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Limoeiro do Norte

Município brasileiro do estado do Ceará

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Limoeiro do Norte é um município brasileiro, no estado do Ceará, localizado no Vale do Jaguaribe. É a cidade-sede da Diocese de Limoeiro do Norte e considerada cidade-polo na região do vale do Jaguaribe.

O município é conhecido também como a Terra das Bicicletas. Com base na Lei estadual nº 13.373 de 2023, a cidade é a "Capital Cearense da Bicicleta". Em razão de suas belezas naturais e seu vanguardismo nas áreas religiosas, educacionais e desportivas, o município também ficou conhecido como a "Princesa do Vale".

Limoeiro do Norte é a cidade com maior renda per capita e maior densidade demográfica da microrregião do Baixo Jaguaribe, além de ser uma das 25 cidades mais populosas do Estado do Ceará, com 59 515 habitantes.

Existem muitas controvérsias e poucas certezas sobre a origem do nome da cidade.

Uma das correntes diz que o topônimo limoeiro é uma alusão as plantações de limoeiros feitas pelos índios Paiacu. Outra tese muito forte é de que se deve ao Sítio Limoeiro da família do Padre Vicente Rodrigues da Silva, que veio de Pernambuco no século XVIII, mas o topônimo de um Sítio Limoeiro já aparecia desde a demarcação das sesmarias finalizada em 1708.

Segundo o Almanaque Laemmert de 1904, a origem do município de Limoeiro se origina:"de um pé de limão que, sendo bastante frondoso, era procurado por comboieiros para servir de descanso" (Ano 1904, Edição 61, p. 1195)O interventor Menezes Pimentel, por meio do Decreto-lei estadual 1.114, de 30 de dezembro de 1943, impôs que a cidade passasse a se chamar "Limoeiro do Norte" para distingui-la do município de Limoeiro (Pernambuco).

As terras da ilha fluvial formada pelos rios Jaguaribe e Banabuiú e pelas suas respectivas margens eram habitadas por diversas etnias Tapuias, entres elas os Paiacu.

Com a definitiva ocupação do território do Ceará na segunda metade do século XVII, chegaram os portugueses e seus descendentes oriundos do Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco nesta região ("povoamento Sertão de fora").

Nos séculos XVI e XVII, a região possuía localização estratégica durante o desenvolvimento da pecuária nos sertões do Ceará porque servia como importante trecho da "Estrada Geral do Jaguaribe", que ligava o litoral de Aracati e a primeira vila do interior cearense: Icó. Durante o século XVII, com o gado criado nas ribeiras do Rio Jaguaribe, inclusive na região do Limoeiro, o Ceará passa a ter um novo perfil econômico e social, desenvolvendo seu primeiro grande ciclo econômico, que duraria até a Grande Seca de 1777.

A conquista da autonomia política

Em 1861, o Padre Francisco Ribeiro Bessa foi eleito deputado da Província do Ceará, lutando para a instalação de Freguesia autônoma em Limoeiro, conseguindo isso por meio da Lei 1.081 de 04 de dezembro de 1863. E em janeiro de 1864 conseguiu obter autorização do Bispo para sua nomeação como primeiro vigário da nova Freguesia. No entanto, em uma reviravolta da oposição liberal, o novo Presidente da Província Lafayette Rodrigues Pereira (1864-1865) sancionou a Lei n. 1.118, de de 08 de novembro de 1864, ordenando a transferência da sede da Freguesia de Limoeiro para São João do Jaguaribe, povoação menos populosa situada ao sul de Limoeiro, mas esta lei somente foi efetivada em 1868. Como reação, o Cônego Bessa voltou a se candidatar a deputado provincial para o restabelecimento da sede da Paróquia em Limoeiro. Foi eleito e reeleito para os mandatos de 1870-71 e 1872-1873. Assim, conseguiu a aprovação da Lei n. 1358 de 04 de novembro de 1870, que restabeleceu a criação da Freguesia de Limoeiro e determinou o retorno da sede da mesma para o Distrito, o que se efetivou em 1871.

Por meio da Lei provincial nº 1042, de 22 de julho de 1871, foi Limoeiro transformado em Vila municipal, sendo instalada e dado posse à Câmara em 30 de julho de 1873. Sendo, portanto, este o primeiro momento de autonomia municipal formal. Em 1873, assumiu como Presidente da Câmara e gestor municipal João Ennes da Silva, um aliado de Francisco Ribeiro Bessa.

Na época, o fato de ser Vila permitia que os limoeirenses se autogovernassem por meio de sua Câmara de Vereadores. Por isso, já seria possível afirmar uma autonomia ou emancipação política.

Após ser constituída a Vila de Limoeiro, não havia cargo de prefeito ou vice. O Presidente da Câmara ficava responsável pela gestão. Na primeira eleição, além de João Ennes (Presidente), foram eleitos: Antônio Alves de Carvalho Lima, Fernando Deodato Collares, André Nogueira Epiphanio, Manoel Lourenço de Oliveira Gondim, José da Costa Silva e Agostinho Xavier Nogueira. Nessa época, os únicos eleitores de Limoeiro eram: João Ennes (Presidente da Câmara), os seis outros vereadores, Francisco Ribeiro Bessa (deputado), João Anselmo da Silveira Vidal, Elias Antônio Correia Vieira, Simplício de Hollanda Bezerra, Serafim Tolentino Freire Chaves, professor André Felício Chaves, João Antônio Rodrigues Chaves, José Lopes da Silva, Joaquim Balduíno Freire, Antônio Florêncio Freire, José Soares Martins, José Avelino Freire Chaves, Manuel Martins Barbosa, Francisco Rodrigues Guimarães e João Anselmo Filho.

A Vila de Limoeiro foi elevada à condição de cidade nos termos da Lei estadual nº 364, de 30 de agosto de 1897.

O primeiro governante da Vila de Limoeiro foi João Ennes, Presidente da Câmara, ex-subdelegado da região e importante correligionário do deputado Francisco Ribeiro Bessa. No entanto, a partir da legislatura seguinte, a política de Limoeiro foi comandada nas primeiras décadas pela família do Coronel Cândido José Malveira (líder do Partido Liberal) e do Coronel José Nunes Guerreiro (genro do outro coronel). Este último foi o principal líder do grupo de Antônio Nogueira Accioly no final do século XIX e início do século XX.

A partir de 1912, a oposição liderada pela família Chaves, que comandava o cartório da cidade, ampliou seu prestígio político e elegeu alguns intendentes e prefeitos. Dentre os integrantes da família, o deputado e ex-governador Franklin Gondim Chaves. Depois de se tornar o grupo político hegemônico, enfrentou a oposição liderada pelos irmãos comerciantes Oliveira Lima. Essa disputa política se estendeu por quase todo século XX.

Passagem de Lampião em Limoeiro do Norte

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Limoeiro do Norte | World in Stories