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Ladislau IV Vasa da Polônia

Ladislau IV Vasa (em polonês/polaco: Władysław IV Waza​; Łobzów, 9 de junho de 1595 – Merkinė, 20 de maio de 1648) foi

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Ladislau IV Vasa (em polonês/polaco: Władysław IV Waza​; Łobzów, 9 de junho de 1595 – Merkinė, 20 de maio de 1648) foi o Rei da Polônia e Grão-Duque da Lituânia desde a sua eleição, em 1632, até sua morte. Foi também, por um breve período, Czar da Rússia de 1610 até sua deposição em 1613. Era o filho mais velho do rei Sigismundo III Vasa e de sua esposa Constança da Áustria.

Ladislau conseguiu impedir que a Comunidade Polaco-Lituana se envolvesse na sangrenta Guerra dos Trinta Anos que assolou a Europa Ocidental durante o seu reinado e teve razoável êxito na defesa do país contra a invasão. Apoiou a tolerância religiosa e se encarregou das reformas militares. Contudo, falhou na realização de seus sonhos de fama e conquistas, ou nas reformas e fortalecimento da República das Duas Nações.

Sua morte marcou o fim da era dourada da república, uma vez que os conflitos e tensões que Ladislau não foi capaz de resolver, levaram em 1648 à maior revolta cossaca -a Revolta de Chmielnicki— e à invasão sueca ("O Dilúvio").

Títulos reais em latim: Vladislaus Quartus Dei gratia rex Poloniae, magnus dux Lithuaniae, Russiae, Prussiae, Masoviae, Samogitiae, Livoniaeque, necnon Suecorum, Gothorum Vandalorumque haereditarius rex, electus magnus dux Moschoviae.

Tradução portuguesa: Ladislau IV pela graça de Deus rei da Polônia, Grão-Duque da Lituânia, Rutênia, Prússia, Mazóvia, Samogícia, Livônia e também rei hereditário dos suecos, godos e vândalos, eleito Grão-Duque de Moscou.

Em 1632 Ladislau Sigismundo Vasa foi eleito Rei da Polônia e Grão-Duque da Lituânia. Por herança paterna, sucedeu ao Rei da Suécia sendo, também, herdeiro do título de Rei de Jerusalém.

Seu pai Sigismundo III Vasa da Polônia, neto de Gustavo I da Suécia, havia sucedido seu pai no trono da Suécia em 1592, apenas para ser deposto em 1599 por seu tio, que se tornou Carlos IX. Isto levou a uma duradoura disputa com os reis poloneses da Casa de Vasa reivindicando o trono sueco. A consequência disto foi a Guerra sueca (1600-1629) e mais tarde, O Dilúvio de 1655. Sigismundo, um católico devoto, buscou outros conflitos militares no exterior, evitando envolver a República na Guerra dos Trinta Anos e apoiou a Contrarreforma, duas políticas que conduziram ao aumento das tensões dentro da República das Duas Nações.

Em 1610, Ladislau, com a idade de quinze anos, foi eleito Czar pelos boiardos da Rússia, durante o Tempo de Dificuldades por que passou o país logo após a morte de Boris Godunov. Sua eleição foi parte de um plano mal sucedido de Sigismundo para conquistar toda a Rússia e converter sua população ao catolicismo. Porém, Ladislau nunca pôde reinar na Rússia, pois seu apoio foi temporário e dependeu de alianças políticas internas entre os boiardos. Ele manteve o título, sem nenhum poder real, até 1634.

Antes dele ser eleito rei da República das Duas Nações, ele lutou em muitas campanhas inclusive em algumas contra os russos em 1617-1618 (o fim das Dimitríades), contra os otomanos em 1621 (o fim das Guerras dos Magnatas da Moldávia) e contra os suecos em 1626-1629. Durante aquele tempo, assim como nas viagens que realizou pela Europa (1624-1625) ele aprendeu a arte da guerra e isto mais tarde se refletiria quando ele se tornou rei: assuntos militares eram sempre importantes para ele. Apesar de não ser um gênio militar e ser superado por famosos hetmãs contemporâneos da república como Stanisław Koniecpolski, Ladislau ficou sendo conhecido como um comandante bastante hábil.

Parece que no princípio Ladislau não quis ter relações mais profundas com os Habsburgos. Em 1633, prometeu tratar igual os protestantes e os ortodoxos e forçou Albrycht Stanisław Radziwiłł (católico) a referendar o decreto ameaçando-o de entregar os principais cargos da República aos protestantes. Em 1633/35 nomeou Krzysztof Radziwiłł (calvinista) ao mais alto posto do país (wojewoda wileński (de Vilnius, a capital da Lituânia), grão-hetmã lituano). Porém, depois que nobres protestantes barraram sua intenção para empreender uma guerra contra a Suécia protestante, em 1635 no Armistício de Stuhmsdorf (Tratado de Sztumska Wieś), ele renovou a aliança de seu pai com os Habsburgos.

