Neste Dia

Manuela d'Ávila

Jornalista e política brasileira

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Manuela Pinto Vieira d'Ávila (Porto Alegre, 18 de agosto de 1981) é uma jornalista, escritora e política brasileira, filiada ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). Foi deputada federal pelo Rio Grande do Sul entre 2007 a 2015, deputada estadual de 2015 a 2019 e candidata a vice-presidente da República na eleição de 2018.

Graduada em Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), começou sua carreira política no movimento estudantil e depois ingressou na política partidária. Foi a vereadora mais jovem da história de Porto Alegre, eleita em 2004. Foi eleita deputada federal em 2006 e reeleita em 2010, alcançando recordes de votação.

Concorreu à prefeitura da capital gaúcha três vezes. Na primeira vez, em 2008, ficou na terceira colocação. Na segunda tentativa, em 2012, ficou na segunda colocação, sendo derrotada ainda no primeiro turno por José Fortunati. Na terceira, em 2020, foi derrotada no segundo turno por Sebastião Melo. Em 2014, foi eleita deputada estadual com a maior votação para o cargo naquele ano. Em 2017, foi indicada por seu partido como pré-candidata à Presidência para a eleição de 2018. No entanto, desistiu da candidatura e foi escolhida por Fernando Haddad, do Partido dos Trabalhadores, como sua candidata a vice-presidente. No segundo turno, a chapa foi derrotada por Jair Bolsonaro e Hamilton Mourão. Em outubro de 2024, anunciou estar "sem partido", em um debate organizado pelo Instituto Conhecimento Liberta.

No final de novembro de 2025, o PSOL anunciou a sua refiliação partidária, a ser oficializada no dia 9 de dezembro, com o lançamento da pré-candidatura de Manuela d'Ávila a uma vaga ao Senado pelo RS em 2026.

Primeiros anos, educação e política estudantil

Manuela d'Ávila nasceu em Porto Alegre em 18 de agosto de 1981. É filha da desembargadora Ana Lúcia Pinto Vieira e do engenheiro e professor da Universidade Federal de Pelotas, Alfredo Luís Mendes D’Ávila. Manuela tem quatro irmãos: Luciana, Carolina, Mariana e Fernando. Devido ao cargo que sua mãe ocupava, durante a infância sua família se mudou inúmeras vezes. Durante este período, eles viveram em Estância Velha, São Lourenço do Sul, Pedro Osório e Rio Grande, voltando para a capital quando Manuela tinha catorze anos de idade.

É formada em jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Embora não tenha concluído, também cursou Ciências Sociais na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Iniciou no movimento estudantil em 1999 e no mesmo ano filiou-se à União da Juventude Socialista (UJS), braço do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), partido ao qual filiou-se no ano de 2001. De 2001 a 2003 integrou a direção nacional da UJS e a vice-presidência Sul da União Nacional dos Estudantes (UNE).

Nas eleições municipais de 2004, foi eleita vereadora de Porto Alegre com 9 498 votos, ou 1,19% dos votos válidos, tornando-se a vereadora mais jovem da história do município. Como vereadora, apresentou o projeto de lei 9 989/2006, sobre meia-entrada para estudantes, pauta defendida em campanha e plataforma da União Nacional dos Estudantes. A lei assegura aos estudantes matriculados em alguns estabelecimentos de ensino regular e aos jovens com até quinze anos o direito ao pagamento de meia-entrada em atividades culturais, esportivas e em cinemas.

Nas eleições estaduais em 2006, foi lançada candidata a deputada federal pelo PCdoB do Rio Grande do Sul. Foi eleita com 271 939 votos, sendo a candidata a deputada mais votada do estado nas eleições daquele ano. Um de seus projetos como deputada foi um substitutivo, apresentado em conjunto com o deputado Átila Lira (PSB-PI), que regulamentou estágios em ensino superior e técnico. Segundo Manuela, a atualização da lei sobre estágios era necessária, principalmente no que se refere à adequação às propostas pedagógicas de universidades elaboradas na última década. A legislação anterior (Lei 6 494/1977) havia sido elaborada antes da Constituição de 1988.

