidade em seus personagens, sempre muito intensos. Ela já recebeu vários prêmios em sua carreira, incluindo um Grande Otelo, quatro Troféus Imprensa, um Prêmio APCA, um Prêmio Shell e três Prêmios Qualidade Brasil, além de ter sido indicada duas vezes ao Prêmio Emmy Internacional de melhor atriz, por seu trabalho nas telenovelas Páginas da Vida (2006) e Viver a Vida (2009).

Nascida e criada na Lapa, bairro da Zona Oeste de São Paulo, Lilia é filha do italiano Gino Bertolli, natural de Luca, e da portuguesa Almedina Sofia Cabral, natural de Nordestinho, nos Açores. Em entrevistas, revelou que, por conta da morte da mãe em 1987, sofreu com depressão e síndrome do pânico, fazendo psicoterapia por alguns anos.

Formou-se em artes cênicas pela Escola de Arte Dramática na turma de 1978.

Casou-se em 1986 com seu noivo, o cineasta João Henrique Jardim, que namorava desde 1982. Em 1990, engravidou, mas sofreu um aborto espontâneo. O casal divorciou-se em 1993 por divergências conjugais. Após outros relacionamentos, em 1994, casou-se com o economista Iwan Figueiredo. Em 1996, após descobrir que estava grávida, decidiu oficializar a união, no entanto, a atriz acabou sofrendo um aborto espontâneo. Ainda em 1996, Lilia engravidou novamente e, de parto cesariana teve sua filha: Giulia Bertolli Figueiredo, nascida no Rio de Janeiro, em 21 de janeiro de 1997.

Estreou no teatro em 1978 em Marat-Sade, emendando outras peças como Divinas Palavras, Estado de Sitio e o O Bordel. Em 1981, passou nos testes para Os Imigrantes, escrita por Benedito Ruy Barbosa na Band, onde interpretou a Angelina, neta do protagonista de Rubens de Falco. Entre 1981 e 1982, esteve no elenco de Os Adolescentes, onde deu vida a Marcela, principal antagonista que infernizava a vida da personagem de Júlia Lemmertz. Em 1984, pelo destaque na Band, foi contratada pela Rede Globo para atuar em Corpo a Corpo, de Gilberto Braga, vivendo a perua Margarida. Um fato curioso é que, desde então, não ficou um ano sequer fora da televisão.

Entre 1986 e 1987, interpretou Antonieta em Hipertensão, uma mulher que tinha duas personalidades, a de mulher inocente e ingênua durante o dia, e a de dançarina em boate durante a noite. Logo depois, fez a primeira fase da novela Mandala como Lena. Em 1988, atuou em Vale Tudo, de Gilberto Braga e Aguinaldo Silva, no papel da secretária Aldeíde Candeias, que sofria nas mãos do patrão Marco Aurélio (Reginaldo Faria) e vivia inventando desculpas para sair mais cedo, e ficava milionária ao longo da trama. Em 1989, viveu a beata Amorzinho no grande sucesso de Aguinaldo Silva, Tieta. Logo depois, vieram a insana Ernestina em Salomé, a dançarina Alva em Pedra Sobre Pedra e a dissimulada Simone em Pátria Minha, além das minisséries O Portador e Sex Appeal. Em 1995, participou de História de Amor, como a neurótica e obsessiva Sheila, iniciando sua parceria com Manoel Carlos. Depois, em 1997, participou em Anjo Mau, como Goreti. Naquele mesmo ano, apesar de não ter atuado na novela, seu rosto aparecia diariamente no canto superior de uma das fotos da abertura de Por Amor. Em 1998, interpretou a perua Verena na telenovela Meu Bem Querer e, em 1999, foi a mãe de Tati, protagonista da primeira temporada de Malhação.

Em 2000, atuou na novela Laços de Família, como Ingrid, mãe da vilã Íris (Deborah Secco), uma mulher do interior que se muda para a cidade e morre num assalto. Em 2001, viveu a vilã cômica Daphne em Estrela-Guia e, no ano seguinte, apareceu em outra novela das seis, Sabor da Paixão, como a doce Edith. Em 2003, participou de Chocolate com Pimenta, como a vilã cômica Bárbara Albuquerque. Posteriormente, integrou o elenco de Começar de Novo, como Aída, dona de um famoso spa.

Em 2006, foi a antagonista Marta Toledo Flores, em Páginas da Vida, e sua interpretação recebeu o Troféu Imprensa de melhor atriz daquele ano, também sendo indicada ao Emmy Internacional de 2007, na categoria de melhor atriz. Contudo, perdeu a estatueta para a atriz francesa Muriel Robin, pela sua participação em Marie Besnard — The Poisoner. A atriz colheu vários elogios e prêmios pelo seu desempenho como a vilã Marta, considerada um divisor de águas na sua carreira. Em 2008, viveu a sofrida Catarina, na novela A Favorita, de João Emanuel Carneiro, que convivia com o abuso físico do marido Léo (Jackson Antunes) e com a descoberta da sua bissexualidade e seu relacionamento com Stela (Paula Burlamaqui). Em 2009, estrelou o filme Divã, no qual interpretou a protagonista Mercedes. Posteriormente, viveu a ex-modelo Tereza, em Viver a Vida, uma mulher dominadora que rivaliza com Helena, vivida por Taís Araújo. Em 2011, retornou à TV em Fina Estampa, onde interpretou sua primeira protagonista no horário nobre, Griselda Pereira, a "Pereirão", ganhando vários prêmios como melhor atriz pelo desempenho na novela.

Em 2013 protagonizou o remake Saramandaia, interpretando a empresária Vitória Vilar. Em 2014, interpreta Maria Marta, a vilã de Império, novela das nove de Aguinaldo Silva, continuando a parceria com o autor. Por essa personagem, ganhou o Troféu Imprensa e o Prêmio Extra, ambos em melhor atriz.

Em 2016, participa da novela das onze Liberdade, Liberdade, como a sofrida cafetina Virgínia. No ano seguinte, vive Silvana, uma compulsiva por jogos, em A Força do Querer, de Glória Perez, retornando ao horário nobre global. Em 2018, repete novamente a parceria com o autor Aguinaldo Silva, interpretando a milionária Valentina Marsalla, em O Sétimo Guardião.

Anúncio

Em breve no aplicativo World in Stories

Áudio, download offline, sem anúncios e muito mais.

Conhecer Premium