Neste Dia

MC Poze do Rodo

Cantor e compositor brasileiro

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Marlon Brendon Coelho Couto da Silva (Rio de Janeiro, 5 de fevereiro), mais conhecido como MC Poze do Rodo, é um cantor e compositor brasileiro.

Foi preso em 15 de abril de 2026 em uma operação da Polícia Federal do Brasil contra uma organização criminosa acusada de lavagem de dinheiro e transações ilegais de mais de 1,6 bilhão de reais. Em 14 de maio foi solto após um habeas corpus.

Marlon Brendon Coelho Couto da Silva nasceu na Favela do Rodo, em Santa Cruz, Zona Oeste do Rio de Janeiro, tendo sido batizado em homenagem ao ator norte-americano Marlon Brando. Se envolveu com a criminalidade ainda na adolescência na comunidade do Rodo, em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio de Janeiro e foi preso por tráfico e associação criminosa ao tráfico de drogas. Em setembro de 2019, o MC foi preso por apologia ao crime, corrupção de menores e tráfico de drogas durante um show em Sorriso, Mato Grosso. Após alguns dias detido, o funkeiro viu a vida começar a mudar depois que uma de suas músicas, Os Coringas do Flamengo, alcançou cerca de 8 milhões de visualizações no YouTube e se tornou tema das festas de comemoração da equipe carioca pelas conquistas da Libertadores da América e do Campeonato Brasileiro daquela temporada. Com o sucesso, Poze foi abraçado pela torcida e também pelos jogadores.

MC Poze faturava mais de R$ 200 mil por mês em cachê, em meados de 2021. Em 2022, lançou O Sábio, seu primeiro extended play. Atualmente, possui seis singles lançados entre 2019 e 2021.

Ele ficou conhecido com o hit Tô Voando Alto, lançado em 2019, que esteve semanas nas paradas musicais do Brasil. Desde então, ele fez uma turnê pela Europa e se apresentou em cinco shows em Portugal, Inglaterra e Espanha, além de uma apresentação na Bélgica.

Seu alcance internacional se expandiu significativamente em 2023, quando estreou uma série de shows no exterior. Em novembro de 2023, MC Poze se apresentou em lugares como Pompano Beach, na Flórida, e em Newark, em Nova Jersey.

MC Poze é conhecido pelas letras polêmicas, características do subtipo conhecido como "funk proibidão".

Há trabalhos que discutem o caráter de complexidade com referência a noção de apologia do crime no funk/trap carioca, porque situa em questão a liberdade artística versus o controle social. Outro tipo de abordagens situam: a realidade de nascer, crescer e desenvolver às infâncias, adolescências e juventudes em meio a territórios urbanos. Tais como, periferias e favelas marcados por disputas e tensionamento pelo domínio de diversas facções criminosas, a exemplo do Rio de Janeiro. A constituição das letras musicais de cunho ofensivo diz respeito a aspectos sociais, psíquicos e jurídicos. Nesse sentido, a canção na condição de expressão artística em seu contexto ao longo do processo histórico, cultural e político é afetado pela esfera penal, sujeito, portanto, a possibilidade (ou impossibilidade) de tipificação referente a conduta ilegal, depreciativa e ofensiva em dada sociedade. Logo, insere na discussão, o debate em destaque sobre o direito fundamental à liberdade de expressão, seus limites e controvérsias. Ou seja, a canção do artista denominado de polêmico denuncia diversos tipos de violências.

Vejamos a seguir a denúncia da estratificação social, das desigualdades sistemáticas na sociedade: “E se eu disser que a polícia tá matando quem acorda cinco da manhã... Pra trabalhar tentando ser alguém? E se eu disser que, na verdade, o sistema é mó covarde Vê o povo passar fome e não ajuda ninguém? É foda de manter a calma porque a bala voa... E inocente tá morrendo o tempo inteiro...Parece até que liberaram as arma... Faz tempo que nós vive debaixo de tiro na Vila Cruzeiro... E hoje não tem final feliz porque mais um se foi Político safado protegido pela lei... O galo canta, mas não canta mais no Cantagalo Quem mandou matar Marielle? Até agora eu não sei…” (Talvez: MC Poze do Rodo, 2022).O envolvimento em processos relacionados a sua participação com organizações ligadas ao tráfico de drogas é situação presente na história de vida do cantor. Frequentemente, o fato de suas letras conterem aparente exaltações ao modus operandi de facções criminosas é apontado como problemático. A réplica por parte do artista geralmente orbita na questão do mesmo se colocar apenas como um veículo que retrata a realidade das comunidades carentes do Rio de Janeiro por meio da música.

Música "Talvez" e polêmica com MC Paiva

Em novembro de 2022, MC Poze lançou seu primeiro álbum chamado O Sábio. Na música Talvez, Poze faz menção à Chacina do Jacarezinho, em que 28 pessoas foram mortas em uma operação policial feita perto do Dia das Mães, em 2021. Na mesma música, Poze decidiu colocar um policial chamado "Paiva" no clipe.

A escolha do nome do personagem rendeu uma polêmica do cantor com o MC Paiva, que postou uma sequência de stories em seu Instagram, acusando o artista de ter o alfinetado. Além de explicar a história do incômodo, o paulista chamou Poze de "vagabundo", e o ameaçou, chamou-o para se encontrarem e discutirem o acontecimento. No meio de diversos xingamentos, Paiva ainda declarou que pode circular tranquilamente pelo Rio de Janeiro por ser bem visto e insinuou que Poze não poderia fazer a mesma coisa em São Paulo. Ele também revelou que tentou entrar em contato com o músico antes, sobre o incômodo, mas não obteve resposta.

Tráfico de drogas e ostentação

Em depoimento à polícia, MC Poze confirmou que foi traficante de drogas entre os anos de 2015 e 2016, na favela do Rodo. Ele teria exercido a função de "vapor" no tráfico de drogas, cuja função é vender drogas diretamente aos usuários, mas afirmou aos policiais que abandonou o tráfico quando a milícia invadiu a localidade.

Na internet, circulam fotos e vídeos em que MC Poze aparece ostentando armas como fuzis, pistolas e até uma granada. Porém, o cantor alega que as imagens são referentes à época em que ainda era traficante.

Em 1 de novembro de 2024, uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro, que investiga sorteios ilegais, apreendeu uma série de bens do cantor MC Poze, incluindo joias e veículos de luxo, na casa dele. A mulher do cantor, Viviane Noronha, e outros influenciadores são alvo da Operação Rifa Limpa.

Em 12 de novembro, um perito da Polícia Civil do Rio de Janeiro, que avaliou uma das joias apreendidas na casa do MC Poze do Rodo, durante operação contra rifas ilegais, disse que um cordão, formado por ouro, cobre, prata e pedra preciosa zircônia, vale cerca de 650 mil reais.

Em abril de 2025, a justiça decidiu pela liberação de seus veículos e joias. Segundo a justiça, não houve comprovação da relação dos itens apreendidos com os supostos delitos apontados pela polícia.

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