Luciano Pucci Burti (São Paulo, 5 de março de 1975) é um piloto de automobilismo, comentarista de esporte a motor, apresentador e empresário brasileiro.
Burti teve como auge em sua carreira a passagem pela Fórmula 1, categoria máxima do automobilismo mundial pelas equipes Jaguar e Prost nas temporadas de 2000 e 2001, além de ter sido um dos pilotos de testes de desenvolvimento das Ferrari campeãs do mundo entre 2002 e 2004.
Além em de se dedicar a competir pela Stock Car Pro Series em seu retorno as competições no Brasil, entre 2005 e 2016.
Fora das pistas, ele sobreviveu a um terrível acidente sofrido em Spa-Francorchamps no ano de 2001.
E entre 2004 e 2021, Burti trabalhou de modo fixo como na TV Globo ocupando a função de comentarista dos Grandes Prêmios de Fórmula 1 pelo canal carioca, além de participações nos quadros de direção no Fantástico como o Mão na Roda, e nos programas de automóveis da casa, como o Auto Esporte.
Burti iniciou sua trajetória rumo ao automobilismo profissional como kartista em 1991, com 16 anos de idade, ele foi campeão Paulista e Sul-Americano de kart em 1994 e 1995. Ainda em 1994 ele disputou o Mundial de Fórmula A, terminando em 8º no campeonato.
Em 1996, Burti chega a renomada Fórmula Vauxhall Winter Series, pela Paul Stewart Racing foram duas etapas com uma vitória. Na Fórmula Vauxhall Júnior com quadro vitórias em quinze etapas e 166 pontos ele termina a temporada em terceiro pela Martin Donnelly Racing.
Em 1997 a confirmação da promessa, Burti é o campeão da Fórmula Vauxhall pela Paul Stewart Racing, em doze corridas, foram sete pódios, com quadro vitórias e 84 pontos.
Em 1998, Luciano Burti vai à Fórmula 3 Britânica, novamente pela Paul Stewart Racing ele consegue o 3º lugar na temporada, a bordo de um Dallara 398 com um Mugen Honda, foram quinze corridas com sete pódios, três poles position, uma volta rápida e duas vitórias.
Já em 1999 uma temporada muito consistente, onde ele terminou como vice-campeão, em quinze corridas, foram cinco vitórias, cinco poles position, quatro voltas mais rápidas com um Dallara F399 Mugen, foram 209 pontos.
Sob os olhares dos Stewarts; Paul e Jackie, praticamente a carreira toda, era hora de dar o último passo para o auge, já em 1999 ele testou pela primeira vez um Fórmula 1, da equipe Stewart Grand Prix Ford.
Permanência na mudança da Stewart para Jaguar Racing e estreia
Burti se firmou como piloto de testes da Stewart para a temporada de 1999 da Fórmula 1, com um Stewart SF3, seus companheiros de equipe titulares eram Herbert e Barrichello. Para a temporada 2000 a Ford que fornecia os motores para a Stewart comprou a equipe e a transformou em Jaguar, divisão de carros de luxo da montadora Ford.
Ainda em 2000, Burti estreou na Fórmula 1 pela Jaguar, substituindo Eddie Irvine em apenas uma corrida, o GP da Áustria em A1 Ring, o Irlandês teve uma crise de apendicite, e assim ele se tornou o 23º piloto Brasileiro a largar em um GP de F1, Burti largaria em 11º, mas o carro quebrou e Luciano teve que partir do pitlane com o carro reserva que estava configurado para Johnny Herbert, ainda sim encerrou a corrida em 10º com seu Jaguar R1 Cosworth CR 3.0 com pneus Bridgestone, mesmo não conhecendo o circuito.
Para 2001, Johnny Herbert anuncia a sua aposentadoria, e Burti é promovido para formar a dupla titular da equipe com Eddie Irvine, pela Jaguar ele faz as quatro primeiras corridas do ano, Austrália, Malásia, Brasil e San Marino. Ele termina em 8º em Albert Park, 10º em Sepang, em Interlagos ele abandona e em Imola chega em 11º com sua Jaguar R2 Cosworth CR 3.0 com pneus Michelin.
Após o GP de San Marino, Burti deixou a Jaguar para ir para a Prost GP, só em 2020 em matéria especial do site GE em comemoração ao seu 45º aniversário, Luciano revelou brigas e discordâncias administrativas com o americano Bobby Rahal, onde o acusa como grande responsável pelo fracasso da Jaguar nos anos seguintes que culminaram na falência da equipe.
Prost para a sequência do ano de 2001
Burti tinha resultados até melhores que os de Irvine até a quarta corrida da temporada, e após Mazzacane não atingir as metas do seu contrato de performance com a Prost Grand Prix, Burti negociou com Pedro Diniz que era sócio de Alain Prost na equipe Francesa e fechou contrato com a equipe apostando na melhora do carro para a temporada 2002, já que avaliou a Prost como muito inferior a Jaguar para a então temporada.