Neste Dia

Luís VII de França

Luís VII (Paris, 1120 – Saint-Pont, 18 de setembro de 1180), também chamado de Luís, o Jovem, foi o Rei dos Francos de 1

Anúncio

Luís VII (Paris, 1120 – Saint-Pont, 18 de setembro de 1180), também chamado de Luís, o Jovem, foi o Rei dos Francos de 1137 até à data da sua morte. Era filho do rei Luís VI e de sua esposa Adelaide de Saboia. Ele casou-se com Leonor da Aquitânia, uma das mais poderosas e ricas mulheres da Europa. Ela trouxe consigo o vasto Ducado da Aquitânia como parte de seu dote, temporariamente estendendo as terras capetianas até aos Pirenéus. Porém, a união foi anulada em 1152 quando nenhum herdeiro foi produzido.

Leonor imediatamente casou-se com Henrique Plantageneta, Conde de Anjou, após a anulação, com quem deu a Aquitânia e teve cinco filhos. Henrique ascendeu ao trono inglês em 1154 e governou um grande império, marcando o início da longa rivalidade entre a França e a Inglaterra.

Durante o reinado de Luís foi fundada a Universidade de Paris e teve a desastrosa Segunda Cruzada. Ele e seu conselheiro Abade Suger tentaram uma maior centralização do poder e eram a favor do desenvolvimento da arquitetura gótica francesa, notavelmente na construção da Catedral de Notre-Dame. Luís morreu em 1180 e foi sucedido por seu único filho homem, Filipe II.

Luís VII foi o segundo filho do rei Luís VI de França com Adelaide de Saboia, e por isso foi educado para seguir a carreira eclesiástica. Grande parte da sua juventude foi passada em Saint-Denis, onde aprendeu a confiar e a valorizar as opiniões do abade Suger, que seria um bom conselheiro durante os primeiros anos do seu reinado.

Homem educado e excepcionalmente devoto, tornou-se inesperadamente no herdeiro do trono, para a qual tinha menos talento, com a morte acidental do seu irmão Filipe em 13 de outubro de 1131, em consequência de uma queda de cavalo. A 25 de outubro foi sagrado rei e coroado em Reims pelo Papa Inocêncio II. Depois da morte do seu pai foi novamente coroado em Bourges, a 25 de dezembro de 1137 quando ele tinha apenas 17 anos de idade ainda adolescente.

Casamento com Leonor da Aquitânia

Antes de morrer, Luís VI tinha organizado o casamento do filho com Leonor, a herdeira do ducado da Aquitânia (1122–1204), filha de Guilherme X de Poitiers e de Leonor de Châtellerault. O casamento teve lugar em Bordéus, a 25 de Julho de 1137, com vantagens para ambos os noivos.

Na conflituosa época dos nobres salteadores que assolavam o país, aterrorizando as populações e os domínios vizinhos, Leonor obteve a protecção necessária para o seu ducado. Luís quase que triplicou os domínios da coroa, uma vez que a sua noiva era senhora da Aquitânia, Gasconha, Poitou, Auvérnia, Bordéus, Agen, Saintonge, Limusino, Angoumois e Dordonha – o equivalente a 19 departamentos franceses actuais.

O carácter do rei, devoto, ascético, ingénuo, rude e pouco vigoroso, não combinava com a sua forte, inteligente, refinada e sensual noiva, apesar de durante dez anos parecerem viver sem sérios conflitos. A união, da qual nasceram duas filhas, Maria Capeto e Alice Capeto, estava condenada ao fracasso. É atribuída uma declaração a Leonor: que pensava ter-se casado com um rei, mas descobrira que se casara com um monge.

Aumento da influência da coroa

Luís VII afastou a sua mãe da corte mas manteve os conselheiros do pai, dando particular importância ao abade Suger de Saint-Denis. Seguiu a política de Luís VI, continuando a tentar aumentar os domínios da coroa. No ano da sua coroação e do seu casamento, começaram os trabalhos de construção da basílica de Saint-Denis, a partir da igreja já existente no local.