Em 2010, candidatou-se novamente para o cargo de deputada federal, tendo recebido 482 590 votos, ou 8,06% dos votos válidos. Esta foi a maior votação no Rio Grande do Sul e uma das maiores do Brasil. Seu desempenho ajudou a eleger outros três aliados: Assis Melo (PCdoB), José Luiz Stedile (PSB) e Alexandre Roso (PSB), que obtiveram menos de cinquenta mil votos cada.

Em novembro de 2010, foi cotada para assumir o Ministério do Esporte no primeiro governo de Dilma Rousseff. No entanto, o presidente do PCdoB, Renato Rabelo, declarou que Manuela deveria ser candidata nas eleições de 2012, e que sendo ministra ficaria ocupada com a Copa do Mundo e as Olimpíadas.

Em 2011, relatou o Estatuto da Juventude, legislação que garante direitos e deveres aos jovens Brasileiros. No estatuto, foram incluídos assuntos considerados polêmicos, como a igualdade na orientação sexual. O estatuto foi aprovado na Câmara dos Deputados em 5 de outubro de 2011, e no Senado Federal em 15 de fevereiro e 2012.

Durante o ano de 2011, presidiu a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados. Neste cargo, pediu a saída do deputado Jair Bolsonaro da comissão, sendo apoiada pela ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário. Em 2013, foi escolhida como a líder de seu partido na Câmara dos Deputados.

Em 2013, foi indicada, pelo quinto ano consecutivo, ao Prêmio Congresso em Foco. Pelo segundo ano, foi destaque na categoria "parlamentar de futuro", formada pelos parlamentares com menos de 45 anos que melhor representam a população no Congresso. Foi apontada como uma das cem parlamentares mais influentes do congresso, também conhecidos como "cabeças do congresso", pelo DIAP e figurou entre os trinta mais influentes pela revista Veja e cem brasileiros mais influentes pela revista Época em 2011.

Em 2008, disputou sua primeira eleição majoritária. Naquele ano, foi candidata à prefeitura Porto Alegre pela coligação "Porto Alegre é Mais", formada por sete partidos. O candidato a vice-prefeito foi Berfran Rosado, deputado estadual pelo Partido Popular Socialista (PPS). Manuela obteve 121 232 votos, ou 15,35% dos votos válidos. Contrariando pesquisas que a indicavam em segundo lugar, acabou sendo ultrapassada por Maria do Rosário Nunes (PT). Nos últimos dias da campanha do segundo turno, declarou apoio à candidata do PT, que foi derrotada por José Fogaça (PMDB).

Em 23 de junho de 2012, oficializou sua candidatura à prefeitura de Porto Alegre para as eleições daquele ano. A coligação "Juntos por Porto Alegre" foi composta por cinco partidos, que lhe garantiu o terceiro maior tempo no horário político eleitoral. O candidato a vice-prefeito foi o vereador Nelcir Tessaro, do Partido Social Democrático (PSD).

Nas primeiras pesquisas eleitorais divulgadas, chegou a ficar em primeiro lugar na do Ibope, e tinha uma pequena diferença em relação ao primeiro colocado, José Fortunati, nas pesquisas dos outros institutos. Em meados de setembro, Fortunati abriu uma vantagem significativa em relação a candidata. Nas pesquisas realizadas no início de outubro até o dia da eleição, Fortunati tinha mais da metade das intenções de votos em todas.

Em 7 de outubro, data da realização do primeiro turno, recebeu 141 073 votos (17,76% dos votos válidos). Fortunati foi reeleito com uma maioria histórica de 65,22% dos votos válidos. Em entrevista coletiva concedida na noite da eleição, declarou: "O povo fez a escolha certa. A população escolheu o projeto que julgou certo e que ele [Fortunati] representa. Estou orgulhosa de entrar pela quinta vez em uma disputa eleitoral".

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