Leandro Câmara do Amaral, mais conhecido como Leandro Amaral (São Paulo, 6 de agosto de 1977) é um ex-futebolista brasileiro que atuava como atacante.
No início da carreira era apenas conhecido como Leandro. O sobrenome foi adicionado e mantido desde a sua breve passagem pelo Corinthians, em 2003.
Seu pai, Júlio Amaral, foi jogador do Palmeiras na década de 60.
Início da carreira na Portuguesa e ida para a Fiorentina
Surgiu no time profissional da Portuguesa em 1996 na conquista do Torneio Início Paulista e foi mais utilizado no ano seguinte considerado uma das revelações do ano de 1997. No Campeonato Brasileiro de 1997, marcou 10 gols, ficando atrás apenas de Rodrigo Fabri (16 gols) entre os artilheiros da equipe na competição.
Em 1998, Leandro teve como companheiro de ataque o centroavante Evair, ídolo histórico do Palmeiras. Liderada por sua dupla de ataque, a equipe alcançou as semifinais do Campeonato Paulista de 1998, sendo eliminada em um polêmico empate com o Corinthians.
O atacante ganhou projeção nacional ao anotar 15 gols no Campeonato Brasileiro de 1998. Ao lado de Evair e do meio-campista Alexandre, o atacante foi protagonista em uma excelente campanha da Portuguesa, que alcançou as semifinais, sendo eliminada pelo Cruzeiro.
Leandro deixou a Lusa em meados de 2000, com destino a Portugal, onde atuaria pelo Porto. No entanto, horas antes de sua apresentação oficial no clube português, o jogador teve uma conversa com o presidente da Fiorentina, que ofereceu o triplo do que o atacante ganharia na equipe portuguesa, e foi para o futebol italiano, sequer aparecendo na coletiva de imprensa do Porto. Pela equipe italiana, marcou 8 gols em 26 partidas e conquistou a Copa da Itália em 2000/2001.
Por conta de seu desempenho, o atacante foi cotado para uma vaga na Seleção Brasileira que disputou as Olimpíadas de Sydney, em 2000, mas acabou preterido pelo então técnico Vanderlei Luxemburgo.
Em 2001, foi convocado e disputou a Copa das Confederações de 2001.
No total, acumulou 7 convocações para a Seleção, não tendo anotado nenhum gol.
Em 2004, Leandro retornaria ao Canindé para a disputa do Campeonato Brasileiro da Série B, anotando 8 gols.
Após breve passagem pelo Istres-FRA, Leandro vestiria novamente a camisa da Lusa em 2005. A Portuguesa montaria um forte elenco para a disputa do Campeonato Brasileiro da Série B de 2005, novamente buscando o acesso. Em um campeonato que contava com outras grandes equipes como Grêmio, Santa Cruz e Náutico, a Lusa chegou ao quadrangular final, mas uma queda no desempenho da equipe na reta final seria crucial para a perda do segundo lugar para o Santa Cruz, com a equipe pernambucana classificando ao lado do Grêmio para a Série A. Leandro foi novamente protagonista com a camisa 7 da Lusa, anotando 9 gols no campeonato, sendo o vice-artilheiro da equipe no certame, perdendo apenas para o falecido meia Cléber, com 14.
Leandro Amaral é considerado um dos ídolos do clube pela torcida da Portuguesa, fazendo parte de uma geração vitoriosa marcada por nomes como Capitão, Zé Roberto, Rodrigo Fabri, entre outros. É o maior artilheiro da história do Estádio do Canindé, com 62 gols em 94 jogos, lhe rendendo o apelido "Matador do Canindé".
No total, Leandro Amaral disputou 212 jogos pela Portuguesa, com 87 vitórias, 57 empates e 68 derrotas. Marcou, ao todo, 105 gols vestindo a camisa rubro-verde.
Depois de passagens apagadas por Fiorentina, São Paulo e alguns outros clubes, em 2006, Leandro Amaral foi contratado pelo Vasco da Gama, fazendo a sua estreia no dia 16 de setembro, em um jogo válido pelo Campeonato Brasileiro contra o Goiás. Esse jogo acabou 0x0, com Leandro Amaral entrando apenas no segundo tempo, e o jogador que até então sempre se gabava em dizer que havia marcado gols em todas as suas estreias por uma nova equipe, passou em branco.
Mas diferente das experiências nos seus clubes anteriores, Leandro Amaral teve um bom desempenho em sua passagem pelo clube carioca.
Esse bom desempenho pelo Vasco da Gama acabou o valorizando, o que o transformou no alvo de muitos clubes nacionais e estrangeiros. No início de 2007 o jogador foi sondado pelo Santos. No meio da temporada, quando estava machucado, foi alvo de clubes árabes e do Real Bétis, que decidiu não avançar nas negociações por considerar o jogador velho demais para seus planos. As boas atuações pelo Campeonato Brasileiro renderam ao jogador o prêmio Bola de Prata na posição de atacante, e levantaram uma nova de onda de especulações envolvendo seu nome, a maioria se relacionando com uma possível transferência para o Fluminense. O atacante também teria sido alvo de São Paulo, Palmeiras, Botafogo e do time japonês Kashima Antlers.