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Louise Cardoso

Atriz brasileira

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Louise Ferreira Cardoso (Rio de Janeiro, 17 de abril de 1955) é uma atriz de cinema, teatro e televisão brasileira. Em uma carreira de mais de cinco décadas, destacou-se em performances dramáticas e cômicas, tendo sido por duas vezes vencedora dos prêmios APCA, Candango e LABRFF.

Estreou na televisão no final da década de 1970, atuando em um dos episódios do Caso Especial. A partir disso, tornou-se um dos principais nomes jovens da Rede Globo, atuando em novelas como Marron Glacé (1979–1980), Champagne (1983–1984), e em minisséries como O Tempo e o Vento (1986). Em 1986, ganhou destaque interpretando a vilã Daniela na novela das 19h, Cambalacho. Por sua interpretação na minissérie O Primo Basílio (1988), venceu seu primeiro APCA. No final da década de 1980, – já amadurecida e consolidada como atriz –, surpreendeu a crítica e o público ao enveredar para o humor, tornando-se um dos principais nomes do humorístico TV Pirata durante os dois primeiros anos do programa. Posteriormente, voltou a atuar em novelas e minisséries como Mico Preto (1990), Força de um Desejo (1999), Páginas da Vida (2006), Insensato Coração (2011) e Além do Tempo (2015–2016). Em 2024, viveu a versão mais velha da personagem Mônica na série Turma da Mônica - Origens.

Simultaneamente à televisão, Louise construiu uma sólida e prolifera carreira no cinema, estreando em 1977 com O Seminarista. Posteriormente, destacou-se em outros títulos como Se Segura, Malandro! (1977), O Coronel e o Lobisomem (1979), Cabaret Mineiro (1980) e Os Vagabundos Trapalhões (1982). Em 1986, venceu seu primeiro Candango por sua interpretação como lésbica no filme Baixo Gávea. No ano seguinte, atuou em um dos principais e mais marcantes de sua carreira, Leila Diniz, interpretando a atriz homônima e vencendo seu segundo Candango. Posteriormente, vieram papéis em filmes como Sonhos de Menina-Moça (1990), Matou a Família e Foi ao Cinema (1991), Gaijin - Ama-me como Sou (2005), Uma Quase Dupla (2018), Tudo Bem No Natal Que Vem (2021) e O Clube das Mulheres de Negócios (2024).

Francisco de Assis Stolze Cardoso, pai de Louise Cardoso assistiu a um filme com Maurice Chevalier. Encantado com uma música da trama, chamada Louise, prometeu a si mesmo que se tivesse uma filha lhe daria o nome da música.

Louise tem um único irmão, dois anos mais novo, de nome Wagner, o compositor que Francisco Cardoso mais apreciava. A paixão da atriz por música vem do pai dela. O que ela mais gosta de fazer em teatro é musical. Toda sua família por parte de mãe fazia teatro em Santana de Sapucaí, atual Silvianópolis no Sul de Minas.

O gosto pela leitura a levou ao curso de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Porém desistiu da faculdade seis meses antes de concluir o curso. O pai lhe deu um conselho que fundamentou sua decisão: "Você é atriz. Por que vai querer um diploma de Letras?".

Louise fez parte de um conjunto musical quando era adolescente. Com quatro amigas formava a banda The Snakes, seguindo os passos do irmão. Tocavam mal, mas o fato de serem bonitinhas facilitava na hora de conseguir apresentações. Era o auge dos Beatles e a atriz era beatlemaníaca de carteirinha. John Lennon era seu beatle preferido. Assistiu ao filme Os Reis do Iê, Iê, Iê (1964) trinta e seis vezes.

Formada pelo Teatro Tablado sob a direção de Maria Clara Machado, lá participou como atriz de vários espetáculos, dentre eles, o sucesso Pluft, o Fantasminha, com texto e direção de Machado. Recebeu o prêmio de revelação como atriz em 1975 por O Dragão, ainda no Tablado. Deu aula por doze anos no Tablado. No teatro fez ainda inúmeros espetáculos, dentre eles, A Mente Capta, de Mauro Rasi, com direção de Wolf Maia, Um Bonde Chamado Desejo, de Tennessee Williams, com direção de Maurice Vaneau, Fulaninha e Dona Coisa, de Noemi Marinho, com direção de Marco Nanini, e Velha é a Mãe, com direção de João Fonseca e texto de Fábio Porchat.

Na televisão tem grande destaque pela sua atuação nas telenovelas: Mico Preto, Cambalacho, Força de um Desejo, Como uma Onda, Páginas da Vida, Sangue Bom e Além do Tempo. Mas seu sucesso maior foi na série TV Pirata, onde mostrou dom para o humor com vários personagens hilariantes.

Depois de uma estripulia na escola a diretora a colocou como responsável pelo teatro do local. A missão era encenação algo toda sexta-feira. Suas adaptações para o teatro começaram a dar certo e ela passou a se dedicar completamente àquela atividade. Em 1970 entrou para o teatro Tablado, onde tinha aulas com Maria Clara Machado.

Em 1975 na peça O Dragão, dirigida por Maria Clara, Louise fez o papel de um gato. Arrumou um gato de verdade que batizou de Tati e ficava o dia inteiro com ele imitando os movimentos. A intenção era que o gato a enxergasse como um felino também. Com os treinos o gato passou a atacar Louise. A peça foi traduzida por Maria Julieta, filha de Carlos Drummond de Andrade. Com o Dragão ganhou o prêmio de atriz revelação.

Certo ano, Maria Clara ficou doente e nomeou Louise Cardoso a nova professora. Com quatro anos de Tablado lecionava para alunos praticamente da idade dela. Deu aulas para alunos como Miguel Falabella, Patrícia Travassos, Drica Moraes, Malu Mader, Luís Carlos Tourinho, Maria Padilha, Lúcia Veríssimo, Patrícia Pillar, Luíza Tomé, Felipe Camargo.

Em 1976 saiu do Tablado para participar de Asdrúbal Trouxe o Trombone e trabalhar com Ziembinski.

Estreou no Teatro profissional, em 1976, com a peça O Quarteto. Louise interpretava uma garota do subúrbio que se envolvia com um homem muito mais velho, papel de Ziembinski. O Quarteto chegou a ser censurada, pois havia cenas picantes entre a garota e o homem mais velho.

Também em 1976 fez A Gata Borralheira, de Maria Clara Machado e dirigida por Wolf Maia. A personagem-título era interpretada por Lucélia Santos.

Em 1979 participou de A Feira Livre, peça de Plínio Marcos direção de Emiliano Queiroz, que era narrado em vinte e nove músicas que os atores cantavam e dançavam: as coreografias era da uruguaia Graciela Figueroa. Plínio assistiu ao espetáculo no Teatro Opinião.

Foi convidada por Marco Nanini para fazer parte da peça Fulaninha e Dona Coisa e acabou sendo uma das produtoras do espetáculo. Foi a primeira peça que produziu, e ficou em cartaz por três anos. Depois foi Neuza Sueli na peça Navalha na Carne de Plínio Marcos.

Os trinta anos de carreira completados em 2007 foram comemorados com a peça Mãe Coragem e seus Filhos, de Bertolt Brecht. Houve montagem do espetáculo no Rio e em Brasília e também no Festival de Curitiba.

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