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María de León Bello y Delgado

María de León y Delgado (El Sauzal, Tenerife, 23 de março de 1643 – 15 de fevereiro de 1731, San Cristóbal de La Laguna)

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María de León y Delgado (El Sauzal, Tenerife, 23 de março de 1643 – 15 de fevereiro de 1731, San Cristóbal de La Laguna) foi uma freira católica conhecida nas Ilhas Canárias (Espanha) por "La Siervita" e "Sor María de Jesús".

María de León desejava fazer seus votos na Ordem das Carmelitas Descalças, fundada por Santa Teresa de Ávila. No entanto, ainda não havia conventos dessa ordem estabelecidos nas Ilhas Canárias, então seus tios providenciaram para que a jovem ingressasse no Convento de Santa Clara de Assis, na cidade, servindo como criada de sua prima, que já havia professado. Contudo, um sonho levou María de León a rejeitar a entrada no Convento das Clarissas, optando, em vez disso, pelo Convento de Santa Catalina de Siena, pertencente à Ordem Dominicana, onde uma irmã leiga era necessária para cuidar de uma freira idosa e doente. Em 21 de maio de 1669, professou como freira de véu branco. Ela adotou o nome de Irmã Maria de Jesus, acrescentando o sufixo "de Jesus" em homenagem a Santa Teresa de Jesus.

A sua vida religiosa era austera, simples e, defendendo a tradição, cheia de milagres. Os fiéis alegam a incorruptibilidade do seu corpo, além de outros relatos milagrosos ainda em vida: estigmatas, êxtase, levitação, hipertermia, clarividência e bilocação, entre outros.

Entre as grandes figuras da época que mantiveram uma estreita amizade com María de León vale destacar o corsário Amaro Felipe Rodríguez (conhecido como Amaro Pargo) e o religioso Fray Juan de Jesús, entre outros.

O corpo de María de León permanece incorrupto no Convento de Santa Catalina de Siena, na cidade de San Cristóbal de La Laguna. Cada 15 de fevereiro (aniversário de sua morte), seu corpo é exposto ao público em um caixão de vidro.

Uma investigação formal sobre a vida de De León para o seu processo de beatificação foi aberta no século XIX, mas foi interrompida. A causa foi reaberta em 12 de dezembro de 1992 e foi submetida à Santa Sé. Os apoiantes da causa expressaram o seu descontentamento com esta falta de progresso, apesar do grande número de milagres atribuídos à sua intercessão desde o século XVIII.

Após a inauguração de um museu dedicado a ela em seu local de nascimento em El Sauzal, em 2007, o bispo da Diocese de Tenerife, Monsenhor Bernardo Álvarez Afonso, referiu-se à sua vida e obra como: “A vida exemplar de uma mulher dedicada a Deus e ao serviço dos outros".

Como uma das figuras mais famosas da história das Ilhas Canárias, a Irmã María de Jesús é também considerada uma das mulheres mais influentes do período barroco espanhol nas Ilhas Canárias. Ela é um símbolo de El Sauzal e uma das personalidades mais importantes da cidade de San Cristóbal de La Laguna, já que sua vida esteve intimamente ligada à "Cidade dos Adelantados".

Lista de santos e beatos das Ilhas Canárias

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El convento de Santa Catalina expone hoy el cuerpo de la Siervita. El Día.

La Siervita congrega a miles de devotos en el Monasterio de Santa Catalina. Odisur.

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