Neste Dia

Luiz Philippe de Orléans e Bragança

Político brasileiro

Anúncio

Luiz Philippe de Orléans e Bragança GOMN (Rio de Janeiro, 3 de abril de 1969) é um cientista político, empresário, ativista e político brasileiro filiado ao Partido Liberal (PL). É descendente do imperador do Brasil Pedro II, e, portanto, descendente da família imperial brasileira.

Em 2019 assumiu o cargo de deputado federal pelo estado de São Paulo, após ser eleito nas eleições gerais de 2018 pelo Partido Social Liberal, com 118 457 votos. É um dos líderes e cofundador do movimento Acorda Brasil, que foi favorável ao impeachment de Dilma Rousseff, além de sobrinho de Bertrand de Orléans e Bragança, atual pretendente ao extinto trono do Brasil.

É o único descendente da família imperial brasileira a ocupar um cargo político de relevância no Brasil desde a Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889. Isso foi aceito pelos movimentos monarquistas uma vez que Luiz Philippe não é pretendente ao trono extinto.

Luiz Philippe de Orléans e Bragança nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 3 de abril de 1969, o primeiro filho de Eudes de Orléans e Bragança, pretendente ao título de Príncipe de Orléans e Bragança, e de sua primeira esposa, Ana Maria Bárbara de Moraes Barros, descendente de Bartira, uma das filhas do famoso cacique Tibiriçá.[carece de fontes?] Sua mãe é filha de Luiz de Moraes Barros, sobrinho-neto de Prudente de Moraes, terceiro presidente da República do Brasil, e de sua esposa, Maria do Carmo Cerqueira César.

É neto paterno de Pedro Henrique de Orléans e Bragança e de sua esposa, a princesa Maria Isabel da Baviera (neta de Ludwig III, último rei da Baviera), bisneto do príncipe Luís Filipe Maria do Brasil e de sua esposa, a princesa Maria Pia das Duas Sicílias (neta do rei Fernando II das Duas Sicílias), trineto da princesa Isabel do Brasil e de seu marido, o príncipe Gastão de Orléans, Conde d'Eu (neto do rei Louis Philippe I da França), e, portanto, tetraneto do imperador Pedro II do Brasil e pentaneto de seus pais, Pedro I do Brasil & IV de Portugal e a arquiduquesa Maria Leopoldina da Áustria.

Em 30 de agosto de 2008, casou com Fernanda Hara Miguita, de ascendência japonesa, com a qual tem um filho, Maximiliano de Orléans e Bragança.

Luiz Philippe cursou administração de empresas com ênfase em finanças na Fundação Armando Álvares Penteado entre os anos de 1987 e 1991 (FAAP). Além disso, concluiu em 1994 um mestrado em ciências políticas na Universidade Stanford nos Estados Unidos e, em seguida, em 1997, especializou-se em administração de empresas, com um MBA, no Institut européen d'administration des affaires, na França.

Luiz Philippe iniciou sua trajetória profissional nos Estados Unidos, onde trabalhou em empresas do mercado financeiro. Fez parte do planejamento financeiro da Saint-Gobain, multinacional francesa, entre 1993 e 1996. Em seguida, trabalhou por três anos no banco de investimentos JPMorgan em Londres e no banco de investimento do Lázard Freres, em Nova Iorque. A partir dos anos 2000, retornou ao Brasil como diretor de desenvolvimento de negócios da America Online (AOL) na América Latina. Em 2005 tornou-se empreendedor, ao fundar a empresa IKAT do Brasil, que atua no ramo de distribuição de moto-peças. Em 2012 Luiz Philippe fundou a ZAP Tech, uma incubadora de meios de pagamento para plataformas móveis.

Fundou em 2014 o movimento Acorda Brasil. Em 2015, durante o início do processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, apresentou um projeto de reforma política à Câmara dos Deputados, em Brasília. Participou do desenvolvimento e intermediação junto ao Senado Federal, em 2016, de um Projeto de Emenda Constitucional que permita o voto de não confiança de um presidente. Luiz Philippe também participa do Canal Terça Livre, com o programa Caia na Real, e viaja o Brasil com a palestra Redefinindo o Brasil.

No dia 1º de setembro de 2016 o referido grupo Acorda Brasil, liderado por Luiz Philippe, entrou com um mandado de segurança que pediu a suspensão da decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, de aceitar um destaque proposto pelo Partido dos Trabalhadores e fatiar as votações do impeachment de Dilma. Os impetrantes argumentaram que isso feria a Constituição Federal, e ainda que a Constituição não permitiria interpretação quanto à dissociação da perda do cargo em relação à inabilitação por oito anos para o exercício da função pública.

Filiou-se ao Partido Novo, mas trocou-o pelo Partido Social Liberal em 2018, sendo em seguida eleito deputado federal pelo Estado de São Paulo. Foi o 33.º mais votado no estado e o primeiro descendente da antiga Família imperial brasileira a ocupar um cargo político, desde a Proclamação da República em 1889. Na época, foi considerada sua candidatura à vice-presidência do Brasil na chapa do candidato Jair Bolsonaro, do mesmo partido.

Entre suas propostas está a criação de um quarto poder na figura de um chefe de Estado, como no parlamentarismo; inversão da pirâmide dos gastos público do Estado; criação de uma nova constituição nos moldes da Constituição de 1824, que instituía a monarquia como modelo de governo.

Filiado ao PL, foi reeleito deputado federal por São Paulo em 2022.

Em maio de 2020, o deputado foi alvo, juntamente com outros colegas de partido, de um inquérito instituído pelo Supremo Tribunal Federal contra ameaças em redes sociais a membros da corte. Após classificar o inquérito como absurdo e monocrático, o presidente Jair Bolsonaro condecorou Luiz Philippe com a Ordem do Mérito Naval no grau de Grande Oficial.

Segundo o levantamento do Aos Fatos de maio de 2020, Luiz Phillipe de Orleans e Bragança e um grupo de sete deputados investigados no inquérito das fake news publicaram em média duas postagens por dia em rede social em um período de três meses, com desinformação ou mencionando o STF de forma negativa.

Luiz Philippe de Orléans e Bragança, além de sua trajetória como deputado federal e empresário, ganhou notoriedade ao declarar publicamente sua filiação à maçonaria, o que tem sido objeto de debates e controvérsias.

Acusações de intolerância religiosa

Em 10 de novembro de 2025, Luiz Philippe de Orleans e Bragança publicou na Gazeta do Povo a coluna "O Brasil e a próxima Guerra Santa", na qual alertou sobre riscos à civilização ocidental associados à migração muçulmana e à possível imposição da lei da sharia, defendendo que o Brasil se posicione em uma "guerra santa" travada no âmbito político para proteção contra essa ameaça. A coluna recebeu críticas do Grupo de Diálogo Inter-religioso de Londrina, que a considerou promotora de intolerância religiosa e generalizações contra muçulmanos.

Anúncio

Em breve no aplicativo World in Stories

Áudio, download offline, sem anúncios e muito mais.

Conhecer Premium
Luiz Philippe de Orléans e Bragança | World in Stories