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Lucille Teasdale-Corti

Lucille Teasdale-Corti (Montreal, 30 de janeiro de 1929 — Besana in Brianza, 1 de agosto de 1996) foi uma médica e missi

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Lucille Teasdale-Corti (Montreal, 30 de janeiro de 1929 — Besana in Brianza, 1 de agosto de 1996) foi uma médica e missionária canadense e naturalizada italiana, e que escolheu trabalhar num hospital na Uganda por quase toda a sua vida.

Lucille fica como o mais célebre exemplo de dedição à medicina desenvolvida com heroísmo até o fim tão sofrido do seu caminho

Nascida em Montreal, foi a quarta de sete filhos

e nunca teve um bom relacionamento com sua mãe por causa da depressão desta última . Estudou num colégio de freiras, mas sempre tinha um espirito rebelde. Amava o hockey.

Formou-se em 1955 e conseguiu entrar no Hospital Sainte Justine pour les Enfantes de Montreal para especializar-se em cirurgias. O seu pedido de ingressar em muitos hospitais dos Estados Unidos foi recusada "... pois era mulher..." e isto marcou muito a profissão de Lucille. Mas foi no Canadá que conheceu um jovem médico italiano, o doutor Piero Corti, que estava lá para fazer sua terceira especialização em pediatria, depois de já se ter especializado em radiologia e neuropsiquiatria.

Em 1960, durante um cruzeiro à França, recebeu a proposta que mudou radicalmente sua vida: o doutor Piero Corti lhe pediu para ir com ele trabalhar em Uganda, para construir um pavilhão de cirurgia no pequeno Lacor Hospital no distrito de Gulu. Nesse hospital, trabalhava também o amigo Frei Toni Biasin. Em 10 de junho de 1961, Lucille fiz a primeira cirurgia, que foi uma cesariana.

Casou-se com o doutor Corti em 5 de dezembro de 1961, e em 17 de novembro de 1962 nasceu Dominique, a filha primogênita do casal.

Trabalhou sempre intensamente com a intenção de formar o povo local na atividade médica e de enfermeiros. . Distinguiu-se sobretudo na educação das mulheres da tribo Acoli que, crendo na superstição, deixavam morrer suas crianças de doenças nas bocas, porque consultavam sempre os bruxos em vez dos médicos.

Foi numa das suas inúmeras cirurgias que Lucille contraiu o vírus da AIDS, mas continuou a trabalhar sete horas por dia. Quando a doença entrava nas fases agudas, ela voltou à Itália para se convalescer no Hospital San Raffaele, de Milão.

Em abril de 1991, ela foi nomeada membro honorário do Royal College of Physicians and Surgeons of Canada em Ottawa . Recebeu também um Prêmio de Excelência para o Centro Internacional pela Causa Africana de Montreal, e uma carta enviada pelas Nações Unidas que a homenageava por ...sua identificação com o sofrimento das pessoas subdesenvolvidas... o seu trabalho na Uganda é a prova que os doentes de AIDS podem ter uma vida rica e ativa... .

Após 11 anos de combate, faleceu em 1 de agosto de 1996, em Besana in Brianza, perto de Milão, onde decidiu passar tranquilamente seus últimos meses de vida. .

Michel Arseneault, Un sogno per la vita- Lucille e Piero Corti, una coppia di medici in prima linea- Editoras Paulinas, Turim, 2004

Fondazione Piero e Lucille Corti- Dal sogno alla realtà- Lettere dal Lacor Hospital Uganda, Corponove Editora, Bergamo, setembro 2009

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