Longuinho (em latim: Longinus) é um santo da Igreja Católica. Na lista de santos da Igreja Católica, afirma-se que "São Longuinho é celebrado como o soldado que perfurou um dos lados do corpo de Jesus crucificado com uma lança", para certificar-se da sua morte. Logo após a morte de Jesus, teria se arrependido, convertido e posteriormente morrido como mártir por isso. No calendário católico, São Longuinho é comemorado no dia 15 de março.
Segundo compêndio católico da vida dos santos, São Longuinho foi o legionário romano que, com sua lança, perfurou o lado do corpo de Jesus crucificado, para certificar-se da sua morte.
A lança que transpassou Jesus mais tarde viria a ser conhecida como a Lança do Destino. Longuinho é referido como tendo sido o soldado romano que perfurou Jesus com uma lança (João 19,34), ou como o centurião que, na crucificação, reconheceu Cristo como "o Filho de Deus" (Mateus 27:54; Marcos 15:39; Lucas 23:47).
De acordo com os relatos dos Evangelhos, em razão de ao pôr do sol iniciar-se o shabat, para que os corpos dos condenados não profanassem o dia santo, as suas pernas deveriam ser quebradas para assim apressar a morte. Chegando a Jesus, viram que já estava morto, e para comprovar o óbito, um dos soldados perfurou-lhe o corpo com uma lança. A tradição popular identifica-o como o Centurião romano Cássio (Cassius).
De acordo com o Evangelho segundo João 19:34, "um soldado lhe atravessou o lado com uma lança, e imediatamente saiu sangue e água." Já os relatos não bíblicos dizem que esse líquido saído do corpo de Jesus teria respingado nos olhos do soldado, curando-o instantaneamente de uma grave doença ocular. O soldado, convertido, teria abandonado o exército romano, transformando-se num monge a percorrer a região de Caiseri e a Capadócia, na atual Turquia.
A tradição católica relata que Longuinho foi preso e torturado por causa de sua fé cristã, tendo a língua e os olhos arrancados. Foi canonizado, em 999, pelo Papa Silvestre II.
Na tradição popular, é invocado para encontrar objetos perdidos. A sua festa é comemorada pela Igreja Católica, no Brasil, em 15 de março. Na Igreja Ortodoxa, no dia 16 de outubro.
Na arte litúrgica, São Longuinho tem a sua figura representada por um soldado com uma lança apontada para os olhos ou ainda com os braços abertos, segurando uma lança.
Uma relíquia religiosa que se encontra em Viena, na Áustria, é reverenciada como sendo a lança de São Longuinho. Na Basílica de Santo André de Mântua, na Itália, encontra-se uma relíquia atribuída ao santo: o Sagrado Sangue de Jesus, trazido por São Longuinho ainda em vida.
Além de ser amplamente reconhecido como o “santo dos objetos perdidos”, São Longuinho é também lembrado por fiéis como intercessor em diversas outras situações. Relatos de devoção atribuem-lhe graças que vão desde a cura de enfermidades até a conquista de empregos e a solução de problemas cotidianos.
Glorioso São Longuinho, a vós suplicamos, cheios de confiança em vossa intercessão. Sentimo-nos atraídos a vós por uma especial devoção, e sabemos que nossas súplicas serão ouvidas por Deus Nosso Senhor, se vós, tão amado por Ele, nos fizer representar.
Vossa caridade, reflexo admirável, inclina-se a socorrer toda miséria, a consolar todo sofrimento, a suprir toda necessidade em proveito de nossas almas, e assegurar cada vez mais nossa eterna salvação, com a prática de boas obras e a imitação de vossas virtudes! Amém.
No Brasil, há uma crença popular de que São Longuinho auxilia a encontrar objetos perdidos. É só repetir:
São Longuinho, São Longuinho, se eu achar (nome do objeto perdido) dou três pulinhos.
Quando a pessoa encontra o objeto precisa cumprir a promessa em devoção ao santo.
Na Igreja Nossa Senhora da Escada, localizada em Guararema, fica exposta, em altar, a única imagem de São Longuinho que se tem registro no Brasil. Ela foi descoberta, dentro de um gaveteiro, durante uma das reformas do Templo , passando a atribuir diversos devotos e excursionistas. Além do altar principal, encontra-se, em uma mesa, imagens de São Longuinho como soldado romano, as quais foram confeccionadas com autorização do padre. Todos os anos, próximo ao dia 15 de março, a comunidade de Guararema organiza uma novena e festa em honra ao Santo.
Fora de Guararema, não se conhecem outras igrejas dedicadas exclusivamente a São Longuinho no Brasil. Entretanto, alguns templos preservam alusões a ele: por exemplo, em cidades com forte imigração italiana existem capelas do Calvário que incluem a cena do Longuinho perfurando Cristo, e em santuários como o de Congonhas-MG (Bom Jesus de Matosinhos) há representações dos algozes de Cristo onde Longuinho pode ser identificado.
No espiritismo, há a revelação no livro Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho, obra mediúnica psicografada pelo médium mineiro Chico Xavier e assinada pelo espírito Humberto de Campos, publicada no ano de 1938 pela Federação Espírita Brasileira, que Longuinho reencarnou como D. Pedro II, segundo e último imperador do Brasil.