Lucas Rodrigues Moura da Silva (São Paulo, 13 de agosto de 1992) é um futebolista brasileiro que atua como meia-atacante ou ponta. Joga pelo São Paulo.
Começou sua carreira na escolinha do ex-jogador Marcelinho Carioca em Diadema, lá passou a ser chamado de Marcelinho devido a fisionomia parecida com o ex-jogador. Seis meses depois ele teve uma breve passagem pela escolinha do SERC Santa Maria em São Caetano do Sul, que agora se chama Craques do Futebol sob comando do treinador Dirceu Gabriel Couto.
Aos dez anos de idade, Lucas foi para o Corinthians, onde permaneceu nas categorias de base durante três anos, até completar 13 anos de idade. No mesmo momento em que chegou ao Corinthians, foi convidado pelos dirigentes do São Paulo para fazer parte das categorias de base do Tricolor.
Durante esse período os pais do jogador passaram a ficar preocupados com a rotina do filho, pois temiam a queda do rendimento escolar e também do rendimento como jogador. Lucas estudava no período da manhã e treinava no período da tarde. Na companhia dos pais, o jogador tinha que pegar dois ônibus para ir e mais dois ônibus para voltar, chegando em casa somente à noite. Os pais também ficaram preocupados com o método de aquisição de massa muscular.
Preocupados com a rotina diária e com o método utilizado para o fortalecimento físico do seu filho, os pais do jogador foram atrás dos dirigentes corintianos. Pediram para que o seu filho tivesse o acompanhamento de um nutricionista - para que o jogador pudesse ganhar massa muscular corretamente; também pediram para arranjar uma escola que fosse próxima do clube e um alojamento para evitar que o jogador se sobrecarregasse demais e pudesse correr o risco de ter uma queda no seu rendimento escolar e também no futebol. Posteriormente seu pai revelou em uma entrevista que na época os dirigentes responderam: "agora não podemos ver isso".
Esperou por uma solução durante três anos, mas sempre recebeu dos dirigentes a mesma resposta. Com o término do contrato com o Corinthians o pai do jogador foi convidado a visitar o CT do São Paulo em Cotia. Ele ficou satisfeito com o método de trabalho nas categorias de base e também pelo fato que o clube também exigia que os jogadores da base, tivessem um bom desempenho escolar.
Lucas chegou ao São Paulo aos 13 anos de idade, ainda conhecido como Marcelinho. Ainda na primeira semana que Lucas começou a treinar no seu novo clube, o pai do jogador acabou passando novamente pela mesma situação que havia passado anteriormente - quando Lucas chegou ao Corinthians, os dirigentes do São Paulo haviam feito um convite para que o jogador treinasse nas categorias de base do tricolor. Porém desta vez a situação era a inversa do que havia acontecido antes - desta vez foram os dirigentes do Corinthians que convidaram para que o jogador voltasse a treinar nas categorias de base do time alvinegro. O pai do jogador fez a mesma escolha quando isso aconteceu pela primeira vez e acabou optando pela permanência do seu filho no time em que estava treinando.
Logo após chegar ao clube, o jogador teve um crescimento no desempenho do seu futebol e ainda no primeiro ano, Lucas foi campeão paulista da sua categoria atuando pelo seu novo clube. Permaneceu atuando nas categorias de base do clube até chegar à faixa etária dos jogadores que disputam a Copa São Paulo de Futebol Júnior.
Depois de ser campeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2010, onde teve atuações de destaque, que acabaram fazendo com que o técnico do São Paulo tivesse interesse e acabou sendo integrado no elenco profissional do São Paulo no mês de agosto do mesmo ano, através do técnico Sérgio Baresi. Porém ainda sob o comando de Ricardo Gomes, o jogador não teve oportunidade de estrear profissionalmente.
