Marcelo Batista (São Paulo, 16 de março de 1971), mais conhecido simplesmente como Batista, é um jornalista, locutor, repórter, comentarista e apresentador de rádio e televisão brasileiro.
Atualmente, está no ar na Massa FM, onde apresenta o programa “Companhia da Massa”.
Em entrevista ao especial de 25 anos da RádiOficina, conta que, desde a infância, sempre ouvia rádio, gostava muito de música, esporte e humor e acreditava que no rádio poderia trabalhar com o que gostava. Na adolescência, cogitou tentar a carreira de jogador de futebol e inclusive atuou no time juvenil do São Paulo Futebol Clube, mas depois decidiu dedicar-se a realizar o sonho de trabalhar com comunicação.
Iniciou os estudos na área em 1989, na faculdade de Jornalismo da FMU FIAM-FAAM e em paralelo no curso de locução do SENAC. Estudou também na RádiOficina, escola referência no meio radiofônico, onde foi um dos primeiros alunos do curso de locução ministrado pelo grande comunicador Cyro César. Formou-se locutor profissional em 1990 e jornalista dois anos depois, em 1992.
Batista acumula passagens nas principais emissoras de rádio de São Paulo. Entre seus principais destaques no meio está a passagem pela Jovem Pan FM, na década de 90, onde foi um dos precursores do programa Pânico, além do formato inovador do programa Band Coruja, da Band FM, no começo da década de 2000.
Marcelo Batista também trabalhou como apresentador e repórter em grandes emissoras de TV, como Band, RedeTV! e ESPN.
Transamérica FM: o começo de tudo
Em depoimento à RádiOficina, Batista contou que tudo começou quando, um dia, em agosto de 1989, ao reparar no quadro de anúncios no corredor da faculdade, o que mais lhe chamou a atenção foi um anúncio de vagas de estágio na Rádio Transamérica, pois sempre gostou muito de rádio.
Decidiu candidatar-se e ao chegar na emissora, soube que todas as vagas já haviam sido preenchidas, exceto a de atendimento ao ouvinte no período da madrugada. Para a surpresa de Ricardo Henrique, coordenador artístico da emissora à época, Batista prontamente aceitou a vaga e começou já no dia seguinte.
Entretanto, sempre foi muito curioso e queria saber como tudo funcionava, então não saía do estúdio da emissora, que, nas madrugadas, era comandado por Sandro Anderson, com quem Batista diz ter aprendido muito. Segundo conta, às vezes deixava até o telefone da rádio fora do gancho para não “ser atrapalhado” pelos ouvintes em suas idas ao estúdio.
A essa altura, se interessava cada vez mais pelo rádio. Já tinha feito um curso na RadiOficina e estava terminando o curso de locutor no SENAC, quando, em 1990, a Rádio Transamérica iniciava os preparativos para a transmissão da Copa do Mundo.
Foi o coordenador Ricardo Henrique quem o convidou para ser radioescuta da emissora, atividade em que deveria acompanhar simultaneamente a transmissão do jogo pelas emissoras de TV, a fim de apurar informações para o narrador.
Estreou no ar em 10 de junho de 1990, como radioescuta na partida de Brasil x Suécia, jogo que foi narrado por Marcelo Braga, que também era diretor da emissora à época e hoje dirige o Grupo Mix de Comunicação. Também era o jogo de estreia do Brasil na Copa, ocasião em que venceu a Suécia por 2 a 1.
Em sua primeira transmissão, Batista, que sempre gostou muito de futebol, prestou muito mais atenção no jogo em si do que nas informações que tinha que apurar pela TV, então sempre que era questionado sobre o que estava ocorrendo com os jogadores, debochava da situação, dizendo que “não tinha acontecido nada”, era apenas “frescura dos jogadores”, o que arrancava risos de todos. Após a transmissão da partida, foi chamado pelo diretor Marcelo Braga até a sua sala e foi profundamente elogiado.
Batista atuou como radioescuta durante toda a Copa do Mundo de 90. Com o término da Copa, devido a seu destaque, foi convidado a assumir o “Clube da Insônia”, nas madrugadas da emissora, onde permaneceu por três anos.
Jovem Pan FM: os primórdios do Pânico
Em 1993, Batista trocou a Transamérica pela Jovem Pan, onde no mesmo ano, junto com Emilio Surita e Fernando Mello, mais conhecido como Maestro Billy, estreou o programa Pânico, no ar até os dias atuais.
Emilio ficava no estúdio da rádio enquanto Marcelo Batista e Billy transmitiam direto da Avenida Paulista, em São Paulo, geralmente fantasiados de personagens conhecidos, como Batman, Robin e Homem-Aranha, entrevistando transeuntes.