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Manila

Capital das Filipinas

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Manila (em filipino: Maynilà, pronunciado: [majˈnilaʔ]; em inglês: Manila, pronunciado em inglês filipino: [məˈnɪlə]) é a capital das Filipinas e a segunda cidade do país em número de habitantes. A cidade está situada na costa oriental da baía de Manila, junto à desembocadura do rio Pasig, na ilha de Luzon.

Ocupando uma área total de 38,3 km é a segunda cidade mais populosa das Filipinas, com mais de 1,6 milhões de habitantes. Apenas a vizinha Quezon, a antiga capital do país é mais populosa. A área metropolitana é a segunda mais populosa do Sudeste Asiático. De acordo com o censo de 1 de julho de 2024 possui uma população de 1 902 590 pessoas e 486 293 domicílios.

Foi fundada em 24 de junho de 1571 pelo conquistador espanhol Miguel López de Legazpi, havendo sofrido ao longo de sua história diversos episódios bélicos, que provocaram a perda de parte de seu rico patrimônio arquitetônico e cultural.

Manila é também a sede de diversas universidades, assim como de um amplo elenco de entidades culturais do país, sendo classificada como cidade global "gama" pela Globalization and World Cities Study Group and Network (GaWC).

Tradicionalmente, atribui-se seu nome original Maynila da frase em tagalog May nilad que significa "(aonde) há nilá". O "nilá" (Scyphiphora hydrophyllacea) é um arbusto que cresce na região. Porém, há quem diga que a frase em tagalog quer dizer apenas "lugar onde algo prevalece" e que o nome mesmo da planta ser "nilá" não passa de um mito.

A evidência mais antiga da vida humana em torno de Manila atual é a próxima Angono Petroglyphs, que remonta a cerca de 3 000 a.C.. Os Negritos, habitantes aborígines das Filipinas, viviam na ilha de Luzon, onde fica Manila, antes de os malaios-polinésios migrarem e assimilarem-nos.

O Reino de Tondó floresceu durante a segunda metade da dinastia Ming, como resultado de relações comerciais diretas com a China. O distrito de Tondó era a capital tradicional do império, e seus governantes eram reis soberanos, não meros caudilhos. Eles foram tratados de várias maneiras, como panginuan em Maranao ou panginoon em tagalo ("cavalheiros"); anák banwa ("filho do céu"); ou lakandula ("senhor do palácio"). O imperador da China considerou os Lakanos - os governantes da antiga Manila - como "王", ou reis.

No século XIII, Manila consistia em um assentamento fortificado e um distrito comercial às margens do rio Pásig. Em seguida, ele foi colonizado pelo Império Indianized de Mayapajit, como registrado no poema épico laudatório " Nagarakretagama ", descrevendo a conquista da área por Maharaja Hayam Wuruk. 2 Selurong (षेलुरोङ्), um nome histórico para Manila, aparece no Canto 14 ao lado de Sulot, o que é agora Sulu e Kalka.

Durante o reinado do sultão Bolkiah (1485-1521), o Sultanato de Brunei invadido, querendo tirar proveito do comércio com a China por atacar Tondo ao redor e o estabelecimento de muçulmanos no Reino de Manila (كوتا سلودوڠ, Kota Seludong ). O rayajnato foi governado e pagou uma homenagem anual ao sultanato de Brunei como um estado satélite. Uma nova dinastia foi estabelecida sob o líder local, que aceitou o Islã e se tornou Rajah Salalila. Ele estabeleceu um desafio comercial para o já rico Lakan Dula em Tondó. O Islã foi reforçado com a chegada de comerciantes muçulmanos de Oriente Médio e Sudeste Asiático.

Na margem meridional do rio Pasig encontra-se a cidade colonial, Intramuros, fundada em 1571 e que, apesar da destruição levada a cabo pelos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial, contém ainda notáveis exemplos da arquitetura espanhola do século XVII, junto a uma muralha que a rodeia e que se começou a construir em 1590, durante o governo de Gómez Pérez das Mariñas.

