Mana (マナ, 魔名) (19 de março) é um músico, compositor, produtor, estilista e modelo japonês, e se tornou famoso por ter sido líder e guitarrista da banda Malice Mizer e por seu projeto solo Moi dix Mois. Também é reconhecido por ter sido um forte representante do movimento Lolita no Japão, popularizando-o. Mana produz suas guitarras em parceria com a ESP.
Os trabalhos de Mana não possuem um único gênero, uma vez que foi capaz de criar músicas pop para sua antiga banda Malice Mizer e para a vocalista e violoncelista Kanon Wakeshima, até músicas pesadas e fortes de metal, como faz para seu atual projeto solo Moi dix Mois.
Mana é constantemente citado por especialistas pela sua singularidade em seus trabalhos, tanto na música como na moda, fazendo sua grife Moi-même-Moitié ser uma das mais prestigiadas da moda Lolita no Japão.
O músico também é cercado de mistérios. Um deles é não falar em público, sempre fazendo uso de seus companheiros de banda para se expressar em entrevistas ou em shows, como Közi e Gackt quando no Malice Mizer e Seth e K (até sua morte) no Moi dix Mois, justificando que se comunica "através da música". Sabe-se também que tem 1,73m de altura e é o mais velho de três irmãos.
Mana é o mais velho de três irmãos e seus pais eram professores de música, com sua casa cheia de instrumentos clássicos e sendo apresentado a este gênero quando ainda estava no útero de sua mãe, segundo o próprio. Mais tarde, o som seria uma marca do músico. Mana, apesar de silencioso e reservado atualmente, era um jovem enérgico que gostava de praticar esportes e jogar futebol e baseball com seus amigos na rua, e não gostou da ideia quando seus pais tentaram o ensinar a aprender tocar piano, dizendo que isso era para "meninas". Situação de surpresa, uma vez que Mana possui um estilo andrógino, e, quando participava do Malice Mizer, tanto dentro como fora dos palcos, vestia-se de mulher e, até hoje, também o faz para fotos da Moi-même-Moitié.
Desde a infância, Mana gostava de quadrinhos de terror e de contos de fadas, como João e Maria, e, mais tarde, incorporaria imagens de contos de fadas e de imagens mitológicas, como anjos e demônios, nas letras de suas músicas. O cenário de horror e mistério já era algo admirado por ele, como em entrevista que o músico deu com a vocalista Amy Lee da banda Evanescence:
"É realmente difícil dizer isso numa só palavra. Desde minha infância eu fui influenciado pelos filmes do oculto e vampiros, e também por filmes como 'La profesía'. Depois, meu pai foi professor de musica clássica, desde minha infância tive uma inclinação para a musica"
A pergunta "o que é humano", tema principal da sua antiga banda Malice Mizer, também teve suas raízes em sua infância por seu anime favorito “Youkai ningen Bem”, que tinha um clima obscuro e contava a história de três youkai, seres sobrenaturais que, apesar de sofrerem abusos dos humanos por causa de sua aparência, tentavam proteger a população humana e suas cidades, esperando um dia tornarem-se humanos em resposta ás suas boas ações.
Na escola, Mana ainda era um jovem enérgico e perdia o interesse nas coisas muito rapidamente. Os únicos assuntos pelos quais ele se interessava eram artes e esportes. Ele gostava de desenhar, especialmente figuras de ficção científica, e ganhou vários prêmios em competições de desenho. Ele também gostava de trabalhar com argila, e, mais do que criar, ele adorava destruir depois de pronto, pois achava que destruir algo que tem um formato fosse arte. Porém, em sua infância, o músico era uma pessoa muito tímida e lhe criava problemas. Ele odiava as aulas de música, pois as crianças tinham que cantar, uma por uma, na frente de toda a sala. Ele também não gostava de ser como os outros. Pouco antes de chegar ao ensino médio, ele entrou para um clube de artes no qual era o único membro. No ensino médio, ele não entrou para o time de baseball, como a maioria dos meninos fez, porque, como uma pessoa tímida, sentir todos os olhos voltados para si o deixava desconfortável. Ao invés disso, ele entrou para o time de handball, pois queria praticar um esporte que não fosse popular. Quando todos os estudantes compraram uma mochila que ele achava feia, ele usou uma parecida por algum tempo, mas logo a trocou por uma diferente. A atitude não-conformista que viria se tornar um tema chave em sua vida e em seu trabalho começava a aparecer.
