Lionel Andrés Messi Cuccittini (Rosário, 24 de junho de 1987) é um futebolista argentino que atua como atacante no Inter Miami. Como capitão da Seleção Argentina, venceu a Copa do Mundo de 2022. Possui oito prêmios Bola de Ouro da France Football, oito títulos de Melhor Jogador do Mundo pela FIFA, dois Prêmios Laureus de Melhor Esportista, seis Chuteiras de Ouro da Europa e, com 48 conquistas coletivas, é o jogador com mais títulos oficiais da história do futebol.
Considerado um dos melhores jogadores de todos os tempos, passou a maior parte de sua carreira profissional no Barcelona, onde se tornou o maior artilheiro por um único clube, com 672 gols oficiais e o maior vencedor da história do clube catalão, com 35 troféus. Entre suas conquistas, destacam-se os dez títulos do Campeonato Espanhol e as quatro Ligas dos Campeões da Europa. Teve ainda passagens por outros clubes, como o Paris Saint-Germain, onde conquistou o Campeonato Francês duas vezes, e pelo Inter Miami, com o qual ajudou na conquista dos primeiros títulos e contribuiu para o crescimento da liga dos Estados Unidos.
Pela Seleção Argentina, é o maior goleador de todos os tempos. Seu estilo de jogo e seus dribles com o pé esquerdo geram comparações com seu compatriota Diego Maradona, que descreveu Lionel Messi como seu sucessor. Após ser nomeado capitão da seleção em junho de 2010, conduziu a Argentina a três finais consecutivas: a Copa do Mundo de 2014 e as Copas América de 2015 e 2016. Após se frustrar com três derrotas, chegou a anunciar sua aposentadoria internacional, mas reverteu sua decisão. Conquistou seu primeiro título com a seleção principal ao vencer a Copa América de 2021, sendo eleito melhor jogador e artilheiro. Em 2022, sagrou-se campeão da Copa do Mundo, recebendo também o prêmio de melhor jogador do torneio.
Messi figurou entre as cem pessoas mais influentes da revista Time em 2011, 2012 e 2023, em razão de suas realizações esportivas e de sua influência global. Por meio da Fundación Leo Messi, que apoia projetos voltados à saúde e à educação infantil, e de seu trabalho como Embaixador da Boa Vontade da UNICEF, tem participado de iniciativas para melhorar a vida de pessoas em situação de vulnerabilidade social. Em sua vida pessoal, está em um relacionamento com Antonela Roccuzzo, com quem se casou em 30 de junho de 2017, e juntos têm três filhos: Ciro, Mateo e Thiago.
Lionel Andrés Messi Cuccittini nasceu em 24 de junho de 1987, em Rosário, na província de Santa Fé. Ele é o terceiro dos quatro filhos de Jorge Messi e Celia Cuccittini. Por parte paterna, Messi possui ascendência italiana e espanhola, sendo bisneto de imigrantes da região central-norte do Adriático, Marche, na Itália. Seu sobrenome, por exemplo, é originário de Porto Recanati. Já por parte materna, sua ascendência é predominantemente italiana.
Messi demonstrava grande apego à bola desde criança, a ponto de se recusar a ir às compras com a família se não o deixassem levar uma bola. Criado em um ambiente familiar unido e apaixonado por futebol, Leo desenvolveu sua paixão pelo esporte desde cedo, jogando frequentemente com seus irmãos mais velhos, Rodrigo e Matías, e seus primos, Maximiliano e Emanuel Biancucchi, que também seguiram carreiras no futebol profissional.
“Ele sempre jogou por diversão e ficávamos felizes em vê-lo jogar, não porque achávamos que ele seria um grande sucesso, mas simplesmente porque ele gostava e jogava bem.”
Deu seus primeiros passos nas categorias menores do Abanderado Grandoli, um pequeno clube onde os outros membros da família já haviam jogado. Sua avó materna, Celia, desempenhou um papel fundamental em seus primeiros anos no esporte, levando-o e acompanhando-o aos treinos e jogos. No entanto, o garoto não duraria muito tempo na equipe: os pais o tiraram do clube após não os deixarem acompanhar um jogo do filho por falta de dinheiro para pagar os ingressos. Quando completou sete anos, ingressou então nas divisões menores do clube do coração, o Newell's Old Boys.
