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Lucas Di Grassi

Piloto de corridas brasileiro

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Lucas Tucci Di Grassi (São Paulo, 11 de agosto de 1984) é um automobilista brasileiro que atualmente compete na Fórmula E pela equipe Lola Yamaha ABT. Está na categoria desde sua temporada inaugural, em 2014–15, tendo passagens pelas equipes Audi ABT, Venturi e Mahindra. Foi campeão da Fórmula E na temporada 2016-17 com a equipe ABT Schaeffler Audi Sport. Anteriormente, o piloto competiu na Fórmula 1 em 2010 pela equipe Virgin Racing, sendo o 30º brasileiro a correr na categoria. Foi vice-campeão do Campeonato Mundial de Endurance da FIA de 2016 pela Audi. É membro da Mensa Brasil.

Lucas Tucci Di Grassi é natural de São Paulo, sendo filho do empresário Vito Di Grassi e da artista plástica Leila Tucci Di Grassi. Lucas é neto de italianos que imigraram para o Brasil ainda na infância. Ele estudou no Colégio Santa Cruz, cursou Economia na Faculdade IBMEC e fez OPM (Owner/President Management) em Harvard.

Em novembro de 2013, Lucas se casou com a designer Bianca Diniz Caloi, neta do empresário Abílio Diniz e trineta do fundador da Caloi. Em 3 de julho de 2018, o casal teve seu primeiro filho, Leonardo, nomeado em homenagem ao artista e inventor Leonardo da Vinci. Em fevereiro de 2021, nasceu Beatriz, a segunda filha do casal. Atualmente, a família reside em Mônaco.

Em 2017, Di Grassi se tornou CEO da Roborace, categoria de carros totalmente autônomos. Ele também é fundador e CEO da EDG, startup de bicicletas elétricas. Em novembro desse mesmo ano, ele lançou um modelo chamado EDG Niobium e-Bike.

Di Grassi é Embaixador do Programa para o Meio Ambiente da ONU desde 2018. Ele participa de eventos e dá palestras e entrevistas onde defende medidas para a proteção do meio ambiente, especialmente o combate à poluição e a defesa da eletrificação dos meios de transporte. Di Grassi também defende o estado mínimo, os programas de distribuição de renda e a renda universal básica. O piloto já teceu críticas ao PT e chegou a afirmar ter votado em Jair Bolsonaro, mas depois, o criticou por suas tentativas de construir um autódromo no Rio de Janeiro e por não investir em tecnologias sustentáveis. Atualmente, Di Grassi busca se distanciar da polarização política, embora tenha afirmado em 2024 que a política o "deixa muito emotivo", mas que ele "não trabalharia com ela".

Iniciou a carreira no kart, em 1997, então com 13 anos de idade, graças a influência do seu pai, Vito. Os bons resultados não demoraram a surgir: no mesmo ano foi campeão bandeirante e campeão paulista do interior, vencendo todas as corridas. No ano seguinte, Lucas foi campeão sul-americano com a equipe Roda Motors na Argentina. Ainda no kart, conquistou o título pan-americano em 2000.

Em 2002, veio o vice-campeonato brasileiro da Fórmula Renault, com Di Grassi ficando sete pontos abaixo de Sérgio Jimenez. Em 2003, participou da Fórmula 3 Sul-americana com a Avellone, onde foi vice-campeão, perdendo para Danilo Dirani.

Em 2005, venceu o tradicional e cobiçado GP de Macau de Fórmula 3, repetindo o que já haviam feito os brasileiros Ayrton Senna e Maurício Gugelmin, e quebrando um jejum de vitórias brasileiras que durava vinte anos. Para sair com a vitória, Lucas superou, entre outros, o polonês Robert Kubica e o alemão Sebastian Vettel.

Em 2006, transferiu-se para a GP2 Series com a equipe Durango, onde somou oito pontos e terminou em décimo sexto. Suas boas atuações na temporada de estreia, mesmo com um carro muitíssimo limitado, chamaram atenção das equipes maiores. Após o término do campeonato, fecha contrato com a equipe bicampeã, ART Grand Prix, para a temporada 2007, tendo entre seus companheiros seu futuro rival da F-E Sébastien Buemi. O brasileiro conquistou sete pódios, incluindo sua primeira vitória no Istanbul Park, que chegou a colocá-lo na liderança do campeonato. Mas ele terminou com o vice, perdendo o título para o alemão Timo Glock, da iSport.Em 2008, Di Grassi retornou para competir na GP2 Series a partir da sétima etapa da competição, e mesmo assim, teve seis pódios, incluindo três vitórias. Ele terminou na terceira colocação, a dois pontos do vice-campeão Bruno Senna e a dez do veterano campeão Giorgio Pantano.

