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Maranhão

Unidade federativa do Brasil

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O Maranhão é uma das 27 unidades federativas do Brasil. Encontra-se situado a oeste da região Nordeste. Possui como limites: ao norte, com o oceano Atlântico. A leste, com o Piauí. Ao sul e a sudoeste, com o Tocantins. E a oeste, com o Pará. Abriga uma superfície de 331 937,450 km², com cerca de sete milhões de moradores. São Luís é a capital. Conta com 217 municípios. São Luís, Imperatriz, São José de Ribamar, Timon, Caxias, Paço do Lumiar, Codó, Bacabal e Açailândia são as principais cidades.

Com altitudes baixas e topografia média, possui um relevo moderado, com mais de 90% da área aquém dos 300 metros. Os rios mais importantes são: Gurupi, Tocantins, Mearim, Pindaré, Parnaíba, Itapecuru e Turiaçu. Sua economia está alicerçada em cinco setores. São eles: na indústria (beneficiamento de alumínio e alumina, madeireira, alimentícia), de serviços, extrativismo (babaçu), agricultura (milho, arroz, mandioca) e pecuária.

D. João III concedeu a região do Maranhão, subdividida em duas capitanias, para Aires da Cunha e Fernando Álvares de Andrade, em 1535. A partir de então, até a instalação dos franceses em 1612 (França Equinocial), Portugal não ficou sabendo da região. Em 1615, os portugueses, chefiados por Jerônimo de Albuquerque, repeliram os franceses e, em 1621, fundaram o Estado do Maranhão e do Grão-Pará. Em 1641, os holandeses invadiram a ilha de São Luís, de onde foram desalojados em 1644. A partir daí, firmou-se o domínio português. Em 1772, houve o desmembramento entre Maranhão e Grão-Pará.

O reconhecimento da independência ocorreu somente em 1823, devido à intensa pressão de Portugal. E depois da intercessão do almirante Cochrane, a pedido de D. Pedro I. Em 1831, eclodiu a Setembrada, que defendia o despejo dos frades franciscanos e dos portugueses, e, em 1838, a Balaiada, uma insurreição popular contrária à aristocracia rural. A economia entrou em declínio com a abolição da escravatura, só chegando a se restabelecer no decorrer da Primeira Guerra Mundial.

Os tupinambás povoavam primeiramente a região, estes se achavam herdeiros do grande ancestral e herói “Maíra”, dessa forma o topônimo “Mairi”, empregado para representar o território tupinambá (hoje estados brasileiros do Maranhão, Pará e Amapá), com procedência no nheengatu, quereria dizer inicialmente a “terra dos filhos de Maíra” ou “território de Maíra”. Mas esta divindade foi relacionada aos “homens brancos” e, em especial, aos navegantes gauleses, denominados de “Maíras” ou “Mair”, e assim a região de “Mairi” começou a representar o “local dos franceses”.

Segundo o historiador Francisco de Assis Barbosa, uma das várias etimologias propostas é o tupi-guarani para, “mar”, na, ana, “parecido”, e nhã, “partir, dirigir-se, descer”. Ou seja, o rio Marañón (“caju” em espanhol) era similar a um oceano que desce. Conforme o filólogo, linguista e lexicógrafo Antenor Nascentes, são inúmeras as etimologias sugeridas, todas elas não apropriadas e presume:

Os naturais do estado do Maranhão são denominados maranhenses. Segundo o Dicionário Houaiss, o substantivo português maranhão também pode ser sinônimo de “ampla falsidade ou mexerico”.

Em 1615, o jesuíta Padre Manuel Gomes afirmou que a designação do Rio Maranhão procedeu da denominação de Antônio Maranhon, navegador espanhol. Ele assegura ainda que era cognominado de Rio Orellana, em homenagem a Francisco Orellana, outro navegador espanhol, além de Rio Amazonas, por atravessar as terras das amazonas.

No ano de 1720, o jesuíta Domingos de Araújo escreveu o livro “Crônica da Companhia de Jesus da Missão do Maranhão”. Ele afirmou nesta obra que a designação foi concedida por uma expedição mandada pelo navegador português, Cristóvão Jaques. Quando viu o rio Amazonas, referiu-se à região como “Maranhão” (grande mar).