Manila, antes da chegada dos espanhóis, era um enclave muçulmano no qual já se desenvolvia um florescente comércio com a China e outros pontos da Ásia Oriental. Em 1570, depois de ter sido obrigado a retirar-se de Cebu por piratas portugueses, López de Legazpi, sabendo de uma próspera cidade muçulmana em Luzón, decidiu fazer dela sua capital. Para tanto, enviou seu tenente, Martín de Goiti para que localizasse o sultanato e averiguasse seu potencial econômico. Goiti ancorou sua frota em Cavite, e tentou estabelecer a autoridade da coroa espanhola por meios pacíficos, enviando uma mensagem de amizade ao rajá Solimão II. O soberano respondeu que queria estabelecer laços amigáveis com os espanhóis, mas que não se submeteria aos invasores e não se tornaria um súdito do rei espanhol. Os conquistadores entenderam essa resposta como um ato de guerra e depois de requisitar reforços, atacaram os muçulmanos em junho de 1570. Após conquistarem a cidade, Goiti voltou a Panay, onde se encontrava o governador. Finalmente, em 1571, Legazpi, retornou com suas tropas para estabelecerem-se definitivamente. Os muçulmanos atearam fogo à cidade e a abandonaram, instalando-se em Tondo e outros povoados vizinhos. Em 9 de junho de 1571 começou a construção do forte.

Solimão, o rajá deposto, depois de tentar obter sem êxito o apoio do rajá de Tondo, chamado Lacandula, e dos pampanguenhos e pangassinenhos, reuniu um forte contingente de nativos tagalos. Atacou os espanhóis, que novamente o derrotaram, morrendo na Batalha de Bangcusay. Após a revolta começou o trabalho "civilizador" e catequizador. Manila se constituiria em capital da evangelização católica do Sudeste asiático. Primeiro chegaram os agostinianos, seguidos dos franciscanos, dominicanos e jesuítas. Os espanhóis decretaram o monopólio comercial, tal como costumavam fazer as metrópoles coloniais daquela época. Os chineses se viram prejudicados por essas medidas e se produziram distúrbios, rapidamente controlados. Como castigo, foram submetidos a novos e pesados tributos.

Em 1574, o pirata chinês Li Ma Hong, a frente de uma frota com 62 embarcações que transportavam 3 mil homens, tentou, sem sucesso, conquistar a cidade. O governador Guido de Lavezares e Juan de Salcedo, comandando 500 espanhóis, expulsaram a frota mercenária sino-japonesa. Após o desastre da investida chinesa, os espanhóis decidiram confinar tanto os chineses residentes na cidade quanto os que trabalhavam como mercadores em um distrito separado chamado Parián de Alcaicería (Mercado da Alcaicería).

Em 1601 os jesuítas fundaram em Manila um seminário para nobres, que foi a primeira instituição educacional do país.

Há uma breve etapa de ocupação britânica, durante a Guerra dos Sete Anos, após um prolongado assédio, uma frota inglesa conseguiu tomar a cidade no dia 5 de outubro de 1762. Em 1763 foi assinado o Tratado de Paz de Paris e o controle britânico sobre Manila manteve-se até 1764.

Em 1595 Manila foi designada como capital do arquipélago, assim como capital de sua província, que abarcava quase toda a ilha de Luzón. De 1762 a 1764, os ingleses ocuparam Manila; e o saque por eles perpetrado foi espantoso, sendo perdidos uma infinidade de documentos e de obras de arte.

Após a independência do Vice-Reino da Nova Espanha, a cuja jurisdição administrativa pertenciam as ilhas, foi a própria metrópole quem se encarregou diretamente de sua gestão, reforçando desta vez o poder administrativo das ordens religiosas. A ampla província, chamada posteriormente de Tondo, foi segregando-se e formando outras.

A capital colonial espanhola viu-se enriquecida com grandes quantidades de monumentos: palácios privados e públicos, amplos conventos, belos templos. Aqui foi erguida a primeira universidade da Ásia, chamada "Real e Pontifícia Universidade de São Tomás". Em suas aulas se formaram as primeiras gerações de "ilustrados", isto é, filipinos cultos que ocupariam lugar destacado nos acontecimentos do fim do século.

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