Em 2009, continuou competindo na GP2 Series pela equipe espanhola Racing Engineering, pela qual o italiano Giorgio Pantano conquistou o título em 2008. Contudo o carro de 2009 não parecia ser competitivo o bastante, sofrendo constantes problemas mecânicos e excessivo desgaste de pneus. Mesmo assim Lucas terminou o campeonato na terceira colocação.

Em 2004, aos 19 anos, Lucas foi escolhido entre cerca de 100 jovens pilotos de todo o mundo, para fazer parte do programa de desenvolvimento de jovens pilotos da equipe Renault de Formula 1, no qual permaneceu por 4 anos.

Em 2008, assume a condição de piloto de testes da equipe Renault, tornando-se reserva imediato dos titulares Fernando Alonso e Nelsinho Piquet. Ele participou de testes, guiando o Renault R28 em maio no Circuito Paul Ricard. Em setembro de 2008, Di Grassi esteve na sessão de testes com a Renault em Jerez, e o brasileiro impressionou ao atingir o terceiro melhor tempo. Após sua excelente temporada na GP2 e seus bons desempenhos nos testes, ele chegou a ser cotado para substituir o compatriota Piquet Jr. em 2009, mas a equipe acabou escolhendo o francês Romain Grosjean, que além de tomar a vaga de reserva de Di Grassi, também substituiu Nelsinho na equipe no decorrer da temporada.

Di Grassi chegou a testar o carro da Honda, na Espanha, junto com o conterrâneo Bruno Senna, sendo especulado que ele competisse na equipe em 2009. No entanto, com o fim das atividades da Honda na Fórmula 1, Lucas acabou sem chances de subir para a categoria principal do automobilismo com a equipe japonesa.

Em novembro, Di Grassi retornou ao circuito espanhol para mais uma sessão de testes com a Renault, juntamente com Bertrand Baguette e Ho-Pin Tung.

No dia 10 de dezembro de 2009, a imprensa ao redor do mundo confirmou o contrato de Lucas com a Manor Grand Prix, e no dia 11 de dezembro do mesmo ano, o próprio piloto, a convite da Rede Globo de Televisão deu a notícia de seu contrato ao vivo no programa Globo Esporte. Segundo Lucas, esta equipe era a que possuía a melhor estrutura e maior chance de destaque entre as equipes novatas. A equipe Manor Grand Prix passou a se chamar Virgin Racing, empresa de Richard Branson, proprietário da Virgin Records que atua na indústria fonográfica. O Virgin Group já estava envolvido na Fórmula 1 desde o início de 2009, patrocinando a Brawn GP, que se tornou a equipe Mercedes GP em 2010. E no dia 15 de dezembro de 2009, Lucas foi confirmado oficialmente pela equipe Virgin Racing como titular para 2010, formando dupla com o alemão Timo Glock, que foi seu rival na GP2 em 2007.

Di Grassi fez uma boa temporada, dentro da possibilidades que carro e equipe lhe ofereciam. Ao longo do ano, abandonou oito das dezenove provas, mesmo número de abandonos que seu experiente companheiro de equipe, quase sempre por quebras no problemático VR-01. Além disso, teve um carro nas mesmas condições do companheiro em apenas 4 das 19 provas, ainda assim conseguindo muitas vezes andar no mesmo ritmo, ou até superá-lo. Não chegou a largar no Grande Prêmio do Japão e sua melhor posição de chegada foi uma 14° colocação no Grande Prêmio da Malásia, a três voltas do vencedor Sebastian Vettel. Terminou a temporada em 24º, sem nenhum ponto, mas uma posição à frente do companheiro de equipe Glock.

Seu contrato não foi renovado pela equipe Virgin, que priorizou os patrocinadores trazidos pelo belga Jérôme d'Ambrosio, com Di Grassi dizendo que "o dinheiro falou mais alto na Virgin", e que achava "uma pena" que as vagas das equipes de F1 estivessem "sendo vendidas". Lucas procurou vagas em outros times sem sucesso, então, o piloto afirmou tentar uma vaga de piloto de testes para 2011 e tentar voltar a ser titular em 2012.

No dia 8 de abril de 2011, Di Grassi foi confirmado como piloto de testes da Pirelli, fornecedora oficial de pneus da Fórmula 1. Na fábrica italiana, o paulistano entrou no lugar do espanhol Pedro de la Rosa, visando desenvolver os pneus para a F1 em 2012. Segundo o próprio piloto, isso poderia ter sido uma vantagem em um possível retorno à categoria, uma vez que estava conseguindo muitas informações sobre os pneus. Mas esse retorno acabou não se concretizando.

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