Lista telefônica(pt-BR) ou lista telefónica(pt) é uma publicação destinada à divulgação de informações sobre assinantes do serviço de telefonia.
Instrumento integrante da exploração do serviço telefônico, sua edição e comercialização foI por muito tempo de exclusiva responsabilidade da operadora do serviço de telecomunicações.
Basicamente uma lista telefônica é composta de três seções principais:
Lista de assinantes (por ordem de nomes)
Lista classificada (por produtos e atividades)
Lista de endereços (por logradouros)
Inventado o telefone em 1876 e disseminado o seu uso, logo se fez sentir a necessidade por parte de quem o possuía da relação de quem também o possuísse.
Surgiu então a primeira lista telefônica do mundo, publicada em 21 de fevereiro de 1878 pela Connecticut District Telephone Company em New Haven, estado de Connecticut, nos Estados Unidos. Ela possuía apenas 50 nomes de empresas, escritórios e demais assinantes que tinham um telefone. Esta lista não continha o número do telefone, mas somente a relação de assinantes.
Foi em 1880 em Massachusetts que passou-se a identificar os assinantes pelos números de telefone. Em 1883, em Shian De Laomi, no oeste americano, foi editada a primeira lista em páginas amarelas, sendo que em 1886 foi editada pela R.H. Donnelley Company em Chicago a primeira lista classificada, contendo a relação de assinantes ordenados por atividade.
E finalmente no ano de 1906 a Michigan State Telephone Company publicou um catálogo telefônico contendo a lista de assinantes impressa em papel branco e uma lista classificada, com publicidade dos assinantes, impressa em papel amarelo, formato esse consagrado com o tempo.
Em 1938 a AT&T encomendou a criação de um novo tipo de fonte, conhecido como Bell Gothic, com o objetivo de ser legível em tamanhos de fonte muito pequenos quando impresso em papel de jornal onde pequenas imperfeições eram comuns.
A história das listas telefônicas no Brasil faz parte, naturalmente, da história da telefonia no país. Em janeiro de 1881 foi instalada à Rua da Quitanda, no Rio de Janeiro, a Brazilian Telephone Company (Companhia Telefônica do Brasil), a primeira empresa de serviços telefônicos do país. Nesta mesma ocasião, a companhia publicou aquela que seria a primeira lista telefônica do Brasil, numa das páginas do Jornal do Commercio da edição do dia 21 de agosto de 1881, cujo original está na Biblioteca Nacional e que o Museu das Telecomunicações tem microfilmada.
Para procurar números de telefones, a população recorria aos anúncios publicados pelas empresas telefônicas em jornais. A inclusão das informações dos novos assinantes saía nos jornais a cada início de mês, informando números e endereços. Foi dessa forma que a Companhia de Telégrafos Urbanos (Ferdinand Rodde & Co.) publicou na edição do dia 8 de janeiro de 1884 no jornal A Província de S. Paulo, hoje O Estado de S. Paulo, a primeira lista telefônica da cidade de São Paulo, com 22 assinantes.
Com o aumento do número de assinantes, as listas deixaram de ser publicadas nos jornais e passaram a ser impressas pelas próprias empresas telefônicas. Passaram a existir catálogos e outras publicações que continham os números dos telefones, como os almanaques. A primeira em formato de catálogo foi editada em 1882 pela Brazilian Telephone Company com o título de "Guia do Viajante no Rio de Janeiro", com a relação dos então 414 assinantes.
Já a Companhia Telefônica Brasileira publicou sua primeira lista telefônica em 1918, quando ainda constituía a Rio de Janeiro and São Paulo Telephone Company. As listas telefônicas continuaram a ser editadas pelas próprias concessionárias de serviços telefônicos até 1946, principalmente pela CTB, a maior empresa do Brasil na época.
A partir de 1947 as listas telefônicas passaram a ser publicadas mediante contratação de terceiros. As listas tornaram-se mais sofisticadas e indispensáveis para os proprietários de linhas telefônicas. Até os móveis da época, como as mesinhas de telefone, tinham um compartimento para mantê-las sempre à mão. As listas já tinham algumas páginas coloridas, fotografias e muitos anúncios.
Em vista disso com uma participação acionária de 25% da CTB foi fundada no ano de 1946 a LTB-Listas Telefônicas Brasileiras pelo empresário G. J. Huber, antigo diretor do departamento de listas da CTB, que começou suas atividades como editora dos guias telefônicos do Rio de Janeiro. Nessa época Huber, em troca dos direitos exclusivos de vender anúncios, publicava gratuitamente a lista de assinantes e as Páginas Amarelas.
Em 1954 a CTB vendeu as suas ações, permitindo assim que a LTB, livre desse vínculo, publicasse listas