Manuel Joaquim Mendes (Santa Engrácia, Lisboa, 18 de janeiro de 1906 — Coração de Jesus, Lisboa, 4 de maio de 1969) foi um escritor, escultor e político português.
Nasceu a 18 de janeiro de 1906, à 1:00 da manhã, e foi batizado a 19 de março desse ano, na freguesia de Santa Engrácia, em Lisboa. Era filho do comerciante José Joaquim Mendes, natural de Mogadouro (freguesia de Valverde), e de Adelaide do Nascimento Mendes, doméstica, natural de Lisboa (freguesia dos Anjos).
Terminou os seus estudos secundários no Liceu Gil Vicente, tendo posteriormente entrado e estado na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. A dois meses de concluir a sua licenciatura em História e Filosofia, não o pode fazer por se ter envolvido na greve estudantil de 1931.
A 6 de fevereiro de 1932, casou civilmente em Lisboa com Berta Júlia das Neves (Pena, Lisboa, c. 1908), filha do encadernador José Júlio das Neves, natural da Guarda (freguesia de São Vicente), e de Gertrudes da Piedade Coelho, doméstica, natural de Sobral de Monte Agraço (freguesia de Santo Quintino). Foi padrinho de casamento o escultor Diogo de Macedo. Em 1949, Manuel Mendes foi padrinho de casamento de Mário Soares e Maria Barroso.
Morreu a 4 de maio de 1969, na freguesia do Coração de Jesus, em Lisboa.
A 30 de outubro de 1987, foi agraciado, a título póstumo, com o grau de Grande-Oficial da Ordem da Liberdade.
Teve papel importante na formação do Movimento de Unidade Democrática (MUD), ao ser um dos organizadores da reunião efetuada em 8 de agosto de 1945, que deu origem a esse movimento.
A sua atividade política levou-o a ser detido pela PIDE:
Em 31 de janeiro de 1948, devido à sua participação no MUD, tendo sido libertado em 28 de fevereiro de 1948, sem ser sujeito a julgamento;
Em 15 de fevereiro de 1949, devido à sua participação na propaganda da oposição durante as eleições presidenciais de 1949, tendo sido libertado em 23 de março de 1949, sem ser sujeito a julgamento;
Em 16 de dezembro de 1949, «para averiguações» e libertado no mesmo dia.
Publicou diversas obras de ficção, crónicas e estudos sobre artistas plásticos e sobre diversos escritores.
Participou em exposições como as Exposições Gerais de Artes Plásticas nos anos de 1946 e 1947 e também na exposição do Salão dos Independentes.
Segundo Livro do Bairro (1958)
Terceiro Livro do Bairro (1961)
Pedro, romance de um vagabundo (1954)
I - Douro. Lisboa: Sociedade de Expansão Cultural, 1964.
II - A Sul do Tejo. Lisboa: Sociedade de Expansão Cultural, 1965.