Alessandro Beti Rosa (São Paulo, 9 de abril de 1977), mais conhecido como Magrão, é um ex-futebolista brasileiro que atuava como goleiro.
Com 732 jogos disputados e 10 títulos conquistados pelo Sport (o que o torna recordista de ambos), é considerado por muitos como o maior ídolo da história do Leão da Ilha.
Teve um início de carreira complicado, passando por vários times brasileiros, mas, sem conseguir se firmar em nenhum deles, no período antes de chegar ao Sport, entre 1997 e 2004 passou por Nacional-SP, Atlético Paranaense, Portuguesa, Botafogo-SP, Rio Branco (três vezes), Ceará e Fortaleza.
Passou por dificuldades financeiras antes de chegar ao Sport, quando jogava no Rio Branco. No dia em que foi receber seu último salário, ele foi pago com três cheques pré-datados e Magrão não conseguiu receber. Ele e sua família estiveram muito mal financeiramente, até chegar a proposta do Leão.[carece de fontes?] O que poucos sabem é a origem do seu apelido; especula-se que seja devido ao seu porte físico.
Contratado pelo Sport Club do Recife, foi Zé Teodoro quem trouxe Magrão para Pernambuco, do Rio Branco de Americana, São Paulo, em 2005. Os dois tinham trabalhado juntos no Fortaleza um ano antes. Veio para compor o elenco e assinou um contrato de apenas sete meses. Magrão se apresentou no dia 21 de abril de 2005 para disputar a Série B. Sua primeira partida pelo Sport foi contra o Guarani, pela 6ª rodada do Campeonato. Na sua 13ª partida consecutiva como titular, após levar uma pancada forte na cabeça e sangrar muito em campo, foi substituído e perdeu sua titularidade para Maizena. O arqueiro só voltaria a jogar pelo Sport no ano seguinte.
Magrão começou o ano de 2006 com a titularidade do Sport durante o Campeonato Pernambucano. Mas após uma sequência de más atuações, acabou perdendo a vaga para Gustavo. Só recuperou a posição na 15ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B, e após essa partida, não largou mais o gol rubro-negro até o fim do ano. Ao longo de 2006 foram, no total, 35 partidas pelo clube pernambucano.
No seu terceiro e melhor ano da carreira até então, o arqueiro começou a temporada sem ter a total confiança da torcida, mas com a titularidade do time pernambucano no Campeonato Pernambucano. Mesmo fazendo um bom campeonato, Magrão iniciou o Campeonato Brasileiro ainda contestado por boa parte da torcida. Logo no início do Brasileirão, acabou ficando internacionalmente conhecido por levar o milésimo gol do artilheiro Romário no Estádio de São Januário, em partida válida pela 2ª rodada. Após mais um jogo, dessa vez contra o Grêmio, Magrão perdeu a condição de titular para Cléber. No entanto, depois de algumas más atuações do seu companheiro de equipe, o goleiro recuperou a titularidade numa partida contra o Palmeiras, no Palestra Itália, pela 16ª rodada do Brasileirão. Chegou-se a especular que o milésimo gol de Romário, em cobrança de pênalti, mexeu com o arqueiro paulista, mas o fato é que, depois que voltou ao gol do Sport, Magrão tornou-se incontestável e absoluto debaixo das traves pernambucanas. No restante do Campeonato Brasileiro, o goleiro brilhou com ótimas atuações e defesas milagrosas, chegando até a ser elogiado pelo também arqueiro Rogério Ceni, que acabaria sendo eleito o craque do Brasileirão. Em 2007, foram 49 atuações pelo Leão da Ilha do Retiro.