Estreou profissionalmente no jogo contra o Athletico Paranaense na Arena da Baixada, no dia 8 de agosto de 2010, partida essa que terminaria empatado, ao entrar no decorrer da partida, sob o comando do técnico Milton Cruz — que fazia sua primeira partida como técnico interino, após a demissão do técnico Ricardo Gomes. Foi titular pela primeira vez no jogo contra o Vasco da Gama, no dia 25 de agosto no Morumbi; desta vez sob o comando de outro técnico interino Sérgio Baresi, que comandou o time até a chegada de Carpegiani.
Ainda sob o comando de Sérgio Baresi, depois de jogar como titular pela primeira vez, Lucas passou a ser escalado como titular nos jogos seguintes após manter boas atuações em campo e fez seu primeiro gol como jogador profissional na sua quarta partida como titular, contra o Atlético-MG no Estádio Ipatingão em Minas Gerais. Nesse jogo ele foi o destaque do São Paulo, pois além de ter marcado o gol de empate, Lucas ainda construiu a jogada que terminaria com o gol da virada feito pelo Fernandão e que resultaria na vitória do São Paulo. Lucas passou a ter mais chances entre os titulares também com o novo treinador, fato que melhorou bastante o seu desempenho nas partidas.
Lucas passou a ganhar destaque na imprensa devido ao seu desempenho em campo e até acabou virando motivo de discussão entre os presidentes do São Paulo e Corinthians. A discussão começou depois que o presidente corintiano Andrés Sanchez começou a acusar o São Paulo, de ter roubado o jogador das categorias de base do seu clube. Para acabar de vez com a discussão, o jogador esclareceu o caso publicamente em uma entrevista para o jornal O Estado de S. Paulo.
Porém após ter se destacado no clássico contra o Palmeiras, o jogador recebeu em casa a visita da equipe de reportagem do site GloboEsporte.com e seu pai tratou de explicar detalhadamente o caso sobre o suposto roubo do jogador. Revelou que o jogador saiu do Corinthians com treze anos, ainda na época em que o clube recebia investimentos, providos pela parceria do clube com a MSI em 2005, e também que isso tinha acontecido quando o Andrés ainda não era o presidente. Para finalizar ele disse que se fosse necessário, falaria isso na cara de quem fosse preciso.
Depois de jogar nove partidas como profissional sendo chamado pelo apelido de Marcelinho, o jogador pediu para ser chamado pelo seu nome verdadeiro e que não havia pedido antes porque achava normal, mas resolveu mudar porque queria fazer a sua própria história no futebol, sem ser comparado com ninguém. O primeiro jogo do jogador como Lucas, ocorreu no dia 16 de setembro, contra o Internacional pelo Campeonato Brasileiro.
Após um excelente ano de estreia como profissional, no fim de 2010 a FIFA citou o jogador como uma das principais revelações do ano.
Em 17 de fevereiro, Lucas assinou a renovação de seu contrato com o São Paulo até 31 de dezembro de 2015, tendo agora uma multa rescisória de 180 milhões de reais, fato que o tornou o segundo jogador mais caro do país, atrás apenas de Ronaldinho Gaúcho, do Flamengo. No dia 6 de abril, num jogo importante pela Copa do Brasil, Lucas teve a sua primeira expulsão como profissional contra o Santa Cruz, causada por um desentendimento com o zagueiro Everton Sena, que o marcara individualmente durante os dois confrontos.
Já pelo Campeonato Brasileiro, Lucas tornou-se o goleador mais jovem do São Paulo na história da competição; ele anotou nove gols durante o campeonato.
Depois de uma ótima segunda temporada, Lucas começou 2012 muito criticado pelo individualismo, mas deu a volta por cima e tornou-se a principal arma ofensiva tricolor ao lado de Luís Fabiano. O meia marcou gols importantes, como o único da vitória sobre o Coritiba na primeira partida da semifinal da Copa do Brasil. Na partida seguinte, contra o Atlético Mineiro, Lucas atingiu a marca de 100 jogos com a camisa do São Paulo.