Lucía Leticia Méndez Pérez (León, 26 de janeiro de 1955) é uma atriz, cantora, e empresária mexicana-estadunidense. Como atriz e cantora, ficou conhecida no princípio dos anos 70, mas teve o seu auge na década de 80, e segue vigente em 5 décadas de carreira.
Lucía foi nomeada como "El rostro de El Heraldo de México", título dado para mulheres bonitas e bem sucedidas do México, outorgado pelo jornal El Heraldo de México de 1972 até 2001. A partir desse momento, surgiram propostas para o mundo das telenovelas.
Realizou sua primeira atuação na televisão ao lado de Angélica María em "Muchacha Italiana Viene a Casarse" (1972). Sua primeira personagem importante numa telenovela foi em "Paloma" juntamente a Andrés García e Ofelia Medina, em 1975, e no mesmo ano recebeu o prêmio "Calendario Azteca" como revelação na televisão, outorgado pela Asociación de Periodistas de Radio y Televisión (AMPRYT) do México, e graças a isso, obteve sua primeira protagonista na telenovela "Mundos Opuestos", em 1977, no papel de "Cecilia". Seu primeiro grande êxito a nível internacional foi telenovela "Viviana" em 1978, ao lado de Héctor Bonilla, exibida em 1984, 1987 e 1991 no SBT. Depois veio a inesquecível "Colorina", de 1980, cujo tema musical foi composto pelo cantor e compositor espanhol Camilo Sesto, que desde então foi produtor de grandes êxitos com músicas de sua autoria cantadas por Lucía; essa foi uma telenovela de grande polêmica para a sociedade da época. Esta telenovela conseguiu o impensável, paralisar a Cidade do México, de acordo com a revista People en español é considerada uma das 10 melhores telenovelas da história incluindo no programa Noticiero 24 Horas do México, seu titular Jacobo Zabludovsky preguntava: Quem é o filho de Colorina?.
Dois anos mais tarde ela atuou em "Vanessa" de 1982 ao lado de Rogelio Guerra, onde o final da trama foi inesperado e muito discutido no meio, a protagonista morreu.
Devido ao seu sucesso o Museu de Cera de Hollywood em 1984, deu-lhe o privilégio de ser a primeira artista latina a ter a sua estátua no lugar. A comunidade hispana de Miami otorgou sua "Estrela" no "Calçada da Fama, na Rua 8", sua cidade natal em Guanajuato, León lhe consede o reconhecimento "Arlequim de bronze". A Asociação da República Dominicana de Cronistas de Arte (Acroarte) lhe entrega em 2005 o prêmio "Casandra Internacional" como reconhecimento a sua carreira.
Na telenovela "Tú o Nadie" em 1985 ela atuou ao lado de Andrés García e Salvador Pineda; onde temas tocados sobre polícia, Lucía Méndez se consolida como uma das melhores atrizes da época. Receber o prêmio de melhor atriz, concedido pela Associação de Críticos de Entretenimento de Nova York (ACE) em Nova York por seu trabalho nesta telenovela e também lhe deu reconhecimento mundial, sendo vista em lugares que nunca imaginou ser: Rússia, Brasil, Líbano, França, Itália, Japão, entre outros países e cujos temas musicais de entrada "Corazón de piedra/Don corazón" interpretados por ela e incluidos em seu disco "Solo una mujer", lhe deram a oportunidade de ser nomeada ao Grammy americano em 1985, na categoria "Best Latin Pop Performance. Também recebereu o prêmio em 1986 ACE Award na categoria geral de Programas de Televisão TV especial do ano, intitulada "Especial Lucía Méndez" no Canal 41.