Fez múltiplas concessões às comunas rurais, encorajou a reclamação das terras e favoreceu a emancipação dos servos. Obteve o apoio das cidades ao lhes outorgar forais à burguesia (Étampes, Bourges) e desenvolvendo as dos seus domínios (Reims, Sens, Compiègne, Auxerre). Apoiou por fim a eleição de bispos dedicados ao poder real.

A partir de Maio de 1141, o rei entrou em conflito com o conde Teobaldo II de Champanhe (que é também Teobaldo IV de Blois) e o papa Inocêncio II devido à investidura do bispado de Langres, no qual desejava impor um monge da abadia de Cluny contra o candidato Bernardo de Claraval. Permitiu que Raúl I de Vermandois, senescal de França, repudiasse a sua esposa, sobrinha de Teobaldo II, para casar com Petronilha da Aquitânia, irmã da rainha de França.

Opôs-se novamente ao papa ao tentar impor o seu candidato ao assento de Bourges em 1141 contra Pierre de la Châtre, sustentado por Inocêncio, jurando pelas santas relíquias que enquanto vivesse, Pierre não entraria em Bourges. O papa acabou por excomungar Luís VII e colocar o reino sob interdicto (o equivalente à excomunhão, aplicado a um território). O candidato papal refugiou-se no Condado de Champanhe, que o rei invadiria em dezembro de 1142. Em janeiro de 1143, as suas hostes incendiaram Vitry-en-Perthois, incluindo a sua igreja, na qual se tinham refugiado mais de mil habitantes da vila, que aí pereceram.

Com a culpa deste acto pesando na sua consciência, e humilhado pelo repúdio eclesiástico, Luís admitiu a derrota, removendo o seu exército de Champanhe, devolvendo as terras a Teobaldo, aceitando Pierre de La Châtre e afastando-se de Raúl e Petronilha. Para resolver definitivamente a questão, o Jovem assinou o tratado de Vitry com o conde Teobaldo II no Outono de 1143, aceitando a eleição do candidato papal para levantar o interdicto do reino, e a 22 de abril de 1144 participou da conferência de Saint-Denis para encerrar o conflito entre a Santa Sé e a França. Como parte do acordo, Luís VI aceitou, contra a vontade do abade Suger, participar da Segunda Cruzada, pregada por São Bernardo.

Ao mesmo tempo, o conde Godofredo V de Anjou concluía a conquista da Normandia. Em troca de ser reconhecido duque da Normandia pelo monarca francês, cedeu-lhe metade da Vexin — uma região vital para a segurança Normanda. Considerada uma jogada inteligente de Luís na época, esta acção acabaria por se tornar em mais um passo importante na construção do poder angevino.

No Natal de 1145 o rei anunciou a sua decisão de partir em Cruzada para defender os estados cristãos da Palestina, ameaçados pelos turcos seljúcidas que invadiram o condado de Edessa em 1144, perpetrando o massacre dos cristãos. Na Páscoa de 1146 tomou a cruz, juntamente com vários barões, na assembleia de Vézelay. O governo do país ficou nas mãos do seu irmão Henrique, arcebispo de Reims, do inevitável abade Suger de Saint-Denis e do seu primo, o senescal Raul I de Vermandois.

A 11 de junho de 1147, rei e rainha partiram para a Segunda Cruzada, à frente de 300 cavaleiros e de um poderoso exército, seguidos pouco a pouco por dezenas de milhares de peregrinos. Iniciaram a marcha a partir de Metz, passando pelo vale do rio Danúbio, onde se lhes juntaram as forças do imperador Conrado III da Germânia e juntos tencionavam atravessar para a Ásia Menor passando por Constantinopla, onde chegaram a 4 de Outubro.

Anúncio

Em breve no aplicativo World in Stories

Áudio, download offline, sem anúncios e muito mais.

Conhecer Premium
Luís VII de França | World in Stories