Em 2008, Magrão continuou como titular absoluto das traves rubro-negras. Nesse ano, o time pernambucano conquistou o inédito título da Copa do Brasil com importantes atuações do goleiro. Com as grandes defesas, Magrão conseguiu um importante lugar no coração da torcida rubro-negra, e foi um dos mais ovacionados com o título, junto com o zagueiro Durval e o meia Romerito. Nas semifinais da competição, contra o Vasco da Gama, o Sport venceu o jogo de ida por 2–0 na Ilha do Retiro, mas perdeu em São Januário pelo mesmo placar. Após o empate no agregado e a disputa por pênaltis, Magrão foi um dos cobradores e converteu sua cobrança. O atacante Edmundo cobrou mal e foi o único a perder, e com isso o Sport avançou de fase. Já na final contra o Corinthians, Magrão teve boa atuação nos jogos de ida e volta, mesmo com o clube de Recife perdendo a partida fora de casa por 3–1, no Morumbi; na volta, o Leão venceu por 2–0 na Ilha do Retiro e faturou o título inédito da competição.
Destaque do time, Magrão esteve perto de deixar o Sport em julho, quando aceitou uma proposta do Rayo Vallecano. As negociações, no entanto, não se concretizaram, e o goleiro permaneceu no Leão.
Em 2009, com a ideia da diretoria do Sport de manter uma base para a disputa Libertadores daquele ano, Magrão continuou a vestir a camisa 1 do rubro-negro pernambucano. O goleiro teve destacada apresentação contra o Colo-Colo no primeiro jogo do time pela Libertadores, e o Palmeiras, na quarta rodada do mesmo torneio, e continuou passando segurança para a zaga do time, que foi a menos vazada do Campeonato Pernambucano.
No dia 9 de março, o goleiro garantiu seu futuro no time onde fez maior sucesso na carreira, renovando seu contrato até dezembro de 2012.
Magrão completou 200 jogos com a camisa do Sport no dia 7 de junho, numa vitória por 4–2 contra o Flamengo, válida pelo Campeonato Brasileiro. Ainda assim, apesar da regularidade na meta rubro-negra, não conseguiu impedir o rebaixamento do time para a segunda divisão.
O goleiro fez uma boa Série B em 2010, inclusive defendendo dois pênaltis durante a campanha frustrante do Sport naquele ano, sendo um dos poucos que continuaram de bem com a torcida rubro-negra. Ao final do Campeonato Brasileiro, o goleiro foi eleito o craque da Série B, por votação popular.
No dia 21 de janeiro de 2011, contra o Ypiranga, em jogo válido pela quarta rodada do Campeonato Pernambucano, o goleiro completou 300 jogos com a camisa do Sport. Teve atuação destacada na última partida da Série B, contra o Vila Nova no Serra Dourada, a que levou o Sport de volta à Primeira Divisão. Em um campo completamente encharcado, fez uma defesa de um chute à queima roupa com os pés, segurando a bola em cima da linha. Esse jogo também ficou marcado pela ótima presença da torcida; muitos, inclusive, viajaram para Goiânia para apoiar o time.
Em jogo válido pela 20.ª rodada do Campeonato Brasileiro, contra o Flamengo, Magrão completou 400 jogos com a camisa do Sport. Posteriormente o goleiro teve alguns problemas de lesão durante o ano, sendo substituído pelo jovem Saulo, que muitos imaginavam que poderia ser o futuro substituto do ídolo rubro-negro, mas acabou falhando em alguns jogos.
No dia 28 de agosto, no clássico contra o Náutico, em jogo válido pela Copa Sul-Americana, defendeu três pênaltis, classificando o Sport para a fase de oitavas-de-final da competição. No dia 6 de dezembro, renovou seu contrato até o final de 2014.
Em 9 de abril, Magrão completou mais um ano de vida (37 anos) e conquistou mais um título pelo Sport: a Copa do Nordeste. Juntamente com o zagueiro Durval, Magrão entrou no rol de grandes campeões da história do Leão. Pelo clube, somente os dois conquistaram títulos no âmbito estadual, nacional e regional.
Magrão completou 500 jogos pelo Sport no dia 21 de maio, contra o Cruzeiro, onde o rubro-negro perdeu de 2–0 pelo Campeonato Brasileiro.