"El Extraño Retorno De Diana Salazar" de 1988; foi uma telenovela como algo de outro mundo, segundo declarações da atriz que recebeu outro ACE Award como melhor atriz de 1989, ela ganhou também pela melhor telenovela em produção de televisão do mesmo ano, o tema de sua promoção: "Uma alma perdida" foi escrito especialmente pelo compositor mexicano Juan Gabriel, Lucía Méndez interpreta o que foi mudado mais tarde para o tema "Morrer um pouco", o que resultou em mais um recorde de grande sucesso discográfico. Essa telenovela marcou a estréia no México, e é a única obra sobre o autor de telenovelas da Argentina "Jorge Martinez" que também apareceu no vídeo de Lucía chamado "Yo no se quererte más".
Em 1987 ela obteve a distinção de "Mister Amigo" da comunidade de Brownsville, no Texas, por ser a artista do ano.
Já no ano de 1990, grava la telenovela "Amor De Nadie" ao lado de Fernando Allende; a primeira telenovela que toma o tema do Sida e leva suas locações fora do México, visitando países europeus, sob a produção de Carla Estrada. Esta telenovela apresentou a estreia de Saúl Lisazo e de Bertín Osborne no México.
Em 1992, com a premissão da Televisa ela muda para Miami, para atuar em telenovelas da rede de televisão hispana Telemundo grava a telenovela "Marielena"; e alcança sucesso nos Estados Unidos, conseguindo um ser um evento dentro da comunidade latino-americana para consolidar-se como a atriz de telenovela mais querida, o tema musical, "Se acabó" se tornou um enorme sucesso, o que gerou a trilha sonora da telenovela algo inovador para a época. "Marielena" foi transmitida no México no ano de 1994 na televisão TV Azteca, então por isso "Marielena" é a razão pela qual a Televisa decide vetar Lucía Méndez, que durou 15 anos. Este trabalho proporcionou um outro prêmio "ACE" da crítica de Nova York em 1993 como o Figura Femenina do Ano, obtém no mesmo ano, o "ACE na categoria Melhor Performance Feminina Variedades da Noite.
Em 1994, na Telemundo protagoniza no México e em Porto Rico a telenovela "Señora Tentación". Já em 1996, para a grande surpresa de todos, Lucía Méndez regresa ao México firmando um contrato por cinco anos com a TV Azteca.
Em 1998, gravou "Tres Veces Sofía" ao lado de Omar Fierro. Sua atuação que lhe valeu receber novamente o Premio "ACE" da crítica de Nova York em 1999 como Figura Internacional Femenina do Ano.
No ano de 2000, realiza a telenovela "Golpe Bajo" junto a Rogelio Guerra, Salvador Pineda, Margarita Isabel e Javier Gómez.
Lucía començou sua carreira cinematográfica em 1972 no filme "Cabalgando a la Luna" conmRodolfo de Anda e Valentín Trujillo, em seguida "El Hijo del Pueblo" em 1973 com Vicente Fernández e Sara García, posteriormente em 1974 "El Desconocido" com Valentín Trujillo e Fernando Allende; também realizou "Juan Armienta el Repatriado" novamente com Vicente Fernández. Em 1975, o "Ministro y Yo" com Cantinflas, no mesmo ano fez "Más Negro que la Noche" com Claudia Islas, Susana Dosamantes e Helena Rojo. Em 1976 veio "Los Hijos de Sánchez" com Anthony Quinn, Dolores del Río e Katy Jurado.
Obteve a "Diosa de Plata" do cinema mexicano por sua intervenção em "El Desconocido", otorgado pelos Jornalistas Cinematográficos do México, A.C. na categoría "Revelação femenina"
Nesta década, mostra que o seu impacto foi tal que o público paga para vê-la atuar, embora pudesse fazê-lo gratuitamente na televisão, provas de quais foram grandes sucessos de caixa:
“La Ilegal" de 1979 junto a Fernando Allende e Pedro Armendáriz Jr..
"Los Renglones Torcidos de Dios" de 1982 no papel de Alicia, com a atuação de Gonzalo Vega, Mónica Prado e Alejandro Camacho, baseada na obra de Torcuato Luca de Tena; por esta participação recibeu o reconhecimento como "Maior bilheteria" do cinema mexicano, dado pela Cámara Nacional da Industria Cinematográfica.