Em 1998, a avó materna de Lionel Messi, Celia Oliveira Cuccittini, faleceu quando ele tinha dez anos de idade, já nas categorias de base do Newell's. Após o falecimento de sua avó, Messi incorporou uma homenagem em suas celebrações de gol. Ele direciona o olhar para o céu e aponta os dedos indicadores para cima, um gesto que ele descreve como uma dedicação a Celia. Sobre essa homenagem, Messi declarou:
“Minha avó foi quem me levou a jogar futebol e que não viveu nada de tudo o que está acontecendo. Lá de cima, ela me ajuda e desfruta do que vivemos eu e minha família.”
Durante os seis anos em que jogou pelo Newell's, foi membro da "Máquina de '87", um time juvenil de Rosário, cujo nome fazia referência ao ano de nascimento de seus integrantes. Messi costumava entreter a torcida com dribles e jogadas de efeito durante o intervalo dos jogos em casa do time principal do Newell's.
“Ao vê-lo, você pensaria: esse garoto não sabe jogar bola. Ele é um anão, muito frágil, muito pequeno. Mas imediatamente você perceberia que ele nasceu diferente, que era um fenômeno e que se tornaria alguém impressionante.”
Porém, com onze anos, detectou-se um problema hormonal que retardava o desenvolvimento ósseo de Messi e, consequentemente, seu crescimento. Por um ano e meio, o tratamento de 900 dólares mensais, que consistia em injeções alternadas em cada perna toda noite, foi custeado pela fundação onde seu pai trabalhava, até que a fonte secou. Como o Newell's não quis custear a continuação do tratamento, o pai ofereceu o filho ao River Plate. O interesse do clube da capital fez com que o Newell's voltasse atrás, mas de forma insuficiente, oferecendo duzentos pesos ao mês.
O pai, então, decidiu apostar a sorte no exterior, também com o objetivo de poupar a família dos efeitos da crise econômica que atingia a Argentina. Uma prima da mãe de Jorge Messi residia em Lérida, na Catalunha, e acolheu a família Messi durante o período inicial. Nesse contexto, Lionel passou a ser observado por um olheiro do Barcelona, que o recomendou para realizar testes no clube. Com treze anos e medindo cerca de 1,40 metro, conseguiu se sair bem contra garotos até dois anos mais velhos, chamando a atenção dos avaliadores.
Recebeu o apoio de Josep María Minguella, o mesmo homem que trouxera Diego Maradona ao Barça, mas o presidente Joan Gaspart e o diretor desportivo Carles Rexach hesitavam em adquirir o jovem, uma vez que teriam de custear as despesas não só do tratamento, mas também da mudança familiar. O Barcelona só se convenceu após Rexach observar Messi, que estava no Infantil B, jogar pelo Infantil A contra uma equipe de jogadores bem mais velhos. Além de pagar pelo tratamento e pela mudança da família de Messi, o Barcelona também contrataria Jorge para ser informante.
“Eu o contratei em 30 segundos! Ele me chamou muita atenção. Em meus 40 anos de futebol, jamais havia visto coisa semelhante. De cinco situações de gol, converteu quatro. E tem uma habilidade excepcional. Me lembrou o melhor Maradona. Seu primeiro contrato eu assinei, simbolicamente, em um guardanapo. Queria contratá-lo o quanto antes. Não podia deixá-lo escapar.”
Em fevereiro de 2001, a família se mudou para Barcelona, onde se instalou em um apartamento perto do estádio do clube, o Camp Nou. Durante seu primeiro ano na Espanha, Messi raramente jogou pelos Infantiles devido a um conflito de transferência com o Newell's; como estrangeiro, ele só podia ser escalado em amistosos e no campeonato catalão. Sem futebol, ele teve dificuldades para se integrar ao time. Ele era reservado e tão quieto que alguns de seus companheiros de equipe inicialmente pensaram que ele era mudo. Ele sofreu de saudades de casa depois que sua mãe voltou para Rosário, enquanto ele ficou em Barcelona com seu pai.
Leo percorreu diversas categorias de base até alcançar o elenco profissional. Em 7 de abril de 2001, jogou sua primeira partida pelo Barcelona. Vestindo a camisa 9, marcou na vitória sobre o Amposta por 3–0. Na temporada 2003–04, o atleta atuou pelas equipes Juvenil B, Juvenil A, Barça C e Barça B. Durante o período de 2004–05, alternou sua participação entre o Barça B e o time principal, época em que também ocorreu suas primeiras convocações para a Seleção Argentina. Em 2005, Messi foi o destaque do Mundial Sub-20 pela Argentina, sendo eleito o melhor jogador e, após grande atuação no Troféu Joan Gamper contra a Juventus, foi integrado de forma definitiva ao elenco principal do Barcelona.