Ladislau casou duas vezes. Em finais de 1633/início de 1634, Ladislau pediu ao Papa Urbano VIII permissão para se casar com uma princesa protestante. Pela rapidez da recusa, Ladislau considerou-a como um insulto. No início de 1634 Ladislau enviou Aleksander Przypkowski com uma missão secreta ao Rei da Inglaterra, Carlos I. O enviado tinha que discutir os planos de casamento do rei e a ajuda inglesa para a reconstrução da marinha polonesa. Os planos de casamento do rei foram discutidos na reunião do senado em 19 de março de 1635, mas apenas quatro bispos estavam presentes e apenas um apoiou o plano. Outros documentos referem um possível casamento do rei com Isabel da Boémia, Princesa Palatina (filha de Frederico V, Eleitor Palatino (também conhecido como "Rei de Inverno"). Contudo, quando ele foi "enganado" durante as conversações de paz com a Suécia em 1635 Ladislau mudou a sua intenção de se casar com uma protestante e decidiu buscar apoio das facções católicas, espacialmente dos Habsburgos.

Em 1636, foi considerado um outro casamento com Ana Wiśniowiecka, filha de Michał Wiśniowiecki e irmã de Jeremi Wiśniowiecki, da família de poderosos magnatas poloneses de Wiśniowiecki. Embora Ladislau estivesse muito interessado nessa casamento, ele foi impedido pelo Sejm. Posteriormente, Ana veio a casar com Zbigniew Firlej (entre 1636 e 1638).

A proposta do imperador Fernando II de casamento entre Ladislau e a Arquiduquesa Cecília Renata da Áustria (irmã do futuro Fernando III de Habsburgo) chegou a Varsóvia durante a primavera de 1636. O padre Walerian (da ordem religiosa dos franciscanos) e o voivoda Kasper Doenhoff, conselheiros do rei, chegaram a Ratisbona em 26 de outubro com a permissão de estabelecerem as negociações. O dote da arquiduquesa ficou estabelecido de 100 000 złoty, e o Imperador prometeu pagar um dote às duas viúvas de Sigismundo III: Ana e Constância. Adicionalmente, o filho de Ladislau e Cecília Renata receberia o Ducado de Opole e Raciborz, na Silésia. Contudo, antes da assinatura do contrato, Fernando II morreu e o seu filho e sucessor, Fernando III, voltou atrás relativamente a outorgar o referido ducado ao filho de Vladislau. Em vez dum dote, foram dadas como garantia as propriedades de Trzeboń (Trebon), na Boêmia.

Em 16 de março de 1637 foi celebrado um "pacto de família" entre os Habsburgos e o ramo polaco dos Vasa, com promessas de ajuda e aliança entre ambas as partes, e o casamento realizou-se em 12 de setembro.

Depois da morte de Cecília em 1643, o rei voltou a casar com a princesa francesa Maria Luísa Gonzaga, filha de Carlos I Gonzaga, Duque de Nevers, em 1646, casamento sem herdeiros. Foi sucedido por seu meio-irmão e primo João II Casimiro.

Ladisłau foi eleito para o trono polaco (português europeu) ou polonês (português brasileiro) na sequência da morte de seu pai, em 1632. Numa tentativa de tirar vantagem da confusão ocorrida após a morte do rei polonês, o czar Miguel I ordenou um ataque à República. Um exército moscovita (de aproximadamente 34 500 homens) cruzou a fronteira oriental da República em outubro de 1632 e sitiou Smolensk (que foi cedida à Polônia pela Rússia em 1618, no final das guerras Dimitríades). Na guerra contra a Rússia em 1632-1634 (a Guerra de Smolensk), Vladislau teve êxito em quebrar o cerco à cidade em setembro de 1633 e então forçou o exército russo a se render em 1 de março de 1634. A consequência foi a Paz de Polyanov (Tratado de Polanów), favorável à Polônia, confirmou a situação territorial anterior à guerra. A Moscóvia também concordou em pagar 20 000 rublos em troca da renúncia de Vladislau a qualquer reivindicação ao trono russo e a devolução da insígnia real, que estava em posse da República desde as Dimitríades. Foi durante aquela campanha que Władysław iniciou o programa de modernização do exército da República, enfatizando a utilização de uma infantaria e uma artilharia mais moderna. Ele também tentou criar uma Marinha da República das Duas Nações para a proteção de parte do mar Báltico, porém esse plano nunca se realizou.

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