Curiosamente, também foi na infância que Mana adquiriu uma leve claustrofobia. Em uma entrevista, o músico contou que tinha feito algo que não se lembra, e seu pai o trancou no armário como castigo por um longo tempo, fazendo com que hoje o músico tenha medo de lugares pequenos e viagens de avião.
Em sua sétima série, o heavy metal ganhou popularidade, e logo ele se tornou um headbanger. O que mudaria sua timidez e de sua aparência comum foi assistir o seu primeiro show de rock, e da banda Mötley Crüe em Osaka, vendo os extravagantes membros da banda e seus fãs de cosplayers. A partir daí, Mana começou a experimentar com a maquiagem de sua mãe e transformou seu quarto em uma casa de shows provisória, cobrindo as paredes de lona preta, pintando esqueletos e pendurando um ponto de luz no teto.
Seus pais, por outro lado, não gostavam dessa paixão pelo rock/metal de Mana, e ficaram horrorizados com o estado de seu quarto. Ainda assim, o jovem músico tentou convencer seus pais a comprar uma guitarra e uma bateria do Tommy Lee, porém, ganhando apenas um violão que nunca tocou. Frustrado, o jovem comprou para si uma guitarria e tocava bateria o dia todo em seu quarto.
Seu primeiro projeto foi uma banda cover do Mötley Crüe, mas logo ele migrou para um som e uma atitude ainda mais rebeldes. No ensino médio ele foi apresentado ao Sex Pistols, e, percebendo que a necessidade de se expressar era maior que sua timidez, ele formou uma banda punk baseada na popular banda japonesa THE STAR CLUB. Eles alugaram centros comunitários e começaram a tocar ao vivo.
Mas não foram somente as raízes da música que começaram na adolescência de Mana, mas sim também as da moda. Para expressar seu espírito punk, que ele diz que ainda o inspira tanto musical como visualmente, ele adotou um visual totalmente punk. Mana deixou seus cabelos crescerem até os ombros e os tingiu de vermelho vivo ou rosa, fez um grande moicano e passou a usar botas de bico de aço e jaquetas de motoqueiro, que decorou com tachas e desenhos a caneta. É claro que, na época, como membro do time de handball, ele e seus companheiros de time apareciam nos jogos com cabelos espetados, orgulhosos de não se parecerem com os outros jogadores. Mais uma vez, seus pais não ficaram nada felizes. Como professores, eles não queriam que seu filho atraísse uma atenção negativa na escola, e pediram que ele mudasse seu visual. Porém, Mana continuou explorando seu recém descoberto interesse na moda. Ele customizou seu uniforme escolar forrando sua jaqueta com caxemira e adicionando bolsos, passou a colecionar catálogos de lojas que vendiam uniformes e a desenhar seus próprios uniformes escolares. Sua paixão por desenhar roupas acabaria levando Mana a abrir sua própria grife anos mais tarde.
Após a escola até o MALICE MIZER
Depois de se formar no ensino médio, Mana se mudou para Osaka, onde entrou para uma escola musical e se uniu a uma banda punk chamada Girl’e, como guitarrista. A banda produziu duas demo tapes, a capa de uma delas tendo sido desenhada por Mana. O desenho mostrava os quatro membros da banda como personagens de desenho animado, e, no interior, um desenho do Gato Félix.
Mesmo performando com a música punk, o visual de Mana mudou muito desde a época de sua escola. Antes o músico odiava "coisas de menina", se descrevia como um “macho man” agressivo com uma atitude destrutiva e sentia uma raiva crescente contra o mundo, além de seu visual punk ser coberto com coturnos com bicos de ferro e cabelos moicano. Porém, após sua mudança para Osaka, Mana aparecia usando roupas femininas e batom, cabelos longos e soltos, exceto por algumas mechas decoradas com laços. Ele gostava de roupas femininas porque seus desenhos eram mais divertidos e variados do que o masculino, e então passou a usá-las tanto no palco como fora dele. Como nome de palco, ele escolheu o feminino Serina.