No contexto histórico brasileiro, a mais antiga referência à região do Maranhão aconteceu na época antes da fundação das capitanias hereditárias, denominada de Conquista do Maranhão. Depois foram fundadas ambas as seções da Capitania do Maranhão, no ano de 1534.

Os indícios mais remotos da ocupação humana no espaço maranhense remontam a cerca de 9 mil anos. Nos primeiros séculos de povoamento humano, a área interiorana do Maranhão era habitada por agrupamentos de caçadores e coletores, enquanto a faixa litorânea era ocupada pelos sambaquieiros e também por caçadores e coletores.

Quando se iniciou a dominação europeia, o território maranhense era povoado por variadas etnias indígenas, como os tupinambás, tremembés, amanaiés, guajajaras, timbiras, gamelas e barbados, que foram vítimas de um extermínio durante a colonização, fazendo com que muitas nações desaparecessem. Nos séculos XVII e XVIII, com a colonização do Piauí, diversas tribos que habitavam aquela região deslocaram-se para o interior maranhense. Na atualidade, residem em áreas maranhenses as seguintes comunidades indígenas: guajajaras, guajás, caapores, tembés e timbiras (canelas, cricatis, gavião do Oeste e pucobié-gavião).

Primeiras expedições exploradoras

O primeiro europeu a desbravar o litoral maranhense teria sido o português Duarte Pacheco Pereira, em 1498, não havendo informações se ele teria desembarcado. Em 1500, o navegador espanhol Vicente Yáñez Pinzón explorou todo o litoral setentrional brasileiro, entre Pernambuco e o delta do Amazonas. Desde 1524, a costa maranhense foi movimentada ilegalmente pelos franceses.Em 1531, Martim Afonso de Sousa exigiu que Diogo Leite desbravasse o litoral setentrional brasileiro. Ele veio para a embocadura do rio Gurupi, onde é hoje a divisa entre Maranhão e Pará. Na divisão da América em capitanias hereditárias, em 1534, o Maranhão foi fragmentado em dois quinhões. Um era concedido para Fernando Álvares de Andrade e outro para João de Barros e Aires da Cunha. A expedição organizada pelos três donatários em 1535, para começar a conquistar e povoar suas terras, fracassou, em um naufrágio próximo à ilha de Upaon-Açu. Em função disso, a capitania foi entregue para o monarca.

Em meados do século XVI, os franceses frequentaram o litoral do Maranhão e tentaram a colonização da região em 1612, ao criar a França Equinocial e fundar a cidade de São Luís, assim batizada em homenagem ao rei Luís XIII da França. No ano de 1615, o exército de Portugal derrotou essa colônia e, anos mais tarde, a chegada de portugueses vindos dos Açores fortaleceu finalmente o domínio português.

Desde então, em função do grande desenvolvimento da região e dos desafios de conexão em relação ao resto do Estado do Brasil, em 1621, o então Estado do Maranhão foi criado pelos lusitanos, sendo subordinado diretamente ao Reino de Portugal, liderados pelo militar Jerônimo de Albuquerque, que desalojaram os franceses, com seu território se estendendo do Ceará até o Amazonas. Foi desmembrado do Estado do Brasil e pertencia diretamente ao Reino de Portugal.

Em 1641, os neerlandeses ocuparam a cidade de São Luís e, três anos mais tarde, se renderam aos portugueses. Os luso-brasileiros prosseguiram na conquista da costa do Maranhão, com a fundação da vila de Alcântara, em 1648, e a expansão, desde São Luís, da colonização por meio dos vales dos rios Mearim e Itapecuru. Em 1682, o Reino de Portugal fundou a Companhia de Comércio do Maranhão. O fracasso desta empresa comercial conduziu os povoadores à denominada revolta de Beckman, em 1684, vencida um ano depois.

Em 1654, devido ao progresso de Belém, foi criado o Estado do Maranhão e Grão-Pará em 1654. Em 1751, o Estado do Maranhão e Grão-Pará passou a se chamar Estado do Grão-Pará e Maranhão, com capital transferida de São Luís para Belém em 1737, devido ao crescimento econômico com a produção de açúcar, algodão, tabaco e das drogas do sertão (sobretudo na capitania do Pará).

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