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Leônidas Pires Gonçalves

Militar brasileiro

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Leônidas Pires Gonçalves GCA (Cruz Alta, 19 de maio de 1921 — Rio de Janeiro, 4 de junho de 2015) foi um general-de-exército brasileiro, ministro do Exército durante o governo José Sarney.

Leônidas Pires Gonçalves era filho de Antônio José Pires Gonçalves e de Rute Dumoncel Gonçalves. Concluiu o 1º grau no Ginásio Anchieta, na sua cidade natal. Sentou praça na Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro, em abril de 1939. Graduou-se aspirante-a-oficial de artilharia em 1942, indo servir no 6° GMAC, na cidade de Rio Grande, Rio Grande do Sul.

Integrou o contingente de cerca de 2 mil homens que fizeram a guarnição do litoral sul do Brasil durante a Segunda Guerra Mundial. Foi promovido a segundo-tenente em abril de 1943, a primeiro-tenente em junho de 1944, e a capitão em novembro de 1947.

Entre fevereiro de 1949 e dezembro de 1951, fez o curso da Escola de Estado-Maior (EEM), sendo o primeiro colocado de sua turma. Em função disso, recebeu a Medalha Marechal Hermes de prata dourada com uma coroa. Ascendeu a major em dezembro de 1952 e em abril de 1953 foi nomeado instrutor da EEM.

Em 1955, assumiu o comando do I Grupo do 6º Regimento de Artilharia 75 Autorrebocado, em Cruz Alta. Posteriormente, voltou a ser instrutor da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME). De fevereiro a setembro de 1961, foi adjunto do Gabinete Militar da Presidência da República. Em agosto de 1961, foi promovido a tenente-coronel.

Em julho de 1962, foi designado para servir na 3ª Seção do Estado-Maior do Exército (EME). Após frequentar, entre agosto e novembro, o curso e o estágio de guerra e anticomunismo, em dezembro tornou-se membro da comissão encarregada de rever a legislação sobre promoções de oficiais. No início de 1964, ainda servia no EME, sob a chefia do General Humberto de Alencar Castello Branco, um dos líderes do movimento político-militar que derrubou o presidente João Goulart, e que depois se tornou presidente da República.

Em seguida, acompanhou o General Orlando Geisel na 1ª Divisão de Infantaria, na Vila Militar do Rio de Janeiro, como chefe da 3ª Seção.

Entre julho de 1964 a novembro de 1966, foi adido militar junto à embaixada do Brasil na Colômbia, sendo promovido a coronel em agosto de 1966. Em abril de 1967, foi novamente nomeado instrutor da ECEME.

Comandou o 2º Regimento de Obuses - Regimento Deodoro, em Itu, entre 28 de fevereiro de 1969 e 23 de março de 1971.

Em abril de 1972, foi nomeado para chefiar o Quartel Regional/9, em Campo Grande, onde permaneceu nesse comando até julho de 1973, quando se tornou subcomandante e subdiretor de ensino da ECEME.

Em março de 1974, foi promovido a general-de-brigada e nomeado chefe do Estado-Maior do I Exército, no Rio de Janeiro, onde permaneceu até janeiro de 1978. Em seguida, foi nomeado comandante da 4ª Brigada de Infantaria, em Belo Horizonte, cargo que exerceu de 16 de fevereiro de 1978 a 4 de maio de 1979.

Em março de 1979, foi promovido a general-de-divisão, sendo designado para a chefia da Diretoria de Obras e Cooperação, em Brasília.

Foi Comandante Militar da Amazônia, entre 21 de maio de 1980 e 29 de janeiro de 1982. Em seguida, foi vice-chefe do Estado-Maior do Exército.

Em julho de 1982, foi promovido a general-de-exército. Por ocasião de sua promoção, chegou a ser citado como um dos prováveis candidatos à sucessão do general João Batista Figueiredo na Presidência da República. Ainda em agosto, ao assumir o cargo de Secretário de Economia e Finanças do Exército, declarou que a democracia “é uma tarefa sem fim e um objetivo da Revolução de março de 1964”, e que tinha um compromisso com a abertura política. Contestando afirmações de que houvera um desvio na revolução e de que os militares decidiram apoiar a abertura porque foram pressionados, declarou que “a revolução nunca perdeu sua direção geral, e a abertura é um compromisso nosso”.

No período de 23 de dezembro de 1983 a 8 de março de 1985, foi Comandante do III Exército, em Porto Alegre. Em seu discurso de posse, o general Leônidas apontou a preservação da soberania e a guarda das instituições nacionais como “missões especiais” do Exército. Para desempenhá-las, seria preciso profissionalizar-se cada vez mais.

Tancredo Neves o designou para ser seu ministro do Exército. Após a morte de Tancredo, assumiu o cargo em março de 1985 e permaneceu à frente do ministério durante os cinco anos do governo de José Sarney. Com a morte de Tancredo, foi quem garantiu a posse de seu vice, José Sarney, contrapondo-se ao que desejavam certos setores do exército, que pretendiam dar posse ao Presidente da Câmara dos Deputados, Ulysses Guimarães.

"Quem assume é o Sarney". "Imediatamente, Ulysses concorda, para surpresa de Simon. (…) Ulysses também retorna ao Congresso Nacional. Ali, Simon lhe pergunta porque aceitara tão rapidamente a tese de Leônidas. O Sarney chega aqui ao lado do seu jurista. Esse jurista é o ministro do Exército. Se eu não aceito a tese do jurista, a crise estava armada’’" (Ulysses Guimarães).

O episódio já foi lembrado em diversas entrevistas do general. Uma das mais detalhadas foi para os jornalistas Hélio Teixeira e Rose Arruda, autores de uma biografia sobre o governador paranaense José Richa.

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