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Luiz Razia

Luiz Tadeu Razia Filho (Barreiras, 4 de abril de 1989) é um ex-automobilista, repórter e empresário brasileiro. Foi camp

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Luiz Tadeu Razia Filho (Barreiras, 4 de abril de 1989) é um ex-automobilista, repórter e empresário brasileiro. Foi campeão da Fórmula 3 Sul-Americana em 2006, e vice-campeão da GP2 Series em 2012.

Nascido em Barreiras, cidade localizada no oeste da Bahia, Luiz Tadeu Razia Filho foi influenciado por seu pai, Luiz Tadeu Razia, a ser piloto de corridas. O pai de Luiz também sonhou em estar na Fórmula 1, competindo nas décadas de 1970, 1990 e 2000, foi empresário, produtor rural, fundou o Autocross Club de Barreiras, além de ter sido dono da Razia Sports, equipe que competiu na Fórmula 3 Sul-Americana entre 2007 e 2010. Ele faleceu em 2021, aos 73 anos. A mãe de Luiz é Ana Elizabete Vieira Santos, ex-tabeliã em Barreiras, que chegou a ser presa em dezembro de 2011 por ter participado de um esquema de grilagem de terras. Luiz ainda tem mais dois irmãos, Rodrigo Konig Razia e Tâmara Luiza Razia.

Desde 2013, é casado com a jornalista, influenciadora e empresária Ana Carolina Nasato, e tem dois filhos: Matteo, nascido em 2015, e Enrico. Atualmente vive em Balneário Camboriú.

Razia estreou nas pistas de autocross aos 11 anos de idade, e já na temporada seguinte, com apenas 13 anos, conquistou o título de vice-campeão baiano da modalidade, a apenas um ponto do primeiro colocado.

Em 2004, mudou-se para Brasília, onde começou a treinar e a correr de kart, que é considerada a base da carreira de um profissional. Em apenas seis meses de treinos, consagrou-se campeão brasileiro da categoria.

Ainda em 2004, o passo seguinte foi a estreia no campeonato Fórmula 3 Sul-americana. Os treinos de adaptação à nova categoria começaram dias depois da vitória no campeonato nacional. Na temporada seguinte, já como piloto da equipe Dragão Motorsport, Luiz Razia conquistou duas pole positions e duas vitórias em seu primeiro ano na categoria, sendo o sexto colocado.

Em 2006, o piloto conquistou o título da categoria, liderando o ranking de vitórias, pole positions e melhores voltas. Em 16 corridas, subiu ao degrau mais alto do pódio sete vezes, largou seis vezes na primeira posição do grid e, em sete oportunidades, foi o piloto mais rápido durante uma corrida. O título da F3 Sul-Americana veio com a vitória na última prova em Interlagos, e Razia somou ao todo 99 pontos, estabelecendo uma diferença de dez pontos sobre o vice Mario Moraes.

Em 2005, Razia conciliou a F3 Sulamericana com o Campeonato Brasileiro de Fórmula Renault, sendo o mais jovem do grid. Razia acumulou experiência em pistas de rua, e voltou a competir na Bahia em uma prova que reuniu 200 mil pessoas ao redor do circuito montado em Salvador. Terminou a temporada na décima colocação.

Dois anos depois, em 2007, disputou quatro corridas da World Series by Renault, substituindo Ricardo Risatti na GD Racing.

Razia mudou-se para a Itália em 2007 e passou a competir nos campeonatos europeus e italianos de Fórmula 3000. Ele começou a temporada da Euroseries com a Fisichella Motor Sport, mas fez uma mudança no meio da temporada para a ELK Motorsport após a saída de Alx Danielsson. Durante a temporada, ele conquistou quatro pódios para terminar em terceiro na classificação da Euroseries e em quarto na F-3000 italiana, que fazia parte da Euroseries.

Em 2008, ele permaneceu na Euroseries 3000 com a ELK Motorsport, fazendo parceria com o francês Nicolas Prost, filho do tetracampeão mundial de Fórmula 1, Alain Prost. Na classificação da Fórmula 3000 italiana, ele mais uma vez terminou a temporada em quarto lugar, conquistando três pódios, incluindo sua primeira vitória em Misano.

Após fazer testes na A1GP, Razia se juntou ao Team Brasil em 2006–07, como um dos reservas, e completou cinco voltas durante os treinos da etapa da África do Sul.

No final de 2006, Razia testou um carro de GP2 em Jerez para a equipe Racing Engineering, e em setembro de 2008 ele testou novamente para a equipe no circuito de Paul Ricard.

Em 2 de outubro de 2008, Razia se juntou à Trust Team Arden para a temporada 2008-09 da GP2 Asia Series. O baiano marcou seus primeiros pontos no Catar, com um 8º lugar na corrida principal e um 6º lugar na corrida curta. Na corrida final da temporada no Bahrein, Luiz conquistou sua primeira vitória, se beneficiando do grid invertido. Somou nove pontos no total, sendo 13º colocado.

Ele assinou com a Fisichella Motor Sport para competir na GP2 Series em 2009, que viria a se tornar Coloni durante a temporada, e foi companheiro do experiente Andreas Zuber. Depois de conquistar seu primeiro ponto na corrida principal da nona rodada em Monza, Razia liderou a corrida curta da pole para conquistar sua primeira vitória na GP2. Com isso, ele somou oito pontos e foi 19º colocado, ficando com menos da metade da pontuação de seu companheiro Zuber, o 13º colocado.

Razia disputou a temporada 2009-10 da GP2 Asia Series, pela equipe Barwa Addax, sendo companheiro de Max Chilton. Mas ambos os pilotos foram substituídos antes da segunda rodada do campeonato, com Chilton se mudando para a Ocean Racing Technology, e Razia só retornando para a rodada final no Bahrein, substituindo Daniel Zampieri na Rapax Team.

O barreirense permaneceu na Rapax durante a temporada de 2010 da GP2, tendo o venezuelano Pastor Maldonado como companheiro. Razia começou forte, terminando as seis primeiras corridas na zona de pontuação (incluindo dois pódios), mas teve uma sequência ruim até a última etapa da temporada, terminando em décimo primeiro lugar no campeonato de pilotos, com 28 pontos. Seu companheiro de equipe, Maldonado, sagrou-se campeão da categoria, enquanto Razia ajudou a Rapax a conquistar o título de equipes.

Como parte de seu acordo com a Lotus, Razia assinou para pilotar pela nova equipe AirAsia em 2011, ao lado de seu colega de testes da equipe de F1, Davide Valsecchi. Luiz não pontuou na Asia Series, mas terminou em sexto na primeira corrida da temporada principal, garantindo à equipe três pontos em sua largada inaugural. Mais tarde, ele conquistou um pódio com o segundo lugar na corrida curta de Valência, sua primeira pole position na Hungria, corrida na qual terminou em terceiro, e se classificou em 12º no campeonato de pilotos, com 19 pontos, onze a menos que Valsecchi.

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