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Mancini (futebolista)

Futebolista brasileiro

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Alessandro Faiolhe Amantino (Ipatinga, 1 de agosto de 1980), mais conhecido como Mancini, é um ex-futebolista brasileiro que atuava como meio-campista ou ponta-direita.

Ao contrário do que muitos pensam, o nome Mancini é um apelido e não o sobrenome do jogador. A origem do apelido remonta à infância do atleta. Quando era pequeno, sua avó tinha o costume de chamá-lo de Mansinho. Porém, ao chegar ao Atlético Mineiro, o treinador na época, Evaldo Cruz, alegou que Mansinho não era nome de jogador de futebol, tratando de adaptá-lo para um italianizado Mancini.

O jogador iniciou sua carreira atuando como lateral-direito. Foi assim durante seus anos no Brasil, porém, ao ir para Europa, passou a ser usado muito mais ofensivamente, jogando numa função semelhante a de um ala, posição que o próprio jogador já admitiu que é onde sempre preferiu jogar. Em pouco tempo, tornou-se titular absoluto do time da Roma.

Com um talento promissor, Mancini iniciou a carreira no Atlético Mineiro, por onde jogou de 1999 a 2002. Em 1999 o meio-campista fez seu primeiro jogo como profissional, atuando contra o Ipatinga.

No mesmo ano, Mancini conquistou seu primeiro título como profissional pelo Galo, o Campeonato Mineiro. No ano seguinte, conseguiu ser bicampeão mineiro com o Atlético.

Em 2001 foi emprestado para a Portuguesa, disputando a Copa do Brasil e o Campeonato Paulista. No mesmo ano, insatisfeito por não ser aproveitado, foi para o São Caetano. Conseguiu fazer uma ótima campanha no Campeonato Brasileiro, e na semifinal Mancini enfrentou o Atlético Mineiro, seu ex-clube. O São Caetano eliminou o Atlético vencendo por 2–1, com Mancini sendo um destaque do jogo depois de ter dado uma assistência. Na final, o Atlético Paranaense sagrou-se campeão do Brasileirão, vencendo o jogo de ida por 4–2 e o jogo de volta por 1–0. Mesmo perdendo, Mancini foi importante novamente, tendo marcado um gol na derrota do Azulão.

Em 2003, Mancini foi observado pelo diretor de futebol da Roma, Franco Baldini, e foi comprado pela Roma que o emprestou para o Venezia.

Após 13 jogos pela equipe de Veneza, Mancini retornou à Roma para substituir seu compatriota Cafu, que havia sido contratado pelo Milan.

Depois da rápida passagem pelo Venezia, Mancini chegou ao time da Roma e se tornou ídolo. Durante cinco temporadas na equipe italiana, foi peça intocável no time, só que atuando no sistema defensivo e ofensivo, como ponta-direita e ala. Já no seu primeiro ano na equipe, ficou conhecido como Tacco di Dio ao marcar um bonito gol de letra contra a rival Lazio pela Serie A.

Na temporada 2005–06, Mancini encontrou sua melhor forma, se tornou peça intocável na equipe. Após o escândalo no futebol italiano, a Roma se classificou para a Liga dos Campeões da UEFA, dando a Mancini a chance de jogar ao mais alto nível do clube do futebol mundial. Teve grande atuação no dia 4 de fevereiro de 2006, ao marcar dois gols na vitória de 3–0 contra o Parma.

Já na temporada 2006–07, pela Liga dos Campeões da UEFA, Mancini marcou oito gols e deixou sua marca com um golaço contra o Lyon, da França. Nesse mesmo ano, Mancini também comemorou seu primeiro troféu desde que chegou a Itália com a Roma; sagrou-se campeão da Copa da Itália, com a Roma derrotando a Internazionale na final, repetindo o feito no ano seguinte.

Foi decisivo no dia 26 de janeiro de 2008, ao marcar o gol da vitória de 1–0 contra o Palermo.

Muito assediado pelos principais clubes do mundo em 2008, Mancini decidiu continuar no país e no dia 10 de julho assinou por quatro temporadas com a Internazionale, que desembolsou 13 milhões de euros pelo brasileiro. Ao lado dele, chegaram também o português Ricardo Quaresma e o ganês Sulley Muntari.

Mancini marcou seu primeiro gol com a camisa Nerazzurri no dia 16 de setembro de 2008, pela Liga dos Campeões da UEFA, contra o Panathinaikos. O jogo foi realizado em Atenas e a Inter venceu por 2–0. No restante da temporada 2008–09, no entanto, devido ao estilo de jogo do treinador José Mourinho, o brasileiro não conseguiu ser titular da equipe.

No dia 1 de fevereiro de 2010, Mancini foi emprestado para o Milan. O meia fez sua estreia com a camisa Rossoneri no empate sem gols contra a equipe do Bologna.

Após não obter êxito em sua passagem pela equipe, foi devolvido a Inter no final da temporada. Sem chances na equipe de Milão, confirmou o desejo de rescindir seu contrato para voltar a atuar no Brasil.

No final de 2010, Mancini foi denunciado por agressão sexual e lesão corporal contra uma jovem brasileira, que conheceu em Milão durante uma festa com Ronaldinho. O jogador brasileiro sempre afirmou que a relação com a garota foi consensual. Não se sabe qual foi o resultado do julgamento; conforme relatado pelo Corriere della Sera, em 2019 o registro criminal de Mancini não mostrava uma condenação, o que significaria que “nos graus subsequentes o jogador foi então absolvido, mas também que Amantino, como pessoa incensurada — caso o resultado do segundo grau o tivesse permitido — poderia ter se beneficiado não apenas da sentença condicional, mas também da ‘não menção’ no registro criminal”.

Depois de oito anos na Europa, no dia 5 de janeiro de 2011, foi anunciado como novo reforço do Atlético Mineiro pelo presidente do clube, Alexandre Kalil, assinando um contrato de três anos. Esta foi sua segunda passagem pelo clube no qual foi revelado.

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